Viktor O aroma da casa mudara drasticamente: a fumaça da Corvus dera lugar a um cheiro de vela, sangue envelhecido e, acima de tudo, expectativa. Dois dias se passaram desde a queda da última célula. A contagem de corpos havia sido concluída, os feridos estavam estabilizados e os danos externos, avaliados. Agora, restava enfrentar a realidade interna: uma alcateia inteira, com os olhos fixos no trono — e nas evidentes rachaduras que o cercavam. Pedi assembleia geral. Não só Conselho. Não só soldados. Todo mundo. O pátio central estava lotado, como em uma noite de Lua ritual, mas a atmosfera era completamente diferente. Não havia música, tambores ou sinais de preparação para festa. Em vez disso, pairava um silêncio pesado, quebrado apenas por passos contidos e murmúrios de nomes sussur

