Alina Descobri que o silêncio de uma casa depois da guerra é diferente de qualquer outro silêncio. Não é a quietude pacífica que se segue a um longo dia de trabalho ou a uma tempestade de verão; é uma ausência cortante, quase dolorosa, de ruído. É um vácuo onde antes havia o estrondo dos confrontos, o grito de comando, o gemido dos feridos e até mesmo o burburinho comum da vida diária antes do conflito. As paredes parecem respirar esse silêncio pesado, impregnado de poeira e de memórias visuais de destruição. Cada assoalho que range, cada goteira distante, soa como um tiro na escuridão. É um silêncio que não acalma, mas alerta; não preenche, mas esvazia. Não é paz. A paz é leve, é o alívio da cessação da dor. A paz é o começo de algo novo. É reconstrução. É o silêncio necessário para o

