CINCO ANOS DEPOIS
— Quem diria, não é mesmo? Eu estou fazendo cinco anos de casado, vocês tem tem ideia do que é isso? Há cinco anos eu dou só pra eles, é um recorde e tanto. — disse Luhan rindo e brindando.
— E vocês não pensam em filhos? — perguntou Kyungsoo.
— Eu disse antes de casar que eu não servia pra essas coisas, eu gosto de curtir a vida, eu sei que é estranho para alguns, mas eu não quero filhos, pelo menos ainda não.
— Cinco anos que ele diz a mesma coisa, perde a esperança, Kyungsoo. — Baekhyun disse rindo e tomando um gole do Suju, mas logo recebeu um tapa na mão, pois ainda estava com JinHa no colo.
— Cadê teu marido? Você não pode beber e colocar suas crianças para dormir.
— Ela já dormiu. Eu tava colocando a roupa pra lavar e ainda não tive tempo de pôr ela na cama.
— Mas onde está o Chanyeol? — Kyungsoo insistiu na pergunta de Luhan, pois era no mínimo curioso.
Eles visitavam o casal de vez em quando, mas não podiam estar o tempo todo ali, afinal, Chanyeol e Baekhyun moravam em outra cidade.
— Está trabalhando, ultimamente ele tem trabalhado até tarde. Acho que é para conseguir uma promoção ou algo do tipo, eu sinceramente não sei já que quando ele chega eu estou cansado demais para conversar.
— Ele chega tarde assim? — Luhan perguntou semicerrando os olhos — Baekhyun...
— Ele não está me traindo, eu... eu acho que ele não faria isso.
— Eu não vou me meter nisso, eu preciso ir pra casa e acho que você deve conversar com ele, mas eu não vou me meter nisso não e não coloca minhocas na cabeça. — disse Kyungsoo, levantando para ir embora.
— Mentira, você não quer beber e está se fazendo, conta logo que tá barrigudo, Kyungsoo. — Luhan disse rindo, brincando com o amigo, mas arqueou a sobrancelha ao notar o Do engolir em seco.
— Então, achei que não era bem o momento, eu só... Sehun e eu estamos praticamente casados, quase morando juntos... achamos que era o momento e fizemos sexo sem camisinha na brincadeira, a gente estava meio bêbados e tal, eu achei que não fosse engravidar, mas... aconteceu. — disse e suspirou.
Não queria compartilhar aquele fardo com os amigos porque não achou ser o melhor momento para isso, mas não teve como fugir, agora os olhares de pena era direcionado a ele e não mais a Baekhyun.
— Sinto muito, Kyungsoo. Se você ainda não tinha certeza sobre filhos devia ter conversado com o Sehun e dito que isso não era o que você queria, amigo, não pode ficar assim e rejeitar o bebê depois.
— Eu não queria negar ele mais uma vez, anos atrás tivemos brigas horríveis por causa disso, o Sehun já me largou três vezes... quando o assunto surgiu de novo, eu só deixei rolar, mas assim que eu recebi o resultado positivo, eu queria me jogar de uma ponte. Não me sinto pronto pra isso.
— Mas Soo, você também precisa ter certeza que você não quer filhos, diferente de ter medo de ser um pai r**m. Todo mundo fica inseguro na hora de ser pai.
— O Baekhyun está certo. Eu jamais cederia pelo Lay ou pelo Kris e eu amo eles, mas eu realmente não quero um filho, agora você, se estiver apenas inseguro, pode relaxar e curtir um pouco mais a chegada de um bebê. O Sehun seria um bom pai, ele sempre quis um bebê, não é?
— Sim, acho que vocês estão certos. Eu acho que é apenas insegurança. Assim que eu chegar em casa vou conversar com o Sehun sobre isso, eu ainda não contei para ele e já estou com quase oito semanas.
— Eu tenho certeza que ele vai amar saber e que você vai ser um pai ótimo. — Baekhyun abraçou o amigo, fazendo carinho em Kyungsoo — Sei que Chanyeol e eu não somos os melhores exemplos do que fazer, mas nossos filhos ainda estão inteiros e se precisar de ajuda, pode pedir qualquer coisa.
Kyungsoo concordou, sentindo as lágrimas nos olhos.
(...)
Depois que os amigos foram embora, Baekhyun acabou por deitar na cama com JinHa. No fim das contas não havia conseguido largar a filha e com ciúmes, Jiwon acabou indo para a cama do pai e deitando junto dos dois, para ganhar carinho também.
Chanyeol chegou tarde em casa, mais uma vez naquela semana e não teve coragem de tirar os filhos da sua cama, por isso acordou Baekhyun, o tirando da cama em silêncio e levando para sala.
— Desculpe chegar tarde de novo. — sussurrou.
Baekhyun, ainda sonoleto, cheirou o pescoço do marido, procurando cheiro de bebida ou mulheres, mas só o que encontrou foi o cheiro daquele cigarro caro que Chanyeol fumava as vezes — Está procurando o cheiro de outra pessoa? — perguntou rindo — Eu não estou te traindo, Baekhyun.
— Por que está chegando tarde em casa? Por que anda fumado de novo? — perguntou com bico, não tinha mais idade para certas manhas, mas era inevitável.
— Eu estou realmente estressado com as nossas contas, faz um tempo que eu não estou conseguindo manter nossa família como deveria, pensei até em arrumar um outro emprego, tentei. Mas eu morro de saudade de ficar com você. — disse dando vários selinhos nos lábios de Baekhyun.
— Tentou fazer o quê, amor?
— Ser segurança em uma boate, mas para ficar sem você todo dia não vale a pena. Eu dou outro jeito.
— Eu vou começar a trabalhar, já podemos colocar eles em uma escolinha e eu vou ajudar vocês, mas nunca mais, Park Chanyeol, me esconda suas frustrações e deixe eu pensar que há outra pessoa em sua vida.
— Eu prometo não esconder mais nada de você. Eu te amo e me corta o coração ver você dormindo sem mim. Me desculpe, eu te amo. — Chanyeol encheu o rostinho pequeno de beijos, fazendo Baekhyun sorrir.
— Tudo bem, agora vamos dormir aqui, não quero acordar as crianças.
(...)
Kyungsoo roía a unha, estava nervoso com o que diria para Sehun, só de pensar no assunto já sentia vontade de vomitar, assim que chegou em casa mandou uma mensagem para Sehun, que logo naquela noite não havia ido dormir em seu apartamento.
— O que houve, amor? Por que me mandou aquela mensagem? — Sehun entrou na casa do pequeno e foi até Kyungsoo, o vendo todo nervoso.
— Bom é que... é que... e se a gente começasse a morar juntos? — perguntou primeiro, suspirando e fazendo Sehun rir.
O mais novo agarrou o namorado pela cintura e beijou os lábios róseos.
— Eu espero por isso há muito tempo. Eu vou amar morar com você e não poder deixar você ficar longe de mim. — disse rindo, sentando no sofá e trazendo Kyungsoo para seu colo.
— Mais vai ter que ser para ontem em uma casa maior do que a de nós dois no momento. — mordeu os lábios — Lembra daquela festa, que a gente voltou muito bêbado e falando sobre...
— Sobre filhos? — sorriu — Claro, mas não precisa se preocupar com isso agora, como você mesmo disse, a gente estava bêbado, é claro que você não engravidou só naquela noite, não sou tão bom assim.
— Você é ótimo, excelente, pontaria magnifica. — Kyungsoo não se aguentou e riu com seu próprio comentário e riu ainda mais com a cara de surpresa do Oh.
— Você está falando sério? Não é uma brincadeira? Vamos ter um bebê?
— Vamos ter um bebê.
Sehun deu o maior sorriso que Kyungsoo já havia visto na vida, deitou o mais velho no sofá e começou a beijar a barriga dele.
— Oi bebê, sou seu papai, já amo você. — disse sorrindo e beijando a barriga de Kyungsoo, que naquele momento, sentiu-se aliviado.
Tudo aquilo era apenas insegurança, mas não existem pais perfeitos, então não era hora de se preocupar com isso.
Apesar de todos os anos que passaram, os amigos estavam tão unidos quanto sempre estiveram.
Problemas sempre surgiram, é inevitável, mas enquanto estivessem unidos como família, essa era uma preocupação que não precisariam ter.