Capítulo 33: Linha de Fogo

1770 Palavras

Alina A enfermaria parecia um pulmão tentando acompanhar o ritmo de um corpo em guerra. Macas cheias e vazias em ciclos. Alguns voltavam com cortes superficiais, outros com feridas profundas que exigiam mais que pontos: exigiam paciência e uma fé teimosa. As bandejas de sutura estavam pela metade, o estoque de soro por um fio, e eu reorganizava tudo para evitar a imagem de Viktor com o ombro aberto, sangrando, e minha mão firme sobre a marca na palma dele. Eu estava contando compressas quando o alarme tocou. Não foi o toque da fronteira, nem o sinal de incêndio. Foi outro som: grave, contínuo, que vibrava na estrutura da casa como um aviso antigo, programado para situações específicas. — O que é isso? — uma das auxiliares perguntou, parando no meio do corredor. Meu coração acelerou a

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