Capítulo 3

1300 Palavras
Capítulo 3 VICK NARRANDO Chegamos ao nosso destino de lua de mel, um paraíso tropical com praias deslumbrantes e vistas magníficas. No entanto, enquanto caminhávamos para o resort luxuoso, a distância emocional entre nós parecia crescer, envolta na atmosfera carregada de tensão. A desconexão entre nós era palpável. Enquanto ele organizava os detalhes da nossa estadia, eu me sentia cada vez mais afastada, uma espectadora em uma viagem que deveria unir dois recém-casados. – Este lugar é incrível, não acha? – Sim, é bonito. Adrian responde sem nem ao menos olhar para mim. À medida que entramos nos quartos designados, a tensão atingiu seu ápice. Ele simplesmente indicou meu quarto e seguiu para o seu, sem mencionar nada além de um breve “boa noite”. Como assim vamos ficar em quartos separados? Fico parada por um momento, atordoada com a frieza da situação. A realidade dolorosa se estabeleceu quando percebi que ele estava optando por quartos separados nesta noite que deveria ser de i********e e conexão após nosso casamento. Eu me senti confusa. Me senti decepcionada. Eu me vi sozinha em um quarto luxuoso, mas vazio de calor humano, cercada por uma solidão sufocante em uma noite que deveria ser de união e amor. Eu me sentei à beira da cama, encarando o vazio do quarto que parecia ecoar o vazio em meu coração. O barulho das ondas lá fora contrastava com a quietude dolorosa dentro de mim. Eu suspiro profundamente, tentando conter as lágrimas que ameaçavam cair. Cada momento daquele silêncio era um eco ensurdecedor da distância emocional entre nós. O que deveria ser um começo de uma jornada a dois se transformara em uma jornada solitária. Vejo meu celular apitar com uma mensagem recebida. “ Victoria, vamos falar sobre as coisas amanhã. ” - Adrian A mensagem curta e direta deixava um gosto amargo de desapontamento. Eu ansiava por conexão, por um gesto de cuidado ou compreensão, mas só encontrava uma parede de indiferença. Nesse quarto, sozinha com meus pensamentos e a sensação de abandono, percebi que a lua de mel que deveria ser um marco de amor e felicidade se transformara em um lembrete doloroso de minha solidão emocional. A noite passou lentamente, carregada de emoções confusas e um sentimento de desamparo. O amanhecer trouxe consigo a incerteza do que estava por vir em uma jornada que agora parecia mais solitária do que nunca. ( .... ) A luz da manhã começou a se filtrar pelo quarto, trazendo consigo uma nova esperança e, ao mesmo tempo, a lembrança dolorosa da noite anterior. Lentamente, despertei do sono perturbado, ainda com a sensação de solidão em meu coração. Mas para minha surpresa quando abro os olhos eu vejo Adrian me observando, sinto um arrepio ao encontrar seu olhar. – Victoria, é hora de levantar. Vamos descer para o café. Ele fala frio e distante. A voz dele cortou o silêncio como uma lâmina afiada, carregada de distância e falta de afeto. Era como se minha presença ali fosse meramente por obrigação, não por desejo genuíno de compartilhar aquele momento comigo. Acabo engolindo em seco, sentindo a rejeição nas palavras dele. A sensação de ser tratada com indiferença doía profundamente, mas eu lutava para manter a compostura, escondendo a decepção e o desconforto que tomavam conta de mim. – Não demore, Victoria. Estarei esperando lá embaixo. Seu tom autoritário ecoava, deixando-me novamente sozinha com minhas emoções conflitantes. Enquanto ele se afastava, eu me via diante de uma escolha difícil: manter a máscara ou confrontar a frieza que se instalara entre nós. Apesar do desconforto persistente, decidi descer para o café, tentando deixar de lado a agonia que se instalara em meu peito. Ao chegar no local, encontrei Adrian em uma conversa animada com a mesma mulher que o vi cercar de carinho no casamento. A tal Lisa. Então vou me aproximando e escuto o que estão conversando. – Lisa, que bom te encontrar aqui. Já estava entediado, pensei em fazer um passeio pela praia mais tarde, o que acha? – Adoraria, é uma ideia ótima! m*l posso esperar. Meu coração apertou ao testemunhar a interação animada entre eles. Sentimentos de ciúmes e insegurança me envolveram enquanto eu me sentia cada vez mais à margem, um observador solitário de uma conexão que parecia distante da nossa. – Bom dia. Falo tentando disfarçar a emoção, aproximando-se com um sorriso forçado. Então Adrian me olha com uma expressão neutra. – Ah, Victoria, resolveu descer? Lisa, essa é minha esposa. Você deve lembrar dela da festa do casamento. – Lembro um pouco, prazer em revê-la. Me sento com ele e cada palavra trocada entre eles era como um golpe, deixando-me cada vez mais desconfortável e insegura. Adrian parecia mais à vontade e conectado com Lisa do que comigo, como se a presença dela fosse mais significativa do que a minha. Enquanto observo os dois conversando e rindo, uma sensação de isolamento e tristeza crescia dentro de mim. A presença de Lisa ao lado de Adrian despertava um ciúme que eu tentava sufocar, mas que se intensificava a cada instante. O café da manhã prosseguia, e eu me encontrava cada vez mais isolada em meio à conversa animada entre o Adrian e Lisa. Ele parecia completamente absorto, dando à amiga toda a atenção e o afeto que eu ansiava. – Você sempre tem as histórias mais interessantes, Lisa. Me conte mais sobre aquela viagem. – Claro! Foi uma experiência incrível, você não imagina... Cada gesto, cada olhar trocado entre eles, reforçava a sensação de ser uma espectadora não desejada naquele momento. Era como se eu não existisse, uma sombra esquecida em meio à cumplicidade entre eles. – Ah, também gosto de viajar. Tive experiências... – Victoria depois você fala. Desculpe Lisa, continue, estou adorando ouvir. Minhas palavras caíram no vazio, perdidas na dinâmica intensa entre Adrian e Lisa. A sensação de invisibilidade me atingia como uma ferida aberta, aumentando a solidão e a sensação de rejeição. A indiferença dele em relação a mim era como um soco no estômago. A sensação de ser uma mera figura decorativa na vida dele era avassaladora, deixando-me isolada em meio àquele cenário de i********e entre o Adrian e sua amiga. O momento atingiu um nível insuportável quando o Adrian interrompeu a conversa, dirigindo-se a mim com uma frieza indiferente. – Victoria, acho melhor você ir para o quarto. Tenho algumas coisas para resolver com a Lisa . As palavras dele caíram como uma sentença, deixando-me atordoada e chocada com a clareza da situação. Era como se eu fosse uma intrusa indesejada, uma obrigação que ele precisava lidar para poder estar com a pessoa que realmente importava naquele momento. – Claro ... A sensação de rejeição e humilhação me tomou por completo. Sem resistir, subi para o quarto, lutando contra as lágrimas que ameaçavam escorrer pelo rosto . No quarto, a solidão era palpável. Cada segundo era uma tortura enquanto eu me via obrigada a enfrentar a dura realidade da minha posição na vida dele: uma figura descartável em comparação com a presença de Lisa. Atordoada pela humilhação e pela tristeza avassaladora as lágrimas, antes contidas, começaram a escorrer pelo meu rosto enquanto me sentava na beira da cama. ( .... ) As horas se arrastavam dolorosamente. Cada segundo parecia uma eternidade enquanto Vick esperava pelo CEO, desejando desesperadamente uma explicação ou um gesto de conforto que não vinha . O tempo passava, mas ele não aparecia. A sensação de abandono se intensificava a cada minuto que se transformava em horas vazias de companhia, carinho ou mesmo uma palavra de consolo . Exausta pela agonia emocional, afogada em tristeza e desespero, acabei sucumbindo ao sono. O cansaço emocional me dominou, levando-me a adormecer, mesmo com o coração pesado e a incerteza sobre o que o amanhecer traria .
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