Capítulo 24 : Limites da Empatia

1599 Palavras

Alina Os corredores que levavam ao setor de contenção pareciam mais frios do que o resto da casa. Talvez fosse o piso diferente, mais liso, mais fácil de limpar sangue. Talvez fosse o silêncio: ali, o som dos passos ecoava como se a própria parede prestasse atenção. Ou talvez fosse só a consciência de que, no fim daquela linha, estava o homem que quase desmontou a casa-alcateia de dentro para fora — usando meu nome como ferramenta. Eu já tinha descido até as celas antes, mas sempre junto de Viktor ou de Caio. Naquele dia, vinha com um guarda e uma prancheta nas mãos. Era apenas “verificação de consistência”, como dissera o Conselho. Eu precisava cruzar o que Guilherme afirmava com o que as equipes de campo estavam encontrando nas fronteiras e na Bragança. Nada pessoal. Nada emocional.

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