Dante caminhou pelo corredor rumo ao escritório com passos rígidos. Cada batida do sapato ecoava como se martelasse seu próprio crânio. Ele tentava respirar com calma, mas a raiva ainda latejava em suas veias depois da interrupção de Matt. Podia jurar que, se demorasse mais alguns segundos no quarto com Helena, teria ignorado qualquer urgência. O que mais odiava era ser arrancado dela quando finalmente conseguia respirar. Desde que Helena entrara em sua vida, era como se uma guerra silenciosa acontecesse dentro dele: entre o homem que aprendeu a matar sem hesitar e o homem que ela fazia nascer de novo, contra a própria vontade. Ao abrir a porta do escritório, seu humor piorou instantaneamente ao ver os advogados levantando-se respeitosamente. — Senhor Dante — cumprimentaram em sincronia

