A manhã estava calma demais para o caos que se passava dentro de Dante. O céu limpo, o azul quase irreal, o sol atravessando as cortinas do quarto contrastavam com o peso que ele carregava no peito desde a noite anterior. Caminhava de um lado para o outro, inquieto, passando as mãos pelos cabelos, ensaiando palavras que nunca pareciam suficientes. Ele já tinha tomado sua decisão. Sabia exatamente o que precisava fazer. O problema era como. Helena saía do banheiro quando ele parou diante dela. O vapor ainda envolvia seu corpo, a pele quente, o cabelo úmido caindo pelos ombros. Dante a observou por um segundo a mais do que deveria, como se precisasse daquela imagem para criar coragem. Sem dizer nada, segurou sua mão e a guiou até a cama. Sentaram-se lado a lado, próximos demais para nã

