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O carro estava parado no trânsito, monótono silêncio na parte de trás, escondida do motorista.
"Podiam fazer qualquer coisa alí que ninguém veria", o pensamento passou pela minha cabeça. Olhei para Drew ao meu lado esquerdo, ele me observava. Depois para a minha direita, minha jovem namorada, Drica, olhava para fora antes de cruzar o meu olhar. Todos tão entediados quanto eu mesma.
Peguei a mão da garota, levando para um dos meus s***s e beijei o rapaz que retribuiu se aquecendo em desejo.
A minha mão tocou a ereção de Drew.
_ Tá agressiva _ apreciou entre beijos.
Drica acariciava o meu sexo, beijando meu pescoço e ombro. Logo, comecei a beija-la, de costas para Drew. Meu mini vestido, tomara que caia, foi puxado para cima e para baixo, ficando encolhido na minha cintura e a calcinha desapareceu depois que o Drew a tirou do meu corpo.
Ele agarrou a minha b***a e a cavalgou, enquanto eu chupava o doce sexo da Drica, ela não gosta muito do Drew. Sente ciúmes, mas aqui estamos. Somos bons juntos. Nosso trio já dura dois meses dos quatro meses em que namoro a Drica. Acho que podemos dizer que é um relacionamento sério em desenvolvimento. Acho que tive sorte em conhecê-los.
Eu sou Perséfone, emergente social. Tive muitos romances fracassados. Desilusões colecionadas, mas quem não tem? Minha personalidade volúvel é a maior causa disso, talvez.
Se quer saber: eu te amo. Se é verdade? Pergunte amanhã.
Naquela noite, rolava uma festa secreta na cobertura de um famoso. Era o tipo de festa que exige a entrega do celular na porta, antes de entrar. É proibido fotografar, convidar e falar da festa antes ou depois de acontecer. Não preciso dizer que rola de tudo numa festa assim. Tudo mesmo.
Aquela era a primeira vez em que fui convidada. Havia feito parceria com um maravilhoso artista, fotógrafo. Estava participando da sua exposição. Ele recebeu o convite quando estávamos juntos e fui convidada também, mais por causa das regras que por prestígio. Não se rejeita um convite desses impunemente. Eu não rejeitaria de qualquer forma.
Aquela noite não era a pior da minha vida, mas também não era a melhor. Havia brigado feio com a Drica. Não sei nem o motivo da briga. A Drica era difícil. O total oposto de mim. Tudo e qualquer coisa a fazia mudar de humor e ela não era nenhum doce de pessoa. Já eu, eu... Sei lá. Só sei que não me dói o que acontece tão facilmente, mas a Drica dói em mim. Por isso, estava chateada o bastante para não curtir a festa além do bar.
Bebi bastante, embora coisas mais fortes estivessem sendo servidas. Senti falta de ar. Talvez por estar prendendo os sentimentos. Um aperto no peito me fez ir para o terraço. Contemplei a altura, demoradamente. Pensava na vida e na morte. O aperto no peito havia ido embora, ficaram pensamentos à toas.
_ Você é linda demais para acabar assim.
Não o notei antes de ouvir sua voz sexy. Ele era alto, tinha um corpo perfeito entre magro e musculoso, loiro de cabelo curto, olhos verdes e atrevidos, uma expressão debochada de quem não se importa, no rosto e na postura. Tragou do seu cigarro e soltou a fumaça me encarando firme, de uns dois metros distante. Depois olhou para baixo calculando a queda e de novo para mim.
_ Eu não... _ sua suposição me desconcertou e irritou, ri nervoso e o ignorei, voltando para a festa, só para procurar um banheiro, onde me tranquei.
Estava bêbada. Joguei água no rosto e corrigi a maquiagem. Pensava se deveria ir embora agora. Não tava nada bom por aqui. Do lado de fora, ouvia uma certa comoção. Curiosa, saí para ver. Era uma roda de sexo. Do tipo orgia que se vê em vídeos pornôs. Imaginei o que a Drica diria disso e um riso irônico me escapou.
_ Quer participar? _ a voz familiar estava próxima demais por sobre o meu ombro.
_ Isso parece com você. Por que não vai?
Calou algo que o seu olhar também não revelou para mim. O que sei, agora, é que aquilo não atraía mais o interesse do rapaz. Já havia participado de tantos jogos assim que ficou previsível e tedioso. Poucas coisas eram novidade para o Andrew.
_ Se você vier comigo, te mostro um jogo muito mais excitante _ mostrou a palma da sua mão pedindo a minha, com um olhar irresistível.
Não pensei, apenas lhe dei minha mão. Ele a segurou firme e me puxou para fora. Quando vi, estava no carona da sua moto indo para sei lá onde. Paramos no sub-solo de um prédio de luxo. Eu apeei antes dele que acendeu um cigarro me olhando com aqueles olhos atrevidos e espertos.
_ Quantos anos você tem?
Aquela pergunta indiscreta para quem tem mais de trinta. Tudo bem, não tinha o que esconder _ Quarentena e dois _ me perguntei quantos anos aquele corpo tinha, pois o espírito dentro dele era visivelmente velho e estava muito cansado de superficialidades.
_ Vinte e um. Te esperei a minha vida toda _ jogou o resto do cigarro e soltou a fumaça _ Por que demorou tanto?
Como eu poderia responder a sua pergunta irritada? Ele continuou _ Quase me joguei daquele prédio. Ia depois do meu cigarro.
Não o havia visto lá, mas nem olhei direito. Estava passando m*l com a falta de ar, como veria um fumante num canto escondido?
_ Não estrague tudo agora que estou aqui _ retruquei simplesmente.
Sua gargalhada revelou um lindo sorriso de olhos apertados que não saiam de cima de mim nunca.
_ Tenho uma condição antes de te levar para o meu mundo esta noite _ avisou.
Assenti.
Continuou _ Esqueça quem você é bem aqui, só esta noite.
_ Está bem. Mas, me diz uma coisa?
Ele esperou.
Continuei _ Vai valer a pena?
Um largo sorriso o iluminou antes dele afirmar e pegar a minha mão de novo, me levando para o elevador e para o seu quarto , atravessando o grande apartamento, quando as portas do elevador abriu.
Nos serviu bebidas, esperou que eu terminasse. Retirou sua camisa e sapatos, depois de esvaziar seu próprio copo. Era realmente belo. Ajoelhou diante de mim, com um joelho ao chão, para retirar meus sapatos. Subiu as mãos pelas minhas pernas, entrando na minha saia e retirando minha calcinha. Foi de vagar e firme, sempre prestando atenção na expressão do meu rosto.
_ Como se sente? _ sorriu quando pôs minha calcinha ao meu lado em sua cama.
Foi quando tudo ao redor mudou, estava muito alterada. Havia algo na bebida.
_ Você me drogou! _ acusei brava.
_ Não se preocupe, foi só para acentuar os seus sentidos. Nem é ilegal, eu acho. _ sorriu _ Você confia em mim?
Nunca subam no carona de um desconhecido. Melhor não subir no carona de conhecidos também.
_ Sim.
Mas tudo o que fizemos enquanto o efeito daquilo não passava foram jogos sensuais e toques íntimos. Foi mais fácil me soltar, um efeito que até uma cerveja causa. Tudo estava normal quando eu, muito excitada, tentei despi-lo.
_ Damas primeiro _ sentou na poltrona próxima a cama e me assistia.
Fiquei em pé sobre a cama e abri o vestido que deslizou pelo meu corpo, fácil. Depois de uma boa olhada me chamou com um gesto. Chegando perto abri sua calça e deslizei até o chão junto com a peça íntima. Ele estava ereto.
Algo no seu olhar me fez querer prova-lo, testa-lo, mostrar o quão bom poderia ser. Creio que consegui arrancar mais gemidos dele, do que qualquer outra, conseguiu durante um boquete. Mas houve retribuição.
Como um homem pôde superar uma mulher num sexo oral, é uma pergunta que me faço desde que conheci o Andrew.
O que houve depois foi de vagar e totalmente prazeroso em cada toque, mordida, beijo, chupada, chicotada, prisão entre algemas e velas derretidas. O tempo não existia pois não havia sinal de luz solar. Não sentia fome ou sede, apenas prazer.
Quando enfim o meu corpo pediu descanso, cedi ao cansaço. Acordei ainda nas trevas iluminada por abajures. Era impossível que ainda fosse noite. Drew me observava como que olha uma pintura, parado.
_ Não pode ser noite ainda _ comentei.
_ E não é _ ele afastou uma mecha do meu cabelo curto, de cima dos meus olhos _ Lembra que você prometeu esquecer de quem você era.
Foi quando percebi que não haviam janelas naquele quarto _ Cumprir minha promessa, mas tenho que voltar para a minha vida agora _ levantei da cama, pegando a minha roupa que estava dobrada sobre a poltrona. Quem havia feito aquilo? _ Que horas são?
_ Perto do meio dia.
Não era tão r**m. Ia vestir a minha roupa, mas notei que eu cheirava a suor.
Continuou _ Você deveria tomar um banho antes _ apontou para uma porta _ Não se preocupa. O mundo vai continuar o seu curso, com o sem você, pelos próximos poucos minutos.
Ele era afiado com as palavras. Tomei um banho rápido e me vesti. Ele ainda estava lá, me observando.
_ Qual é o seu nome?
_ Drew, mas isso não é importante.
Não entendi o que ele disse _ O meu nome é...
_ Perséfone, igual ao da sua avó. Você é amiga do Henry. Eu conheço bem os meus convidados. Não posso me arriscar a ter minhas festas nas redes sociais.
Que ironia! Parece que eu fui escolhida a dedo, afinal. E eu pensando que era o acaso.
_ Mas era a cobertura daquele cantor.
_ Era a casa dele, mas eu promovi a festa.
_ Alguma coisa do que você me disse era real?
_ Tudo. Só porque sabia quem você era, não posso dizer que te conhecia realmente. Você quer carona até em casa, ou a sua namorada vai ficar ainda mais p**a.
_ Como sabe...?
Ele me mostrou o visor do meu celular em sua mão. Esqueci o celular na festa. Como anfitrião da festa, é claro que ele o tinha. Me entregou, e eu pude ver dezenas de chamadas perdidas e a data de hoje. Três dias depois da festa.
_ O que?! Por quanto tempo nós ficamos aqui?
_ Três dias inteiros. Foi a bebida que tomamos antes. É um energético poderoso.
Fiquei brava com ele, mas não ia ajudar brigar. Precisava sair dalí. Aceitei a carona.
_ Te vejo em breve _ beijou os nós dos meus dedos me olhando nos olhos como se fizesse uma promessa.
O seu motorista me levou até o meu carro e eu assumi dalí em diante.