Sinto o ar no quarto ficar mais denso. Sinto os meus dedos apertando a maçaneta mecanicamente. Tudo dentro de mim está ficando mais frio, porque eu já sei que algo ru*im vai acontecer. Alice cruza os braços, e vejo uma certeza fria e familiar surgir nos seus olhos. O tipo de certeza com que as pessoas conversam não para chegar a um acordo, mas para pôr um fim a algo. — Sabe, Sarah. Diz ela, olhando-me diretamente nos olhos. — Preparei-me bem para o nosso encontro. E agora entendo perfeitamente com quem estou lidando. Ela faz uma breve pausa, como se saboreasse o momento, e continua com um leve desdém: — Sei tudo sobre o seu passado. Que você nunca teve pais, que arrastou a sua irmã sozinha, que perdeu seu namorado naquele acidente. E até mesmo que, depois disso, você recebeu um diagnós

