CAPÍTULO 6

2388 Palavras
— Sumam da minha frente. Grito jogando as coisas da mesa no chão. Estou nervoso. Puto de raiva. — Eric. Fique calmo. Julie fala, mas eu não quero saber de nada. Quero dizer, quero saber somente de Camila e Maddie. Elas sumiram do mapa já ha uma semana. Ninguém sabe delas. — Eu não vou ficar calmo. Vocês são um bando de incompetentes. Não conseguem trabalhar direito. Uma semana, uma semana e nada. Peguem suas coisas e sumam da minha frente. Vão embora daqui, se apresentem no departamento em Washington e dê baixa no trabalho de vocês. Não quero vocês mais comigo. Digo saindo da sala e indo para meu quarto. Eu não acredito. Tivemos trabalho para achá-la aqui e agora perdemos ela. — Você precisa se acalmar. Julie fala entrando no meu quarto. Perdemos elas, mas não é o fim do mundo. — Quero a lista de novos contratados e que dessa vez sejam competentes. Falo não dando importância ao que ela fala. — Eu te darei a lista. Mas você precisa ficar calmo. Despedir as pessoas lá fora não vai adiantar de nada. Reviro os olhos. — Eu sou o chefe aqui, eu trabalho com eles, então eu tomo a decisão aqui. Estão fora. Estão no olho da rua. E se você está com pena, dê você um carta de recomendação. Ela sai sem falar mais nada. Eu não estou com paciência para eles. Não tenho mais saco para pessoas incompetentes. Do meu lado eu só quero os bons, os melhores e se eu não conseguir isso agora. Vou até o exército americano e recrutar pessoas que possam fazer o que eu quero, com precisão e agilidade. Eu só queria que eles tivessem uma pista do paradeiro delas. Mas nada. Não sabemos nada delas. O pior é se os malditos conseguiram pegá-las. — p***a. Dou um soco na porta do banheiro. Minha mente estava fervendo. Eu estava a mil. Respiro fundo. — Mamãe no telefone. Ouço a voz da minha irmã. — Diga que mais tarde ligo para ela. Falo ainda com a cabeça apoiada na porta. — Ela não quer saber o que você tem, ela quer falar agora com você. Saco. Minha mãe me liga nos piores momentos. Pego o telefone da mão de Julie. — Oi mãe. Digo tentando parecer calmo, mas na verdade eu estou super nervoso por dentro. — Oi mãe? O que você me prometeu que iria fazer, Eric Colin? O final de semana passou e nada de você e nem sua irmã aqui. Eu sabia que iria ganhar um sermão. Passei o final de semana ajudando esses incompetentes a fazer seus trabalhos. Eu mesmo revirei o apto dela para ver se tinha alguma pista, mas não achei nada. Somente roupas, um saco com dinheiro e mais nada. — Eu sei mãe. Estou em dívida com a Sra e papai. Mas tive muito trabalho. — Me poupe dessa sua fala de muito trabalho. Eu quero vocês dois em casa. Seu pai não está bem. Sente falta dos filhos. Então sugiro que apareça aqui o mais rápido possível. — Eu voltarei para Washington hoje mesmo, e amanhã estarei aí. Digo já desmontando meu escritório aqui. Vou deixar uma pessoa cuidado do apto dela. Caso ela apareça ou alguém. Eu quero saber. — Eu espero que cumpra sua palavra. Não vou mais aceitar suas enganações. Ela fala brava e eu mereço. Não tenho sido o filho que eles queriam a muito tempo. Mais exatamente a dois anos que estou nesse cargo. — Eu estarei aí mãe. Afirmo passando a mão na minha cabeça. — Estou esperando você e sua irmã. Ela desliga e eu sei que está chateada comigo. — Vamos embora então? — Sim. Deixe alguém vigiando o apto dela. Entrego seu celular e pego minha mala. Cheguei em Washington e fui para o departamento antes de ir para New York. Peguei a lista que Julie havia me passado e pedi a Agente Any para ligar para os vinte dessa lista e chamá-los para uma entrevista. Eu quero uma equipe que preste, que seja capaz de encontrar uma garota e uma menininha no fim do mundo. Respiro fundo. Deixo tudo organizado para amanhã cedo. Pego minhas coisas e vou embora. Julie já deve ter ido na frente. Cheguei na casa dos meus pais, e entrei. Não tinha ninguém na sala. Fui adentrando mais a sala de jantar já estava posta. Fui rumo a cozinha e lá estava meu pai e minha mãe. — Boa noite, família! Digo já sabendo que os dois estão querendo me matar. — Até que enfim, filho. Meu pai falou vindo me abraçar. Eu sentir sua falta. Ele me abraça apertado e eu retribuo. — Eu também sentir a falta de vocês, pai. Olho para minha mãe e ela está com uma cara fechada para mim. Não mereço um abraço dona Vayola? Me solto do meu pai e vou até ela. — Merece uns bons tapas. Ela fala me batendo. — Aí mamãe. Falo sorrindo. — Aí mamãe? Você merece mais do que isso. Seu filho ingrato. Nunca achei que você fosse nos deixar dessa forma. — Mamãe é a minha profissão, a minha carreira. Por favor aceite. Peço me sentando na cadeira que tem na bancada da cozinha. — Eu aceitaria se você viesse para casa todos os dias. Não esquecesse que tem pais. — Eu não me esqueci, o problema é que meu trabalho exigir muito de mim. Falo e ela suspira. — Porque não pode ser advogado igual ao seu pai. Temos um hospital que precisa ser dirigido. — Mãe, não começa com isso. — Não bastava você, e aí levou ainda sua irmã. Acho que ela não se conforma mesmo pelas escolhas que Julie e eu fizemos. — Eu não levei Julie. Ela tomou a decisão e eu a a apoiei. — Não é que não apoiamos vocês dois, Eric, mas queríamos vocês mais perto de nós. Papai fala sentimental. — Prometo a vocês que depois desse caso, eu vou passar a ficar mais vezes aqui. Porém vocês têm que entender que meu trabalho é em Washington. — Nosso trabalho né irmão. Julie aparece me abraçando pelas costas. Me levanto e me afasto dela. Meus pais não percebem e eu agradeço por isso. — Isso mesmo. Nosso trabalho. — Que caso vocês estão envolvidos? Meu pai questiona. — Contrabando de produtos roubados. Falo simples. A operação que o FBI faz não pode ser revelada. Não damos informações a ninguém. Mas meu pai não iria desistir até saber o que estávamos fazendo. — Vamos jantar e esquecer o trabalho. Quero saber de vocês dois quando vão procurar uma companhia para vocês. Seu pai e eu quero netos. — Posso adotar para você, mamãe. Digo sorrindo e dona Vayola me olha feio. — Cuidado Eric Colin, você está na minha lista de filho ingrato. Não piora as coisas. Levanto as mãos em redenção. — Não está aqui mais quem falou, mãe. Me sento e começo a comer depois da comida servida na mesa. — Vocês não pensam em namorar, casar, ter filhos? Dona Vayola indaga — Não é prioridade para mim mãe. Julie fala. — E nem para mim. — Rick, que filhos são esses que arrumamos? Sorrio da revolta da minha mãe. Não teremos nora e nem genro e piorou netos? É isso mesmo que vocês dois querem para a vida de vocês e consequentemente para nossas? — Mãe, em algum momento das nossas vidas isso vai acontecer, mas não agora. Julie fala olhando para mim. Respiro fundo. Às vezes penso que deveria ter me mantido afastado de Julie. Não deveria ter levado ela para trabalhar comigo. Talvez ela não tivesse ainda com ideias erradas em sua cabeça. — Eu espero que vocês não espere que seu pai e eu estejamos mortos. Reviro os olhos pelo Drama da minha mãe. Comemos com Dona Vayola e o Sr Rick pegando no nosso pé. Eles querem que a gente arrumem alguém. Eu não vejo problema nenhum em arrumar alguém, porém é o tempo que não tenho para sair e conhecer uma pessoa. E outra meu trabalho exige muito de mim. Quando é que teria tempo de dar atenção a uma namorada, esposa, sei lá? Não posso colocar alguém nessa situação. Mais tarde, sentamos na sala e conversamos mais. Papai estava com vontade de tirar umas férias e viajar com mamãe, ela só teria que se organizar no hospital. Espero mesmo que eles saem de viagem e se divirtam. Assim eles esquecem Julie e eu, pelo menos um pouco. Vou para meu quarto e tiro minhas roupas para tomar um banho. Meu celular toca. Vejo que é Jess. Esse é outro que está na minha lista n***a. Pena que ele não estava no apto em Middleton, porque essa hora estaria na rua. — Espero que você tenha algo bom para mim, porque seus amigos já estão na rua, você é o próximo na minha lista. Digo com raiva dessa palhaçada toda. — Sim Sr. A mãe de Camila Sanches, True Dream, esteve na delegacia de New Yok prestado queixa do desaparecimento dela. Sou todo ouvidos. — E o que houve? — Eu peguei o depoimento dela. Parece que ela não tem notícia da filha a meses. Ela chegou de viagem a pouco dias, e veio para New Yok, onde foi no apto da filha. Ela disse que tem a chave. Ela entrou e o apto está todo revirado. — Quero falar com essa mulher amanhã mesmo. Procure o endereço dela, amanhã cedo vamos os dois para lá. — Tudo bem. Última coisa. Quem está investigando o desaparecimento dela é Paolo Martinez Wilbur. Primo dos Martinez. Ele é o delegado de New Yok. — Deixa comigo. Vamos ver o que ele irá fazer. Quero alguém infiltrado na delegacia. Quero saber de tudo que esse bastardo irá fazer. — Achei que iria dizer isso chefe. Coloquei Brian lá. Coloquei ele como indicação para ser o escrivão, já que lá estava sem. — Ótimo. Mas quero alguém também que converse com os policiais. Quero que virem amigos deles. Até mesmo desse Paolo. Essa família deve ser uma merda total. — Sr. Tive acesso também a laudos sobre a menina Maddie Martinez. Ela sofreu atentado duas vezes. Tentaram matar ela duas vezes. A Srta Sanches fez queixa, mas como era o primo dos Martinez na frente dela, ele não levou a denúncia adiante. — Filho da p**a. Alguma coisa eles querem com a morte delas. Quero que você encontre o advogado que fez o testamento de John e Lanna. Quero saber o que foi dado a filha e aos irmãos. Quero saber se existe alguma cláusula que se Maddie morrer, a herança passará para os tios. — Farei Sr. Desligo. Isso está cada dia mais estranho. Eu tenho certeza que os tios querem a Herança da menina. Estão fazendo de tudo para matá-las. Mas eu não vou deixar. Assim que eu encontrá-las. Eu farei o possível e o impossível para mantê-las segura. No outro dia liguei cedo para Jess. Eu queria já está na casa de True Dream. Ele me passou o endereço, e disse que iria me esperar na porta do prédio que ela estava instalada. Desci e encontro todos a mesa tomando café. — Bom dia, família. Digo e todos me respondem. — Senta para tomar café, filho. Meu pai pede. — Não dá, pai. Preciso estar na casa de uma testemunha agora. — Eu vou com você. Julie fala. — Não. Jess já está comigo. Quero que você vá para Washington. Tem um grupo de pessoas para serem entrevistados agora cedo. Cuide disso. Quero os melhores. Vinte homens e mulheres bem ágeis e assim que você escolher, já comecem a procurar o que quero. — Tudo bem. — Mãe, pai. Dou um beijo em cada um deles. Farei o possível para jantar com vocês. — Espero que venha mesmo. Meu pai fala triste. Eu sei que ele sente minha falta, mas eu não posso deixar meu trabalho, ainda mais agora. No apto de Sra Dream, já estávamos sentados na sala para conversar com ela. Camila parece muito com a mãe, tirando os olhos que dá filha é azul, e os dela é castanhos. — Como eu disse ao delegado daqui. Camila não era baladeira. É focada no seus estudos e depois que terminou seus estudos. Estava feliz pois iria exercer sua profissão de médica. Ela estava animada. A última vez que conversei com ela, ela estava feliz, estava aguardando resposta do hospital Colin Medic para ela fazer sua especialização e ser contratada. Depois disso não soube mais nada. Fui no apto dela ontem, e está tudo revirado. Eu não acredito que alguém possa ter feito m*l a minha filha. E se for dinheiro que eles querem para me devolverem ela, eu dou. Eu só quero minha filha viva. Sra Dream diz chorando. — Calma amor. Ela vai aparecer. O Sr Dream diz confortando a esposa. — Alguma coisa foi levada da casa dela? — Aparentemente não. Até o celular dela estava lá. Assinto. — Sra Dream, a Sra está sabendo que sua filha foi nomeada tutora de Maddie Martinez. — Não. Ela não me disse nada. Maddie é a filha de Lanna e John Martinez. Eles se conheceram na faculdade. Pelo menos Lanna, e logo depois ela apresentou John para Camila. — A menina está com ela. Digo. — Mas o Sr achar que ela foi viajar com a menina? True se levanta. Ela teria me avisado. — Eu não sei o que está havendo. Mas quero pedi a vocês que mantém nossa conversa em sigilo. Os Martinez vão procurar vocês para saber sobre a sobrinha. Diga a verdade, que nem sabia que Camila tinha a guarda dela. Não dê margem para eles saberem de nada. — O que está havendo. Dilan Dream se manifesta. Eles estão envolvidos no sumiço delas? — Não podemos confirmar, mas não vamos deixar eles em alerta. Estamos investigando e assim que soubermos da filha de vocês, entraremos em contato. — Eu só quero minha filha de volta. True fala chorando. Eu pago o que for. — E vamos trazê-la de volta para Sra. Afirmo, porque isso virou prioridade. Custe o que custar, eu acharei elas.
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