Ele se acomodou melhor na cadeira enquanto mantinha contato visual, sorrindo. Eu, por outro lado, não conseguia mover o corpo. O meu sexto sentido estava ainda mais aguçado, e da mesma forma que ele, sustentava o olhar. Eu não tinha medo dele, mas sabia que se reagisse ali, onde Chloe estava, tudo poderia dar errado. Já tinha arriscado muito até aquele momento e não poderia me dar ao luxo de contar com a sorte. — Max... O que você pensa que está fazendo aqui? — Sério que você não vai chorar a morte da sua mãe...? — Porque eu deveria? — semicerrei os olhos para ele. — apesar de não derramar uma gota sequer de lágrimas quero saber o porquê de você a ter matado... — Criatura interessante você, Radzimierski... Mas isso eu não vou responder. — sorriu me olhando com uma admiração estranha. —

