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466 Palavras
Saimon — Ela foi? — Antônio pergunta, saindo do escritório. — Sim — eu respondo, com um olhar fixo no celular. — O primeiro passo vai ser dado — ele diz, os olhos brilhando com um toque de expectativa. — Será que ela vai dar conta? — Samuel questiona, com a voz baixa, mas preocupada. — Vai — afirmo, sem hesitar. — Eu confio na minha garota. — Meu pai vai estar morto — Samuel murmura, e eu posso sentir a frieza em sua voz. — Eu segui o que combinamos, não disse a ela que ela teria que matar ele — falo calmamente. — Apenas disse que precisava de algumas informações. Pedi para ela colocar um pouco de pó, conectar o pen drive ao celular dele para apagar todo o histórico e sair sem chamar atenção. — De qualquer forma, vamos estar lá para ficar de olho nela — Antônio diz, com um sorriso sutil no rosto. — E amanhã, teremos um enterro. — Você não se sente m*l matando seu próprio pai? — Samuel pergunta, encarando Antônio. — Me sentiria se eu não o matasse — Antônio responde, com uma frieza que só quem conhece o mundo do crime consegue entender. Com os olhos fixos na tela do meu celular, vejo a localização de Sophia em tempo real. A festa começou, e a imagem dela aparece em meu dispositivo. Ela está com George, o alvo da noite. Frederico, o irmão de George, está fora da Austrália e só chegará amanhã, já com a notícia de que o pai dele está morto. Antônio sabe que Frederico seria o sucessor do pai, já que ele é o mais velho. Mas, no fundo, todos sabem que o verdadeiro controle está em mãos de quem tiver coragem de tomar a liderança. Eu a observo de longe, sem perder nenhum movimento. Como eu imaginava, Sophia não vai me decepcionar. Ela se destaca na festa com facilidade, conversando descontraidamente com George e seus sócios, enquanto os envolvia com seu sorriso sedutor, seus gestos precisos e seu corpo impecável. George, o homem que deveria estar cauteloso, observa-a com um olhar cheio de admiração, como um homem caindo na própria armadilha. — Eles estão subindo — Samuel avisa, se aproximando de mim. — Eu vou dar uma volta e subo também — respondo, ainda com os olhos fixos na cena à minha frente. Antônio, que não veio ao jantar para não levantar suspeitas, criou um álibi bem armado. Ele não pode se dar ao luxo de ser visto em nenhum lugar relacionado à morte de seu pai. Todo movimento precisa ser cuidadosamente planejado. Enquanto observo Sophia e a movimentação da festa, sei que o controle da situação está nas minhas mãos. Ela não vai falhar, e os próximos passos já estão definidos.
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