Guilherme O milésimo de segundo em que o sorriso vacila é sempre o mais perigoso. Para quem enfrenta, porque vê a máscara cair. Para quem usa, porque precisa decidir rápido qual rosto vai vestir em seguida. O dedo no gatilho pesou. O corredor respirava comigo. Atrás de mim, eu sentia o pânico mudo de Luís. À frente, a fúria concentrada de Viktor. No meio, Alina — não como escudo, mas como obstáculo que eu, por uma ironia deliciosa, ajudara a moldar. Eu estava encurralado. Mas encurralado ainda é melhor do que apagado. Em um instante, calculei: se eu atirasse, talvez atingisse alguém. Talvez só arranhasse. Talvez matasse. Mas o resultado final seria o mesmo: eu não sairia vivo deste corredor. Viktor não faria mais concessões. A Corvus perderia uma peça crucial, a Casa ganharia um már

