Eu dormir agarrada a Maddie. Depois que chegamos do Shopping, dei banho nela e a coloquei na minha cama. Estava muito angustiada por dentro. Não sabia direito o que iria fazer. Não sabia se continuar aqui é uma boa. Se eu pudesse sair do país sem eles saberem, eu já teria saído.
Tomei meu banho e me deitei. Respiro fundo e logo minhas lágrimas caem, mostrando a minha fragilidade, o meu desespero. Limpo as mesmas. Sinto falta da minha mãe, nem para ela eu posso ligar.
Acordei com o barulho do despertador, e me levanto. Tomo meu banho primeiro antes de acordar Maddie. Me arrumo. Arrumo as coisas da escolinha dela, sua merendeira deixo para ela escolher o que quer levar. Volto para o quarto e vou até a minha cama.
— Filha, acorda. Está na hora de irmos para a escolinha. Ela se mexe um pouco. Maddie, meu amor, vamos acordar, está na hora. Ela abrir seus olhinhos e sorrir para mim.
— Bom dia, mamãe! Ela se senta rápido e depois me abraça. Aperto ela forte em meus braços. Eu sonhei com você mamãe.
— É mesmo? Me levanto com ela em meu colo levando para o banheiro, onde deixei a banheira enchendo para ela.
— Sim. Você estava vestida de blanco, tinha um homem lindão igual o papai John. Você estava lindaaaaa de plincesa. Tiro suas roupas.
— Nossa, e onde estava minha filha nessa história? Indaguei colocando ela na banheira e já dando banho nela.
— Estava lá, segulando um montão de floles cololida.
— Estávamos nós duas lindas, então?
— Sim. Mamãe e Maddie estavam de plincesa. Ela fala empolgada.
— Que lindo, Maddie. Pelo menos com tantos problemas ela tem sonhos bons.
Arrumamos e eu abri a porta, porém tinha esquecido de pegar a lancheira de Maddie. Ela havia montado sua lancheira, e deixado na mesa para pegar sua boneca e levar para a escola.
— Espera aqui dentro meu amor. Vou até a cozinha e pego a lancheira. Olho para sala e Maddie não está. Droga. Maddie. Chamo indo para a porta, vejo ela conversando com um homem. Meu amor, a mamãe não pediu para você esperar aqui dentro? Pedi pegando ela no colo.
— Desculpe mamãe, mas é porque quis te esperar na porta. Minha menina pede sem graça.
— Tudo bem. Vamos que estamos atrasadas. Olho para ele. O Sr deseja alguma coisa?
— Não. Só estava conversando com essa mocinha aqui. Estávamos nos apresentando. Não presto muita atenção nele e nem no que ele fala.
— Tudo bem. Temos que ir, com licença. Digo fechando a porta. Desço e coloco Maddie na sua cadeirinha. Me sento na direção e dou partida no carro. Filha, mamãe não disse que não podia ficar falando com estranhos?
— Mas, o estlanho é legal mamãe. Sorrio da inocência dela.
— Pode até ser, meu amor, mas não podemos ficar conversando com estranhos.
— Desculpa. Ela fala e olha para baixo.
— Mamãe não está brigando, Vida. Mamãe só tem medo que um estranho tire Maddie dela, por isso que mamãe não quer que você converse com um estranho. Digo e ela me olha e não diz nada. A mamãe te ama muito, tenho muito medo de te perder.
— Não vai mamãe. O Plincipe disse que ele ilia ploteger a gente.
— O Príncipe do seus sonhos? Indaguei sorrindo.
— Sim. Ele me disse que nada ilia acontecer com nós duas. Ela faz o dois com seus pequenos dedinhos.
— Então tá, eu vou confiar no seu príncipe.
— Não mamãe, ele não é meu Plincipe. Meu Plincipe se chama Max.
— Max é o coleguinha da sua sala?
— Sim. Ele é meu namolado. John que não está aqui para escutar. Eu não sei o que ele falaria agora.
— Tudo bem, Maddie. Digo sorrindo. Ela falando é um encanto.
— Eu posso complar um plesente pla ele?
— Podemos pensar em algo mais tarde. Ela se anima.
Deixo Maddie na escola com vários beijinhos e vou para o hospital. Começo meu trabalho na pediatria. Vejo primeiro as crianças doentes, as que estão internadas no hospital. Não são muitas, mas as que têm, estão algumas já para sair e outras ainda estão com enfermidade grave. Alguns pais passam no hospital esperando a liberação deles.
Isso me lembra quando Maddie sofreu o atentado. Atiraram nela, e eu fiquei em choque. Custei a acreditar na hora que vi minha menina no chão puro sangue. Ainda bem que o ferimento foi só de raspão na perna. E também teve o atentado causado pela droga que Andrew deu a ela. Eu quase morri junto com mesma. Quase matei Andrew, eu fiquei p**a pelo que ele fez, e o fingido disse que não tinha nada haver com isso.
Porém, ele mentiu. Escutei ele falando ao telefone que a menina estava entre a vida e a morte. Ele achou que era esperto, mas eu fui mais. Fiz ele pensar que Maddie estava entre a vida e a morte. Eu sou médica, sei muito bem como tirar um veneno ou droga do organismo de uma pessoa. E foi aí que fugir. Foi aí que percebi o quanto a vida de Maddie estava em risco, e logo a minha também.
— Dra Camila. George me chama, e eu me viro para vê—lo.
— Bom dia, Dr!
— Você está bem? Ele me questiona me olhando.
— Sim. Estou. Falo olhando uma prancheta. Ele me puxa para um canto do quarto que estamos.
— Eu sei que você não está bem. Não te conheço bem, mas acredito que seus olhos não são essa tristeza toda. Você demonstra preocupação. Eu quero te ajudar. Confia em mim.
— Eu estou bem, não precisa se preocupar.
— É com seu marido? Ele olha para minhas mãos.
— Eu não sou casada.
— Desculpe. Achei que você era devido a filha que você tem.
— Eu não quero falar sobre isso. Eu tenho que voltar a trabalhar. Olho para ele como se pedisse permissão. Ele é meu chefe.
— Tudo bem. Mas lembre-se, que estou aqui para te ajudar.
— Obrigado! Saio de perto dele. Não posso envolver ninguém mais nos meus problemas. Os irmãos Martinez é capaz de matar as
pessoas que me ajudarem. Então prefiro manter meu problema só para mim. Mesmo que esteja sofrendo.
Voltei a trabalhar. Meu dia passou rápido. Almocei no restaurante do hospital mesmo, e depois voltei a minha rotina. Quando foi três da tarde, era para eu ir embora, mas acabei ficando para pagar a hora que eu tinha chegado atrasada ontem. Fiz mais o administrativo do que o olhei os pacientes.
Peguei meu carro e fui buscar Maddie. Sei que ela vai querer ir ao shopping comprar o presentinho para seu amiguinho. Sorrio lembrando dela falar que o menino era namorado dela.
Cheguei na escola e já peguei Maddie e como disse ela não havia esquecido que daria um presente ao seu amiguinho. Estava animada para ir ao shopping. Fomos indo, porém um carro bateu na minha traseira, eu olhei e se travava dos mesmo carro preto que havia me perseguido antes. Isso não poderia estar acontecendo de novo.
— Mamãe, estou com medo. Maddie pede chorando.
— Calma, meu amor. Fica calma. Mamãe não vai deixar nada te acontecer. Lembra o que a mamãe disse? Ela balança a cabeça chorando. Batem de novo na lateral do carro querendo me jogar para fora da pista.
— Mamãe. Maddie grita chorando. Ainda bem que não foi do lado dela.
— Calma amor. Mamãe vai acelerar, para sair disso. Então não se preocupe. Tudo vai ficar bem. Confia na mamãe? Peço olhando para ela pelo retrovisor e ela balança a cabeça em afirmação chorando. Mamãe vai te proteger custe o que custar. Limpo meus olhos que também insistem em sair lágrimas.
O carro continua tentando me perseguir. Tentando me tirar da pista, e do nada escuto tiros. Acelero mais o carro e olho pelo retrovisor que o carro capotou. Vou mais acelerado possível. Quero trazer paz a minha menina que não tem porque está passando isso. Ela não merece viver isso, não merece ser odiada pelo dinheiro que seus pais deixaram para ela.
Assim que me afasto do carro, me acalmo e olho pelo retrovisor. Maddie está triste. Me parte o coração vê-la dessa forma. Eu não sei o que fazer para tirar ela dessa situação. Não sei o que eu posso fazer para trazer paz a ela. Fazer com que ela viva bem, feliz, que tenha uma infância.
— Amor. Falo e olho ela pelo retrovisor. Ela me olha. Você está bem? Ela balança a cabeça em afirmação. Eu sinto muito por tudo isso. Nunca achei que viveríamos dessa forma. Começo a falar já sentindo as lágrimas descerem mais.
— A mamãe não tem culpa. Ela fala com a vozinha chorosa.
— Nem a Maddie. Eu queria te dar outra vida, meu amor. Queria mesmo poder te trazer felicidade.
— Eu sou feliz com você, mamãe. Sorrio limpando meu rosto.
— Eu também sou com você, minha linda. Porém não era isso que queria te dar. Digo.
— Nós vamos mudar de novo mamãe? Fecho meus olhos sentindo me m*l por fazer ela passar por isso.
— Infelizmente sim, meu amor. Mamãe não queria, mas não podemos voltar para lá.
— Os homens maus não vão parar mamãe? Eu acredito que nunca terei paz.
— Vai sim, minha linda! Algum dia eles vão perceber que a mamãe é boa e vão deixar a mamãe e a Maddie em paz. Minto, porque não acredito que os tios de Maddie vão deixar a gente em paz enquanto não conseguirem o que querem. Você quer comer alguma coisa? Questiono sem saber onde ir. Eu preciso achar um lugar para ficar. Essa noite e depois viajar novamente para uma cidade pequena. Uma que não tenha quase ninguém. Eu não sei como eles me acharam, mas eu não posso ficar usando meu nome. O hospital tinha meu nome. O apto estava no meu nome, até mesmo o carro. Então eu tenho que ser mais cautelosa.
— Eu não estou com fome, mamãe. Respiro fundo.
— Tudo bem. Vamos fazer o seguinte. Vamos achar um lugar para gente e mais tarde comemos. Ela não diz nada e pega sua boneca. Deixo ela abraçada com sua bonequinha e volto minha atenção para a direção.
Cheguei na cidade vizinha e procurei um hotel. Maddie chegou e já sentou na cama. Ficou calada o resto da viagem. Ainda bem que não tinha tirado as malas do carro. Tínhamos roupas para nós trocar. Pego ela em meu colo.
— Não fique assim. Tudo isso vai passar e nós vamos poder morar em uma casa grande, um quarto perfeito para você. Dou esperança a ela.
— Eu só quelo ficar com você, mamãe. Aliso seus cabelos.
— Sempre estaremos juntas. Agora vamos tomar um banho e vamos pedir macarrão com queijo para comer.
— Tudo bem. Ela não está com ânimo nem um. Maddie todas as vezes que mudamos ela fica assim, triste. Eu também fico, por ela, pela situação.
Dou banho nela. Peço um macarrão com queijo no hotel mesmo e eu dou a ela. Ela acaba de comer e eu ligo em um desenho para distraí-la. Me deito com ela. Tomarei banho depois que ela dormir. Eu preciso resolver isso. Não dá mais para deixá-la assustada dessa forma. Não dá para fugir em cada momento que eles vierem atrás de nós.
Maddie acaba dormindo e eu fico no chuveiro chorando. Estou esgotada. Triste e nada que eu pense seria uma escapatória para tirar Maddie dessa situação. Não há uma alma viva que possa me ajudar. Eu não tenho uma vida e consequentemente Maddie também não. Ela só tem três anos. Não pode ficar passando por isso. Eu não aguento mais vê-la triste.
Já tinha se passado uma semana. Estávamos morando em uma cidade bem pequena chamada Cidade de Weston. Não tem uma população grande. Uma escolinha perto. E eu não quis trabalhar no hospital daqui. Eu não sabia o que iria fazer da minha vida, mas eu não podia mais dar meu nome em lugar nenhum. Não podia deixar mais uma vez Maddie abalada. Ela ainda não se recuperou totalmente. Às vezes a pego pensativa, e sei que vai demorar ela voltar ao normal.
Aluguei uma casa aqui com o nome falso. Comprei um carro também com nome falso. O carro antigo deixei na outra cidade, sendo que fiz questão de vir para cá de ônibus. Chega de viver perseguida. Chega de transtorno para minha menina. Ela precisa viver sua infância, e se for necessário eu me anular para isso, eu farei. Eu estava até pensando em dar a fortuna para essa família, porém eu não posso tomar uma decisão dessa. Maddie é somente uma criança e o dinheiro é dela. Ela tem que tomar essa decisão. É ela que tem que abrir mão dos bens dela, então quando ela tiver idade. Ela que tome essa decisão. Enquanto isso vou vivendo com o meu dinheiro. Não preciso mexer no dela. Eu darei tudo que ela precisar.