CAPÍTULO 3

2603 Palavras
Eu tenho o trabalho dos meus sonhos. Sempre quis ser um agente da Lei, queria honrar e servir meu país. Depois de ter servido o exército, me vi querendo mais, me vi querendo assumir um cargo dentro da polícia, mas foi muito melhor do que eu queria e pensava. Graças ao meu desempenho nas ações do exército americano nos países como Irã e Afeganistão, fui chamado para assumir um cargo e liderança no FBI, era o meu sonho. Estava realizado aos vinte quatro anos de idade, porém não esperava que fosse promovido tão rápido para a Direção de tráfico e contrabando de produtos roubados. Eu não tinha do que reclamar, quero dizer. Tenho sim. Porque trabalhava com pessoas incompetentes. Era difícil demais achar pessoas que faziam o certo. Era difícil demais achar pessoas para cumprir fielmente as suas ordens. Então eu estava meio puto por não poder ainda montar uma equipe boa. Mas eu iria achar uma equipe que atendesse todos os meus requisitos. Custe o que custasse. Eu estava com um caso grande. Se eu pegasse esses filhos da p**a, eu estaria no céus. Uma família bem vista em New York estava envolvida em contrabando de produtos roubados. Eu não sei o que as pessoas pensam quando se envolve nisso, ainda mais famílias ricas. Porém, eu estava aqui para descobrir. Um dos meus homens disse que eles têm uma informante. Uma mulher que participa junto com eles. Ela faz contato direto com grupo que repassa a mercadoria e depois fala para o seus. Olho para a foto dela. Tão linda, pena que esse rosto angelical, esses olhos azuis cor de mar, não valem nada. São feitos somente para o crime. Meus homens estavam no encalço dela, porém os idiotas a perderam e eu tive que entrar na jogada junto com minha irmã Julie. Ela também serviu o exército junto comigo. Claro que categorias diferentes, mas assim que saímos, não pensei duas vezes em trazê-la para trabalhar comigo. E isso já tem dois anos. Já estamos juntos nessa caminhada de pegar essa família. Só temos que pegar a informante deles e tirar tudo dela para que possamos acabar de vez com esse bando de bandidos. Hoje estávamos em Connecticut, mais exatamente na cidade Middletown. Nada comparado a Washington, mas eu tinha que vir. Não podia deixar isso nas mãos dos incompetentes. Já falharam demais deixando ela fugir. E agora eu tinha ela em mãos. Trouxe um pequeno grupo para cá, onde duas pessoas vigiava a mesma. Faziam um relatório de toda atividade dela. Eu ainda não havia lido o relatório, mas estava atento a tudo que os meus faziam. Nos mudamos para um apto do lado para monitorar qualquer atividade anormal em seu apto. Temos escuta na sua casa toda. Só não conseguimos encontrar um celular ou telefone que permitisse gravar uma conversa. Mas eu ainda não iria desistir. Tentei fazer amizade com ela batendo em sua porta, mas ela não atendeu. Eu não sei se ela tinha ouvido a campainha ou não, mas tinha que ficar atento. Ela poderia fugir a qualquer momento. Ela poderia estar aqui fazendo contato com eles. Eu tenho que achar uma forma de grampear o telefone dela. Só assim teremos chance de pegar essas pessoas. No outro dia deixei Julie em casa para ela tentar alguma aproximação com a garota. Eu tinha que resolver algumas coisas em Washington, portanto viajei para lá e deixei Julie para sondar mais coisa sobre a garota. Quando Julie me ligou dizendo que a garota havia saído com duas malas, pedi aos meus homens que a seguissem, que não a perdessem de vista. Queria saber onde ela iria e o que tinha dentro daquelas malas. Julie não conseguiu manter uma conversa amigável com ela. Disse que Camila era fechada. Não falava muito e que talvez a gente não conseguisse tirar nada dela. Porém, eu conseguiria. Ela não iria escapar do meu interrogatório. A noite os meus homens disseram que ela estava chegando em casa. Eu precisava ler o relatório que eles faziam. Tinha que me inteirar do que ela fazia o dia todo. Aproveitei e fingir que estava saindo quando ela estava chegando. Porém a minha surpresa foi vê-la segurando uma criança. Ela tinha uma filha? Droga. Porque nenhum dos idiotas me falaram? Claro que não vai mudar em nada para mim se tiver que prendê-la, o problema é envolver uma criança nisso. - Boa noite! Digo sorrindo para benefício dela. A mesma m*l me olha. - Boa noite! Ela fala já entrando no apto dela. Volto para o meu meio puto. - O que foi? Julie me pergunta tirando seus olhos do computador. - Cadê o relatório dos incompetentes? Peço e ela se levanta para pegar para mim. Pego meu telefone e ligo para outro i****a. Ele atende no segundo toque. Martin porque você não me disse que a garota tem uma filha? - Sr Colin, eu não sei do que o Sr está falando. Respiro fundo. Quando falo que só tenho gente incompetentes trabalhando para mim e comigo, não é brincadeira. - Não sabe, seu filho da p**a. Você não fez o relatório sobre ela antes da gente vir para cá? Como que você não sabe? Indago nervoso e abro a pasta que Julie me deu. - Ela não tem filho ou filha. Eu devo ter visto uma assombração no colo dela. i****a, filho da p**a. - O seu bastardo de merda. Acabei de vê-la com uma criança nos braços. Me explica então, de quem é a criança. - Eu não sei te dizer Sr. - i****a. Deixa eu te falar uma coisa então. Te dou até amanhã de manhã para me dizer o que quero saber, se não acontecer, entregue seu crachá no departamento pessoal de Washington. Falo e desligo. Estou nervoso com essa incompetência toda. - Ela tem uma filha? Julie me questiona. - Sim. Parece que sim. Ela chegou com uma criança. Você leu o relatório dos homens que estavam seguindo ela? - Não. Não tive tempo. Me sento e abro o relatório. - Camila Sanches, solteira, 24 anos de idade. Formada em medicina pela universalidade de New York. Mãe: True Dream. Pai: Kelvin Sanches ( Falecido). Mãe casou seis vezes. Ex namorado Andrew Martinez. Morava em New York e agora vive em Connecticut, na cidade Middletown. Leio alto. Aqui não fala nada da criança. Passo outra página. Aqui tem tudo sobre a rotina dela. Trabalha todos os dias meio período no hospital de Middletown. Leva a filha para a escolinha. E volta para a casa. Leio todo o relatório e a rotina dela não muda. A não ser no final de semana, onde ela leva a menina algum parque, shopping. Tem algo de errado. Me levanto. - Achou alguma coisa? Minha irmã me tira dos meus pensamentos. - Não. Não tem nada de anormal. Tem algo de errado nessa história. Pego meu celular novamente e ligo para outro i****a. Ele atende no terceiro toque. - Fala chefinho. Eu mereço gente sem compromisso mesmo né? - Luck, de onde você tirou a informação que Camila Sanches é a informante dos caras do contrabando. - Por ter sido namorada de um dos Martinez. Não é lógico para você, chefinho? - Não sei, é para você? Indaguei puto. Se essa operação for por água abaixo por causa de idiotas incompetentes eu acabarei com a carreira de cada um. Eu quero mais do que isso. - Sr, eu apurei por aí. Ela andava com ele e uma menina moreninha que descobrir sendo filha do irmão morto com a esposa em um acidente de carro. Que na verdade foi tramado o acidente também. - Explique essa história da menina e do acidente dos pais. Peço querendo mais detalhes. Acho que esse não é tão i****a assim. - A menina chamada Maddie Brule Martinez é a única filha do empresário Jhon Martinez junto com Lanna Brule. O acidente deles foi a alguns meses atrás. Mas já apurei Sr, foi criminoso. Não sei quem foi e como foi. A polícia também parou de investigar já que seus irmãos não quiseram fazer a investigação. - Bem conveniente para eles. Porém continue. Porque a menina está com Camila Sanches e não com os tios? - Não sei te informar, chefinho. - Descubra, e para ontem. E outra algo me diz que ela não é a informante deles. Quero que você apure mais, enquanto isso irei investigar mais de perto. - Sim Sr. Eu desligo. - Você acha que ela está limpa nessa história? - Não bate as informações Julie. Ela não faz nada de anormal, a não ser que o hospital seja fachada, porém acho improvável. Amanhã irei ao hospital e investigarei mais. Algo aqui na bate. E também essa história dela ter a menina em sua posse, ao invés dos tios também não bate. A guarda de uma criança quando os pais morrem, vai para os parentes mais próximos, e não para uma estranha. - Eu vou verificar mais da vida dos pais da menina. Julie fala e eu acho ótimo. - Faça isso. Já sabemos que o acidente foi criminoso, e nada me tira da cabeça que os bandidos dos irmãos tem a ver com isso. Passo as mãos na cabeça. Não podemos falhar nessa operação. Quero ver resultados. O celular de Julie toca. - Mamãe. Ela fala e eu já sei que ela vai pegar no meu pé por não ter ido para casa no final de semana passado. Pego o telefone com Julie e já atendo. - Oi mãe. - Até que fim nem, Eric Colin. Ligo para você e nada. Tenho que ligar para sua irmã para falar com você. Vamos a mais um sermão. - Mãe, me perdoa. Estava ocupado demais. - Tão ocupado que não pôde nem atender a sua mãe? Seu pai e eu não devíamos ter aceitado nunca que você se alistasse e entrasse para esse trabalho que você não tem tempo para nada. - Vocês não conseguiriam me convencer. - Eu sei disso. Ouço sua respiração forte. Mas queríamos tanto que você e Julie ficasse mais perto da gente. Essa casa sem vocês dois não é nada. Sentimos a falta de vocês. - Nós também mãe. Falo sentindo o peso das palavras dela. Dona Vayola sempre quis seus filhos debaixo de suas asas. Ela como médica pediatra, odiava deixar seus filhos com os outros. Ela mesmo cuidava e educava. E quando eu resolvi servir o exército, ela ficou em choque. Achou que eu assumiria uma das empresas de advocacia do papai ou séria médico para assumir o hospital de New York. E nada disso era para mim, e piorou quando Julie, minha irmã adotiva tomou a mesma decisão. Eles piraram. Dois filhos assumindo carreira dentro do exército e consequentemente dentro do FBI, fez dona Vayola e Se Rick Colin surtarem. Não esperavam isso para os filhos nunca. - Então trate de vir para casa esse final de semana. Eu quero ver meus filhos. Principalmente você, já que Julie veio e você não. - Farei o possível mãe. E como está papai? - m*l, por ter um filho ingrato. - Mãe, não me faça sentir péssimo. - Pois faço sim. Vocês deveriam ficar mais com a gente. Dois anos que quase não vejo vocês. Sempre estão em uma missão, operação não sei onde. Quase não sei de vocês. - Mãe, iremos no final de semana. - Fico feliz em ouvir isso Colin, e espero que esteja pensando em namorar, casar e ter filhos. Sua irmã disse que isso não está na lista dela ainda, eu não quero saber. Quero netos, quero uma nora e um genro. Se concentrem nisso, não só no emprego de vocês. - Tudo bem, dona Vayola. Vamos nos concentrar nisso também. Digo mais para ela nos deixar quietos. Não que não pense em uma família, porém está cedo demais. - Vou esperar vocês dois no sábado. Não faltem, porque eu caçarei vocês por todo país. - Ok. Eu te amo mamãe. - Eu também, filho ingrato. - Mande um abraço para papai. - Mando sim. Ver se liga para ele. Está chateado por essa falta de notícias suas. - Farei mãe. - Boa noite, filho! Eu te amo! - Eu também, Vayola! - Mãe, eu sou sua mãe. Gargalho. Ela odeia que eu a chame assim. - Te mamãe. Desligo ouvindo a risada dela. - Conseguiu acalmar a fera? - Pelo menos até sexta. Temos que ir para lá no sábado. - Por mim tudo bem. Julie confirma e eu tenho que me organizar para isso. Normalmente passo trabalhando. Agilizando as coisas. Mas este final de semana não terei escapatória. New York me espera. No outro dia acordei cedo. Estava de saída, quando vi uma linda menina parada na porta. - Bom dia! Digo me aproximando dela. Ela me olha e sorrir. - Bom dia! Ela fala toda meiga. Me abaixo para falar com ela. - Meu nome é Eric e o seu? Indaguei já sabendo, porém quero manter contato com ela e com Camila. - Maddie. Escuto a voz de Camila. Meu amor, a mamãe não pediu para você esperar aqui dentro? Ela indagou pegando a menina no colo. - Desculpe, mamãe, mas é porque quis te esperar na porta. Maddie fala sem graça. Porque será que ela chama Camila de mãe e porque Camila a trata como filha sendo que não são nada? - Tudo bem. Vamos que estamos atrasadas. Ela olha para mim. O Sr deseja alguma coisa? - Não. Só estava conversando com essa mocinha aqui. Estávamos nos apresentando. Sorrio para Maddie que me lança um pequeno sorriso. - Tudo bem. Temos que ir, com licença. Ela fala trancando a porta e saindo. Resolvo seguir ela junto com os homens que já estavam seguindo ela. Ela faz a mesma rotina sempre. Ela entrou no hospital e eu fui logo depois. Precisava investigar a vida dela aqui. Questionei umas dez funcionárias no hospital sobre Camila Sanches e todos me disseram a mesma coisa. Ela trabalha aqui a quase dois meses, não tinha nada de anormal na rotina dela. O diretor do hospital disse que ela estava fazendo especialização, e que já está até para ser promovida. Tenho certeza que Luck errou sobre ela e agora eu não sabia que eu iria fazer. Ficar aqui e descobrir mais ou ir embora e recomeçar do zero. Passei o dia todo procurando uma brecha para encaixar essa garota na história, mas nada. Eu não sabia como ela veio conhecer esses Martinez. Luck havia me me dito mais cedo que a guarda de Maddie foi deixada para Camila em testamento. Sendo a mesma detentora da fortuna da menina. Porém olhando contas bancárias de ambas, Camila, não mexeu em nada de Maddie, nem em sua conta ela tem mexido ao um bom tempo. Eu tinha que arrumar um jeito de me aproximar dela, para saber mais. Porém, como? Se ela não dar a******a para isso? Ela é realmente fechada, séria. Meu celular toca e vejo que é um dos homens que está seguindo ela. Talvez temos novidades. - Fala Pierre, alguma novidade? - Sr Colin, ela está sendo seguida por outro carro. Fico em alerta. - Como assim? Indaguei pegando minhas chaves e saindo. - Eu não sei quem são. Mas ela parece apavorada no volante. Está correndo muito. - Não perca a de vista. E onde vocês estão? - Acabamos de sair do colégio da menina. O carro veio seguindo ela desde o hospital. Droga o que vou fazer? Sr, eles estão tentando jogar o carro dela fora da estrada. Merda.
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