Jin Ha

1889 Palavras
Baekhyun mordeu os lábios, estava nervoso.  Estava nervoso pela sua barriga de oito meses e nervoso em segurar aquele buquê de flores. Quando disse a Chanyeol que queria casa no quintal da sua casa, nunca imaginou que aquilo realmente aconteceria, que o bebezinho que ajudou Chanyeol a enxugar as suas lágrimas naquela noite, estaria dando seus primeiros passinhos em direção ao altar, jogando basquete flores pelo caminho com a ajuda de Kyungsoo, já que Jiwon não conseguia dar três passinhos sem cair sentado de novo. Era um misto de sentimentos inesquecíveis. Se fosse pelo Byun, teriam casado no dia seguinte, mas Chanyeol realmente quis que daquela vez fosse perfeito, que daquela vez o romance dos dois desse certo. O Park não poupou esforços e trabalho braçal para deixar tudo perfeito e num preço razoável, afinal, não tinham muito dinheiro, mas Luhan e seus maridos fizeram questão de ajudar com essa parte. — Baek, está na hora, vamos entrar? — Luhan perguntou animado, como a boa mãe que sempre foi — Estou orgulhoso de você, agora sim está casando com o homem certo. — O que você tinha contra o meu casamento com o Sehun? — Você não o amava, Baek, esse era o problema. Você sempre amou o Chanyeol e sempre o colocou na zona de amigo, como alguém que você não queria perder, mas ele não servia para isso, entende, ele sempre foi o seu amor e só você nunca se deu conta disso. — Tá, eu sei. — mordeu os lábios — Eu me dei conta disso com ele foi embora, eu nunca me imaginei sem ele. Os dois sorriram e Baekhyun mordeu os lábios, ouvindo o piano de Secret Love Song: Part. II começar a tocar enquanto entravam. Quando escolheu aquela música para entrar, os meninos disseram que seria triste demais, mas Baekhyun não pensava assim, era um sentimento gostoso que aquele piano o trazia, era romântico. “É óbvio que você está destinado para mim Cada pedaço seu se encaixa perfeitamente Cada segundo, cada pensamento, eu estou tão envolvido.” Sorriu quando olhou seus amigos e alguns outros convidados naquela cerimônia, seu bebê sentando no colo de Kyungsoo e Sehun como padrinho de Chanyeol. Era um tanto clichê, mas as lágrimas escorriam por sua face, por pura alegria, esperou demais por aquele momento. — Byun Baekhyun, você aceita Park Chanyeol como seu legitimo esposo? — o mundo pareceu rodar e o Byun só conseguia se concentrar no sorriso que o noivo dava. — Sim, eu aceito. — Park Chanyeol, você aceita Byun Baekhyun como seu legitimo esposo? — Antes de dizer as tão famosas palavras, eu preciso dizer: Baekhyun, eu te amo mais que tudo no mundo e esse sempre foi o meu sonho, estar nesse altar com você, por um minuto eu quase desisti de tudo, quase perdi a chance de conhecer o nosso filho, mas ainda bem que eu voltei, ainda bem que eu te tenho hoje. Sim, eu aceito. — Pode beijar o noivo. Baekhyun sorriu ainda mais, ainda com as lágrimas manchando suas bochechas enquanto beijava Chanyeol, abraçando o corpo do marido e aproveitando do beijo como se não existisse mais ninguém ali além dos dois. Porque naquele momento não havia outra coisa que importasse. (...) — Ah, eu amo a JinHa, mas eu queria tomar champanhe também. — disse Baekhyun com um bico, comendo um pedaço do bolo de casamento. — Eu dou todo o champanhe do mundo pra você, só esperar ela nascer. — Falando nisso, ela já não deveria ter nascido? — perguntou Kyungsoo. — Não, ela está no prazo ainda. — disse fazendo carinho na própria barriga. — Eu estou ansioso para ver essa menina, acho bom ela nascer logo. — disse Chanyeol, sorrindo e fazendo carinho na barriga de Baekhyun também. — Ela pode nascer depois da noite de núpcias sem problemas. — respondeu Baekhyun rindo e beijando os lábios do marido. — Credo, não acredito que vocês vão fazer isso com ela ai dentro, ela está quase nascendo. — disse Sehun, que segurava Jiwon e brincava com o pequeno. — Isso é bem normal, Sehun, não faz m*l para os bebês, você vai saber quando... — Chanyeol parou de falar quando recebeu uma cotovelada de Baekhyun — Amor, quer dançar? — Adoraria. — Baekhyun levantou da cadeira junto a Chanyeol, indo para o meio do salão e começando a dança — Por que você foi tocar nesse assunto? Sabe como o Sehun está magoado com o Kyungsoo ainda. — Eu sei, amor, me desculpa, foi sem querer. — Chanyeol abraçou ainda mais o marido, dançando lentamente — Vamos aproveitar esse momento, eu quero guardar cada pedacinho na minha memória. — sorriu. (...) Não ficaram muito tempo na festa, até porque, as pernas de Baekhyun doíam e tinham um bebê para por no berço, e Baekhyun fez isso logo que chegou, sentando na poltrona do quarto de Jiwon e acalmando o filho, esperando Chanyeol trazer a mamadeira com leite quente. — Como os meses passaram rápido, quando eu voltei para Seul o Jiwon era um bebê de peito, olha como está grande agora. — Chanyeol, ele desmamou tipo... mês passado. — sorriu — Ele ainda é muito pequeno, o Luhan está certo na questão de que vamos ter dois bebês de colo para cuidar e vou te dizer, um bebê recém nascido dá muito trabalho, espero que me ajude com tudo, — Só não posso dar peito, o resto estou ai. — deu um beijo na testa do marido e saiu do cômodo, indo para o banheiro, estava precisando de um banho relaxante. Baekhyun foi o encontrar assim que colocou Jiwon no berço, entrando no chuveiro junto do marido. — Já disse o quanto você é lindo hoje? — perguntou Baekhyun, passando as mãos pelas costas de Chanyeol, que logo virou e beijou os lábios dele. — Hm, não, melhor dizer. — Você é muito lindo, muito gostoso e eu te amo demais. Chanyeol sorriu e abraçou o corpo do marido, lavando o corpo dele com cuidado. — Eu falei aquilo na festa, mas você acha que podemos t*****r? — Acho e eu quero muito isso. — sorriu, beijando os lábios do marido. Chanyeol desligou o chuveiro e abraçou mais o corpo de Baekhyun, aproveitando daquele beijo. Os dois secaram seus corpos rapidamente e foram para o quarto, deitando na cama. Não era nada apressado, já haviam feito aquilo milhões de vezes, mas aquela noite era diferente, aquela noite estavam celebrando sua união real como casal. Cada beijo, cada toque era memorável. Para sempre seria lembrado do dia do casamento e seria contado aos seus netos como foi maravilhoso se unir a pessoa que realmente ama. {•••} — Os pombinhas cordaram. — disse Luhan, que, como sempre, tinha a cópia da chave da casa — Preparamos um café da manhã especial para vocês. — Que ótimo, estou morrendo de fome, mas não sei se JinHa vai me deixar comer. — Baekhyun sentou em uma das cadeiras, acariciando a barriga — Você está dando mamadeira para o Jiwon? — perguntou a Sehun. — Ele é meu sobrinho, normal eu cuidar dele. — Não é porque eu tenho dois filhos que você pode roubar um não, Sehun, tô de olho hein. — semicerrou os olhos, fazendo o outro revirar os próprios. — É, Sehun, acho bom você para de tentar me fazer chantagem emocional. — disse Kyungsoo. — Vocês são um porre. — saiu da cozinha, levando Jiwon consigo. — Gente, eu estou com contrações… a JinHa vai nascer. — disse respirando mais pesadamente. Estava sentindo leves dores na barriga, mas JinHa sempre se mexe muito quando faz sexo, então achou que a dor fosse por isso, mas sentado na cadeira pode ter certeza, sua filha ia nascer. Os amigos pararam tudo que estavam fazendo, sem saber muito como agir. Chanyeol correu para o quarto e pegou a malinha do bebê. — Ótimo, chegou a hora, sabia que minha princesa queria me conhecer. O Park ajudou o pequeno a entrar no carro e Kyungsoo foi dirigido, com Sehun ao seu lado e Jiwon na cadeirinha de bebê. — Diz pra ela aguentar mais um pouco, não estamos longe. — o Do sorriu abertamente, vendo Jiwon morder seus brinquedos e olhar os pais com cara de pavor ao seu lado. Logo chegaram ao hospital, onde Baekhyun foi levado para a sala de parto, enquanto Chanyeol fazia o check-in. Suas mãos tremiam, talvez não desse para entender o número do convênio, mas dane-se, sua filha estava nascendo. O grandão conseguiu entrar na sala a tempo de segurar a mão do marido e ouvir o chorinho do bebê, levando os dois as lágrimas de imediato. — Oi, minha filha. Eu sou seu papai. — disse Chanyeol, assim que o médico a entregou em seus braços — Esse é o papai Baekhyun. — Oi, filha. — disse entre o choro e o riso, podendo segurar o bebê, que fazia aqueles barulhos fofos e voltava a chorar. — Precisamos limpá-la e levá-la para fazer os exames, mas logos poderão ficar com ela a vontade. Chanyeol concordou e entregou a pequena a enfermeira. Como em todo parto, Baekhyun dormiu logo após o nascimento da sua filha, sendo levado para o quarto após o médico terminar os pontos. — E então cara, a gente já pode ver ela? — perguntou Sehun, dando um tapinha nas costas do irmão. — Sim, ela é linda. — sorriu bobo, abraçando o corpo de Sehun e fazendo os amigos rirem. Logo depois foram dois de cada vez até o berçário, babar um pouco na pequena JinHa, sobrinha de todos aqueles tios babões. {•••} Baekhyun foi acordado pela enfermeira algumas horas depois, para que ele pudesse alimentar JinHa. A mulher o ajudou a sentar na cama e entregou a pequena em seus braços. O Byun sentiu um frio na barriga naquele momento, pois aquela cena era muito parecida com a de um ano atrás, quando deu a luz sozinho ao seu primeiro filho, mas a sensação não durou muito. Chanyeol abriu a porta devagar, dando espaço para Luhan, Kris, Lay, Kyungsoo e Sehun entrarem. — Meu Deus, ela é muito linda. — disse Luhan, logo sentando na cama ao lado de Baekhyun e tocando as bochechas da menina que mamava. — Realmente linda. Vai ter que proteger muito a sua irmã, garotão. — disse Lay, que estava cuidando de Jiwon. Pelo menos o garoto era quietinho, assim não reclamava de tantas pessoas o cuidando de uma única vez. — Agora vamos ter com quem dividir a atenção, já estavam matando o Jiwon de tanto amor. — comentou Kyungsoo. — Vocês me fizeram a pessoa mais feliz do mundo obrigado por estarem aqui. — Baekhyun disse um tanto embargado, tentando conter o choro, mas as lágrimas escorriam ainda assim. — Não chora, amor. Somos um família, nunca deixaremos você. — disse Chanyeol, secando as lágrimas do seu pequeno e dando um beijo em seus lábios. E se um ano atrás Baekhyun se perguntasse, jamais chegaria aquela resposta. Mesmo com todos os problemas e desentendimentos que tiveram, como uma família, souberam superar, para naquele momento, assim como nos casamentos, assim como no futuro, eles poderem juntos prestigiar a felicidade um do outro. Fim.
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