ARIELA Eu não conseguia acreditar. Eu não conseguia acreditar que o mesmo garoto que me amava devotadamente, que sempre me apoiou e protegeu, estava cruzando a linha daquele jeito. Eu acreditava que ele era capaz de qualquer coisa naquele momento, não havia mais nenhum traço da bondade do homem que havia prometido estar comigo para sempre e a quem eu amava. No entanto, cerrei os dentes e deixei a raiva tomar conta de mim completamente. — Quem você pensa que é? — Eu o confrontei. — Seu namorado, Ariela. Apenas obedeça. — Eu farei o que eu quiser! — Não! Eu queria ir embora, mas ele me jogou contra a parede novamente, me encurralando com seu corpo. Felipe deu um soco na parede, bem ao lado da minha cabeça. Fiquei furiosa e no estado em que me encontrava não conseguiria me defender nem

