CAPÍTULO 4

2506 Palavras
Eu já estava ligando meu carro. Não sabia direito o que iria fazer, mas eu precisava saber que bando de idiotas eram esses perseguindo ela. — Atire no pneu do carro deles. Mandei colocando meu carro para andar. — Sr, pode ocasionar um acidente. — Que se fodas. Eu quero que nada aconteça com as duas. E no máximo que vai acontecer aí é um capote do carro. Falo nervoso. Escuto tiros. Conseguiram. — Ainda não, Sr. Dupla merda. — Cuidado p***a. Cuidado para não acertar no carro delas. Grito mais nervoso ainda. — Acertamos, Sr. — Ótimo. Grito batendo no volante. O que houve com elas? — Perdemos elas Sr. Tivemos que parar para pegar os três homens que estavam seguindo elas. — Tudo bem. Vamos dar um jeito de rastrear elas depois. Segure esses imundos aí que estou chegando. — Sim Sr. Desligo já ligando para Julie. Ela atende no quarto toque. — Fala, Eric. — Julie, vigie o apto de Camila. Quero ser informado assim que ela chegar com a menina. — Ok, mas aconteceu alguma coisa? — Sim, porém te digo depois. — Tudo bem. Desligo e vou encontrar meus homens. Eu quero saber porque eles estavam perseguindo ela. Será que ela resolveu sair do negócio e eles estão querendo fazer queimar de arquivo? Minha cabeça não para de ver somente aqueles olhos azuis sem vida. Alguma coisa de errado tem com ela, e eu preciso saber. Cheguei no lugar que meus homens estavam. Os três homens estavam deitados no chão. Era homens grandes e fortes. Vamos ver o que eles queriam. — Tiraram alguma coisa desses idiotas? Indaguei me aproximando. — Nada Sr. Eles não querem falar. Sorrio. Vejo um dos nossos carros chegarem. — Tem um lugar bacana aqui para ver se eles vão falar ou não? — Já providenciamos tudo, Sr. Sorrio diabólico. — Ótimo, tirem eles daqui e vamos para esse lugar. Quanto ao carro aí, chamem nosso reboque que quero uma perícia no carro. — Sim, Sr. Entro no meu carro e vejo os três homens sendo colocados dentro do carro encapuzados. Não vejo a hora de descobrir um pouco da vida dessa garota. Ela deve está envolvida até a cabeça com esses animais. Chegamos no galpão que meus homens arrumaram para colocar alguns dos nossos materiais. Entro e já espero os três homens serem amarrados em suas respectivas cadeiras. — Eles vieram resmungando que o chefe não iria gostar de saber que a garota mais a menina não estão morta. Jess fala e eu olho para os animais a minha frente. — Quero saber porque eles queriam matar elas. Digo me aproximando dos homens. Faço sinal para tirar o capuz deles. Olho bem para cara dos idiotas a minha frente. Meus queridos, eu só vou fazer uma pergunta, e gostaria muito que vocês colaborassem, mas se não for do agrado de vocês fazerem essa gentileza para mim, sinto muito informar que não sairão vivo desse galpão. Eles se olham. — O Sr está mexendo com pessoas erradas. Um dos homens diz e eu gargalho na frente deles. — É mesmo? Quem mandou vocês então? Indaguei cruzando os braços não demonstrando medo, eu estava totalmente convicto de que a família Martinez estavam envolvidos nisso. — Isso não interessa a vocês, o que vocês têm que saber é que o meu chefe não vai deixar isso barato. É muita petulância. Pego uma cadeira e sento na frente deles. — Eu decido aqui o que me interessa, e não vocês. O porque vocês querem matar a garota e a menina? Eles ficam mudos. Abaixam a cabeça e não dizem nada. Eu estou dando a oportunidade de vocês falarem, mas se vocês não fizerem, vamos brincar mais um pouco com vocês. Um dos caras de olhos verdes levanta a cabeça e me olha com os olhos arregalados. — Eu não quero ser violentado. Ele fala. Dou de ombros, só esperando ele abrir a merda da boca. Nós não sabemos o motivo do chefe querer a garota e a menina morta, mas sabemos que isso era crucial para ele. Não podíamos falhar, pois ele já estava atrás delas a muito tempo. — Como vocês a acharam? Pedi me levantando. — O chefe nos deu o endereço. Assinto. Eles são mais p*u mandado. — Seu chefe é qual dos Martinez? Eles se olham e fazem sinal de negação um para outro. Rapazes, vocês só estão facilitando a minha decisão de acabar com vocês aqui mesmo. Então continue calados que eu não me importo. — Fizeram contato com a gente por telefone. Não sabemos quem era. Sorrio dos idiotas. Até parece mesmo. — Tire um dente de cada um. E faça isso a cada hora que eles não disserem nada. Falo saindo do galpão. Jess me acompanha. Quero que descubra mais coisas. Não irão para lugar nenhum até saber mais coisas deles. — Sim, Sr. Jess confirmar. — Vocês colocaram rastreador no carro de Camila? Questiono e ele abaixa a cabeça. — Vocês trabalham onde? Grito puto. Vocês trabalham no FBI idiotas. Se estamos investigando uma pessoa temos que blindar de tudo quanto é forma para ela não fugir. Eu estou muito irritado. — Desculpa, Sr. — Vai a merda com suas desculpas. Eu não quero elas. Quero que você arrume um jeito de achar elas. Se virar. Incompetentes. Entro no meu carro puto de raiva. Era só o que me faltava. Homens atrás delas, e eu não sei o motivo, agora tenho que me preocupar mais ainda por não saber onde elas se meteram. Volto para o apto onde estou alojado. Eu tenho que saber o que envolve os Martinez e essa garota. O pior é essa menina envolvida em tudo isso. Apenas uma criança. Não tem culpa de nada. — Droga, droga. Grito batendo minhas mãos no volante. Eu achei que esse caso séria fácil. Achei que era somente fazer uma escuta e tudo estava resolvido. Mas não. Tem mais podre do que eu pensava. No prédio já entro pela portaria. Passo pelo porteiro indo para o elevador. Eu estava louco de raiva. Espero que Julie tenha descoberto alguma coisa sobre Camila. Agora vamos ter que partir do zero novamente. O elevador parar no meu andar e assim que as portas se abrem vejo um homem caído no corredor. — Que p***a é essa? Digo me aproximando. Chuto o cara com o pé e vejo que esse está morto. Me aproximo mais e a porta do apto de Camila está arrombada. Droga. Eles a pegaram. Entro no apto dela e a sala está revirada. Tiro minha arma, e vou andando mais para dentro olhando para tudo quanto é lado. Adentro o corredor e tem mais um homem caído. Chuto ele também e vou para os quartos que estão intactos. Mostra que eles não conseguiram chegar nesses espaços. Mas o fato aqui é que alguém atirou neles. — Merda, Julie! Corro para meu apto e já entro vendo Julie na mesa fazendo um curativo no braço. Meu Deus, Julie, o que houve? Digo me aproximando dela. — Calma, só foi de raspão. Ela fala e eu olho o ferimento. — O que aconteceu? Indaguei me sentando e pegando as coisas para fazer um curativo no braço dela. — Eu só ouvir o barulho da porta sendo arrombada. Peguei minha arma e fui ver o que estava acontecendo. Eu só vi o cara começando a vasculhar tudo na sala, e quando dei por mim já estava saindo outro do elevador. Eu não tive outra alternativa senão atirar. — Fez o certo. — O de lá de dentro atirou em mim, porém passou de raspão, e eu fui atrás dele. Também não deu outra, tive que atirar para não morrer. — Eles não disseram nada? — Não. Mas está claro que querem queima de arquivo. — Sim, eu sei. Ela foi perseguida hoje. E agora não sabemos o paradeiro dela. Pois ela não voltará para cá. Termino de fazer o curativo. Você achou alguma coisa mais sobre ela? — Não muito. Ela era amiga de Lanna Martinez na faculdade, consequentemente conheceu John. — Pode está aí a explicação para eles terem nomeado ela como tutora legal de Maddie. Afirmo algo que para mim está certo. Mas o que não bate é porque estão atrás delas. Porque querem elas mortas? — Acho que Camila pode saber do podre deles, já que namorou Andrew Martinez, e agora eles querem acabar com ela. — Não faz sentido. Pois os outros homens que pegamos disseram que querem ela e a menina morta. Ando de um lado ao outro na sala. Cadê os relatórios que tem falando das contas bancárias dos Martinez? Julie se levanta e me entrega o computador. — Transferir tudo para um pendrive. Mais fácil para gente não perder. Me sento novamente e já abro o pendrive. — Contas da família Martinez. Digo para mim mesmo. Eles não tem nada que não seja o dinheiro do contrabando. — Eles não são uma família rica? Julie faz a pergunta que eu também estou me fazendo. — O que houve com a riqueza deles? Tem como conseguir os extratos das contas de pelo menos dois anos atrás? — Farei o possível. Mas agora eu vou tomar um banho. Quero descansar um pouco. — Tudo bem. Posso te levar no hospital se tiver doendo muito. — Não precisa. Eu só quero descansar mesmo. Assinto e ela sai. Fico olhando mais os relatórios. E descubro a conta de John Martinez. O cara tinha trilhões em dinheiro, fora empresas rentáveis. Bens materiais como casas e aptos. Ele deixou tudo isso para a pequena Maddie. Camila como tutora tem direito a mexer em tudo isso. Será que eles estão atrás dela para tirar esse direito dela? Será que eles querem matá-las para ficarem com a Herança da sobrinha? Não pode ser. Isso seria sórdido demais. A família Martinez é pior do que pensei. — p***a, se for isso mesmo, ela está correndo mais perigo do que pensei. As duas estão correndo perigo. Eu preciso confirmar isso, e tentar protegê-las da melhor forma. Os homens não falaram nada ainda. Meus agentes estão fazendo uma pequena e boa tortura neles. Por mim ficaram no galpão sendo torturados até eu ter o eu eu quero. Eu preciso de uma luz no fim desse túnel. Viro de um lado ao outro na cama não conseguindo dormir, só pensando na garota dos olhos azuis e naquela menininha de olhos verdes. Elas estão correndo perigo e eu nem posso fazer nada, por que as perdi de vista. Meus agentes não sabem nada ainda. Eles não conseguiram verificar todas as câmeras de segurança das ruas e avenidas. Fiz todos trabalharem a noite toda. Eu não quero saber de nada. Quero saber onde elas estão. Preciso protegê-las. Entender a verdade disso tudo. Só assim poderei agir e acabar de vez com esses monstros. Ouço minha porta sendo aberta. Olho e Julie aparece por ela. — O que faz aqui, Julie? Indaguei sem paciência. — Achei que você estava dormindo. Ela fala sem jeito. Respiro fundo. — Acho que a gente não vai precisar conversar sobre isso de novo, né? Ela sabe do que eu estou falando e acaba abaixando sua cabeça. — Porque tudo tem que ser como é? Fecho meus olhos não tendo a paciência para essa conversa de novo. Me levanto e vou até a porta. — Boa noite, Julie. Ela me olha e sai. Fecho a porta sem dar tempo dela dizer nada. Tranco a porta. Volto para a cama lembrando dos olhos azuis tão tristes. Tão vazios e sem vidas. Eu quero encontrá-la. Quero poder ajudá-las seja como for. Dormir não sei quantas horas. Só sei que levantei cansado e tomei um banho para tirar qualquer vestígio desse cansaço de mim. Fui para sala e os agentes que coloquei trabalhando estavam lá ainda em seus computadores. — Nada ainda? Pedi pegando um pouco de café. — Não, Sr. Passo as mãos na cabeça. — Qual a cidade mais próxima aqui? Indaguei olhando eles. — Washington Heights. Ótimo. — Olhem todas as câmeras dessa cidade. Digo pegando meu computador. — Bom dia! Julie fala e todos respondem sem olhar para ela. Coloco no sistema de câmeras online de Washington Heights. O que vocês estão fazendo? Ela se senta do meu lado. — Vendo se achamos a garota e a menina. Falo e ela me olha. — Desculpe por ontem. Não quis invadir seu espaço. — Não quero falar sobre isso. E também não quero que se repita. Falo duro e firme para ela entender de vez. — Ok. Ela se levanta e volto a olhar as câmeras. Passamos o dia todo e nada. Ninguém some assim. Ela desapareceu do mapa. E pior que ela não tinha um telefone que pudesse rastrear, somente o carro. Não sabíamos nada dela. Três dias de passaram e eu já estava no meu limite com tanta falta de competência da minha equipe. Sai do meu apto para andar um pouco. Tinha que colocar a minha cabeça no lugar. Tinha que encontrá-la. Assim que fechei a porta dei de cara com um homem batendo campainha na porta do apto dela. Tínhamos mandado consertar a porta e arrumar o apto com a esperança que ela voltasse para casa. — O Sr deseja alguma coisa? Indaguei me aproximando. — Sim. Já tem três dias que a Srta Sanches não comparece no hospital, então achei que poderia ter acontecido alguma coisa com ela e a filha. O Sr a conhece, sabe alguma coisa? — Seu nome? — George Sancle. Sou diretor da área pediátrica no hospital que a Srta Sanches trabalha. — Dr Sancle, eu não sei onde ela está. Na verdade eu também estou procurando por ela. O Dr não sabe se ela tem algum telefone para fazer contato? — Não. Ela não deixou número nenhum no hospital, foi até por isso que vir procurá-la. — Entendo. Digo não revelando muitas coisas. — Eu acho que ela estava com problemas. Sou todo ouvidos. Quando ofereci a vaga para efetivá-la no hospital ela foi bem evasiva. Não quis assumir esse compromisso dizendo que sua vida era incerta e também que precisava cuidar da filha. Até ofereci a babá da minha filha para ajudá-la, mas ela não deu brecha. Tenho certeza que Camila está protegido Maddie dos tios. Ela não irá confiar a vida de Maddie a ninguém. Olha eu já tenho que ir. Posso deixar meu cartão com o Sr? Assinto. Se ela aparecer peça para ela me ligar. Uma mulher linda como ela e mãe solteira não deve está passando por coisas boas. Não é antiético o chefe namorar a subordinada? Fico olhando para ele. — Pode deixar que dou seu recado. Digo para benefício dele. Pego seu cartão e ele desce. Volto para dentro do apto. Olho para o cartão e o amasso. Ele não vai poder ajudá-la em nada. Só queria saber onde ela está.
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