Sair da casa da família Dream e fui para Washington. Eu queria ver o que Julie tinha conseguido selecionar e ainda se tinha já começado a trabalhar. Uma pessoa não podia desaparecer assim. Eu tinha que achá—la e tentar entender o motivo dela está fugindo tanto. E ainda tinha que colocar alguém na delegacia. Esse Paolo não deve prestar igual aos primos.
Em Washington, Julie ainda estava entrevistando agentes. Fiquei fora da sala que tinha janela de vidro.
— Bom dia, Sr Colin! Any aparece do meu lado.
— Bom dia, Any! Ela já selecionou alguém? Indago.
— Estão na sala ao lado, Sr. Vou até a sala e entro. Any está no meu encalço.
— Bom dia Srs! Indago e ambos se levantam fazendo continência. Podem se sentar. Eles se sentam. Vocês foram selecionados para trabalhar para mim. O que vou pedir de vocês é agilidade, comprometimento e que façam tudo que eu quero. Alguma dúvida?
— Não Sr. Todos respondem juntos.
— Ótimo. A primeira coisa que quero de vocês é que encontre uma pessoa para mim. Um deles levanta a mão.
— Meu nome é Luke Mars,Sr. Essa pessoa sumiu quando? Ele pede.
— Estava Middletown a uma semana atrás, e até hoje não achamos a mesma.
— Ela tinha trabalho? Amigos? Um outro pede.
— Seu nome. Indaguei.
— Jason Sants.
— Jason, ela trabalhava no hospital desta cidade. Amigos não tinha. Mas o chefe dela foi procurá-la em seu apto.
— Podemos investigar o chefe para ver se ele não conseguiu contato com ela.
— Faça o que tiver que fazer. Não quero o mínimo de esforço. Faça o possível e o impossível. Falo e eles assentiram. Ótimo. Quem aqui já trabalhou infiltrado? A maioria levanta a mão. Preciso de uma pessoa para se infiltrar na delegacia de New York.
— Eu posso Sr.
— Seu nome.
— Reymond, Pietro Reymond.
— Ótimo Reymond. Any aqui já vai dar um jeito de você ser infiltrado lá dentro. Cuidado para não ser corrompido. Eu mataria se soubesse que um dos meus foram para o lado do m*l.
— Não se preocupe, Sr. Eu não vou desapontá-lo. Assinto.
— O restante quero que venham comigo. Já quero que vocês analisem tudo para achar a pessoa que eu quero. Os seis se levantam e o outro vai com Any.
Passo a foto de Camila para todos. E também todo dossiê que tenho dela. Volto para minha sala e deixo eles com a supervisão de Jess. Minha mente estava uma loucura. E acabei deixando o contrabando de produtos de lado. Eu tenho que focar nessas duas coisas. Tenho que achar Camila e também dessa família, tudo que está relacionado. Eles fazem parte de uma quadrilha, e ainda querem a morte da sobrinha para tirar a herança dela.
Fico o resto da manhã olhando os relatórios que Jess conseguiu para mim. Fora algumas fotos de Salvador Martinez na fronteira do país repassando os produtos roubados. Eu quero que todos caiam. Vou pegar todos juntos, para acabar de vez com isso.
Eu almocei no meu escritório mesmo. Estava muito concentrado nas provas que tinha, porém ainda faltava Hugo e Andrew Martinez. Eu queria provas deles também. Na maioria eram todas de Salvador. Parece que seus outros irmãos não se envolviam muito nessa parte. Tinha que arrumar um jeito de tê-los em minhas mãos.
Uma batida na minha porta me tira dos relatórios.
— Desculpe te atrapalhar, Sr. Jess fala entrando.
— Pode falar. O que houve? Indaguei recostando mais na minha cadeira.
— Eu conseguir falar com o advogado que fez o testamento do Jonh Martinez e Lanna Brule Martinez.
— Ele falou alguma coisa?
— Sim. Ele falou do testamento. Disse que Jonh, e Lanna fizeram o testamento assim que sua filha nasceu. Eles colocaram todos os bens no nome dela e também nomearam a Srta Sanches como tutora legal dela, tendo assim disponibilidade de usar todos os bens de Maddie Martinez para a educação dela. Nada mais que justo. Porém Sr, o que a Srta Sanches e nem os tios sabem, é que existe uma cláusula no testamento, onde informa que se acontecer algo com a menina, todo o dinheiro e também os bens como casas, empresas serão doadas para instituições de caridade. Me levanto.
— Porque o advogado não disse isso na leitura do testamento? Indaguei estranhando esse fato.
— Ele me disse que foi uma decisão de Jonh. Jonh não queria que isso fosse revelado para os irmãos. Assim o advogado disse.
— Jonh parece que conhecia os irmãos. Ele não iria pedir algo assim se não soubesse de nada.
— Sim. Eu concordo com o Sr. Agora, podemos ter certeza que os irmãos querem a Herança da menina. Por isso querem matá-la.
— Sim. Tem como colocar uma escuta no telefone e deles? Tanto celular ou em casa?
— Vamos ter que pedir uma ordem judicial.
— Faça isso. Quero os telefones dos três grampeados. Temos que associar Hugo e Andrew a esse contrabando.
— Faremos, Sr. Ele se levanta. Vou começar a agilizar isso.
— Faça isso.
O dia estava indo embora e eu fui para casa. Tinha prometido aos meus pais que jantaria com eles. Julie veio comigo e conversamos sobre as entrevista. Ela tinha selecionados doze agentes dos vinte que tínhamos. Isso era bom. Eu queria aumentar nosso grupo. Mesmo porque tenho que ter homens vasculhando não só Washington, mas também cada canto desse país.
Meus pais ficaram felizes por ter os filhos ali perto. Era uma viagem que eu tinha que fazer do centro de Washington para New York, mas valia a pena vê-los assim. Felizes, nos cobrando uma família. Queria poder ter tempo para isso, mas como disse para eles antes, não é prioridade para mim.
Tomei um banho. Deitei na minha cama e fechei meus olhos, e logo me veio Camila a mente. Onde ela está? Como ela está? E Maddie? Essa garotinha que não tem culpa de nada. Como deve está a cabeça dessa menina? Meu telefone toca me tirando dos meus pensamentos. Atendo pois o telefone é do departamento.
— Colin. Digo me sentando.
— Sr Colin, aqui é Luke. Eu achei a garota? Não acredito. Me levanto com esperança.
— Onde? Eu não acredito que vou vê-la de novo. Quero dizer não acredito que vou poder trazê-la para a mãe dela.
— Na Cidade de Weston. Ela fez contato com o chefe dela e o mesmo está indo para lá vê-la.
— Como você conseguiu isso? Pedi me vestindo.
— Grampeei o telefone do Dr. E não deu outra. Ela fez contato com ele para pedir o desligamento do hospital, pois ela não iria mais poder ficar. Ele pediu para encontrar com ela. A mesma não queria, mas ele disse que poderia ajudar. Seja o que for.
— Quero alguém seguindo e de olho nesse cara.
— Eu já fiz, Sr. Jason está nisso agora. Que ótimo, eficiência já está começando a aparecer.
— Ótimo. Prepare o avião, porque estaremos indo para essa cidade. Você e mais quatro comigo.
— Achei que o Sr falaria isso. O avião já está pronto e eu seperei cinco homens na verdade. Eu acho que tenho a equipe que queria sempre. Desde o começo. Levanto as mãos para o céu em agradecimento.
— Vamos embora então. Encontro vocês no aeroporto. Desligo e pego uma mala com camisas, calças, pertences pessoais, cuecas.
Todos em casa devem estar dormindo. Então amanhã mandaria uma mensagem para Julie. Eu só queria chegar mais rápido nessa cidade. Queria saber se ela e a menina estão bem. Quero trazê-las de volta com segurança. Nem que para isso tenha que colocar seguranças vinte quatro horas por dia para protegê—las.
Depois de quase três horas de viagem chegamos na cidade. Chegamos de madrugada, e Luke já tinha reservado o hotel para todos nós, e eu pude descansar.
No outro dia de manhã, Jason já tinha dado notícias. Ele disse que o Dr tinha encontrado com Camila hoje cedo em um café. Mas eles foram para casa dela. Não gostei disso. Jason estava vigiando toda movimentação. Nos arrumamos e fomos para lá. Eu quero falar com ela hoje ainda. Quero entender o que está acontecendo, apesar de saber a verdade disso tudo.
Estávamos na porta da casa dela. Tínhamos alugado carros aqui para poder nos movimentar. Jason entrou no carro que eu estava.
— Ela estava chorando muito quando conversou com o Dr. Jason fala. Não deu para ouvir a conversa deles. Mas ela parecia bem apavorada.
— Nenhuma movimentação estranha lá dentro? Indaguei preocupado.
— Não. Mas eu não sei o que pode está acontecendo.
— Tudo bem. Eu vou entrar. Não quero que isso renda mais que já está rendendo. Digo e sinto meu celular vibrar. Olho e é Julie.
— Alguma problema, Julie? Peço saindo do carro.
— Como assim algum problema? Eu é que te pergunto. Você sair cedo daqui e não me disse nada. Chego no departamento e nada de você. O que houve?
— Julie, não estou com tempo para falar com você agora. Desligo. Eu quero resolver tudo hoje. Vou andando para a porta da casa simples. Bato na porta depois de respirar fundo. Essa seria uma operação sigilosa, eu me manteria no anonimato até o fim dessa operação, mas levando em consideração o que está em jogo aqui, eu não posso mais esconder dela quem eu sou. A porta é aberta por ela. Está com os olhos vermelhos.
— Você aqui? Ela fala fazendo cara de pânico. Eu não acredito. Foi por isso que eles me acharam. Você, você trabalha para eles. Ela fala apavorada querendo fechar a porta. Coloco meu pé na porta.
— Não. Calma. Fique calma. Não é verdade. Você precisa me ouvir. Ela não me dar ouvido e tenta mais uma vez fechar a porta.
— Camila, o que foi? Escuto a voz do Dr.
— Me ajude por favor. Ele vai me matar e ainda matar Maddie. Ela grita chorando. O médico vem até a porta ajudando ela a fechar. Respiro fundo.
— Camila, sua mãe está te procurando. Ela me mandou aqui. Ela me mandou levar você de volta. Digo depois dela fechar a porta na minha cara. Eu não estou mentindo para você. Espero alguns minutos e nada.
— Sr, ela e o Dr estão fugindo pela parte de trás da casa. Droga. Corro para parte de trás da casa e vejo ela sair na rua de trás. Corro atrás dela. Meus agentes vem também. Luke e Jason conseguem alcançar ela e a segura. O Dr tenta agredir eles, mas Jess segura o mesmo.
— Por favor me solta. Camila grita chorando. Eu dou toda a Herança de Maddie para seu chefe, mas nos deixe ir, não faça nada a minha menina. Meu coração corta ao vê-la tão abalada.
— Fique calma Srta Sanches. Eu não vou fazer nada a você e muito menos a Srta Martinez. Digo me aproximando. Eu não sou inimigo. Não trabalho para os Martinez, pelo contrário, trabalho para FBI. Sou diretor do departamento de contrabando e produtos roubados. Ela me olha. Soltem ela. Meus homens soltam ela, e ele limpa suas lágrimas.
— E o que o Sr quer comigo? Ela pede desconfiada.
— Podemos voltar para sua casa e você se acalmar? Eu prometo que não farei nada a vocês. Estou aqui para ajudar. Inclusive sua mãe deu queixa do seu desaparecimento. Ela me olha com lágrimas escorrendo pelos olhos.
— Ok. Eu vou confiar em vocês. Ela fala e olha para Jess segurando o médico.
— Solte ele também. Digo e Jess o solta.
Voltamos para casa dela e ela se sentou. O médico sentou perto dela e pegou na mão da mesma. Será que eles estão juntos? Não é da sua conta Colin, faça seu trabalho e deixa a vida pessoal dela de lado. Balanço minha cabeça para dissipar meus pensamentos.
— Então, vocês podem começar a falar? Ela indaga séria.
— Primeiro, meu nome é Eric Colin, sou chefe do departamento de contrabando e produtos roubados. Eu cheguei até a você, pois tive informações errôneas que você trabalhava para os Martinez. Ela me olha intrigada.
— Trabalhava para eles como? Ela pede se levantando.
— Sendo informante no processo de contrabando de produtos roubados.
— Vocês ficaram loucos? Eu nunca iria me submeter a isso. Eu tenho uma carreira. Me formei.
— Sabemos disso Srta Sanches. Fizemos novamente nosso dever de casa, porém o que não sabíamos era o motivo que a Srta estava fugindo, porque viemos acompanhar seu desaparecimento desde de New York.
— Esses malditos tios de Maddie, estão tentando matá-la, e depois a mim. Eles querem a Herança dela. Desde o dia que houve a leitura do testamento eu não tenho paz, a menina não tem paz. Eu vivo de cidade em cidade desse país para proteger uma criança que não sabe o tamanho da maldade que envolve sua família. Vejo a dor e o desespero no olhar dela.
— Eu entendo, e estou aqui para te ajudar.
— Como? Ela pede desconfiada. Porque quando eu denunciei os tios dela na delegacia de New York, por tentarem matá-la duas vezes, eles não me deram ouvidos. O delegado que é primo deles disse que eu estava delirando e que eu queria era me desfazer da menina. Maldito, filho p**a.
— Calma. Nada mais vai acontecer. Você não vai precisar mais fugir. Indaguei e o médico se levantou e pegou na mão dela fazendo a mesma olhar para ele. E eu gostaria de saber porque isso me incomoda.
— Isso é ótimo Camila. Você poderá voltar para Middletown. Poderá voltar a trabalhar no hospital. É muitos planos para uma pessoa só, e eu vou ter que cortar o barato desse Dr.