PARA O BEM OU PARA O MAU

1802 Palavras
Andrew Eu ainda não sabia o que me aguardava, mas algo grande estava vindo e seria algo que mudaria minha vida para sempre. Eu nunca mais veria o mundo da mesma forma. Não depois de descobrir minhas origens escondidas. Parando para pensar, parece que tudo está acontecendo rápido demais, difícil de assimilar. E o ponto de partida disso foi Pandora. Ela está envolvida em algo grande de alguma forma, é difícil de dizer apenas olhando superficialmente, ela parece apenas uma garota como qualquer outra, o diferencial é apenas o seu mau humor que parece ser eterno, mas eu gosto disso nela. Até porque eu nunca sou vítima desse lado, mas a forma como ela gosta de brincar com humor n***o e não liga para quem está falando me cativa. Mas ela é perigosa. É como se eu conseguisse sentir o perigo a espreita quando me aproximo dela, ela tem uma aura insana que parece trepidar quando você se aproxima, como se o ar vibrasse ao redor dela. Estranho, eu sei. As coisas começaram a mudar no instante em que nos envolvemos com ela. Aaron dormiu com ela e parecia fascinado e assustado em partes iguais, não que eu saiba o que isso quer dizer, mas é mais do que eu posso imaginar dele. Pandora não foi ao colégio por algum motivo, e parecia quase como se Aaron estivesse de mau humor por isso, eu não entendi essa reação e ele se irritava quando eu perguntava qualquer coisa sobre isso. Era realmente confuso e frustrante. – Cara, eu não aguento mais esse se mau humor infernal. O que diabos você tem? – pergunto quando estamos deixando o colégio. – Ah, Andy. Não enche. – dispensa minha pergunta novamente. Ah não. Dessa vez não, irmão. – Eu sei que você está assim porque Pandora não veio hoje. Estou certo? – testei. – Isso não tem nada a ver. – desconversa. – Vamos logo. O que tem de tão r**m nela faltar um dia? – pergunto. – Já disse que não tem nada a ver com ela. – rosna. Bem, parece que ele ficou chateado. – Então porque diabos você tem estado desse jeito o dia inteiro? – agora sou eu que me aborreço com esse comportamento sem sentido. – Não é nada, realmente. Só estou imaginando se ela está realmente doente. Ela saiu para algum lugar, ainda não havia amanhecido e ela chegou quando os primeiros raios estavam aparecendo. – responde. Não foi tão difícil falar isso, afinal. – Então porque não vamos fazer uma visita. – sugiro. Aaron pondera por alguns instantes minhas palavras e depois balança a cabeça assentindo. – Ótimo. Você dirige. – jogo as chaves para ele e seguimos para a casa dela. Fico surpreso ao ver onde ela mora. É uma área nobre cheia de arranha-céu com vista supre privilegiada para o mar. Eu sabia que ela tinha dinheiro, afinal, ninguém de classe média estuda naquela escola. Apenas elite entra naquele colégio. Ela deve ter pais muito importantes, apesar de que eu não consigo reconhecer seu nome de nenhum lugar. O que só aumenta a minha curiosidade em torno da pessoa misteriosa que ela é. Entramos no estacionamento e eu fico genuinamente impressionado com o porte do lugar. Uma seleção de carros de luxo que faz qualquer um querer parar para apreciar. Aaron para em uma vaga bem ao lado de vários carros e motos. Reconheço uma delas como sendo de Pandora, porque eu a vi ir embora nela quando saímos do colégio. – São lindos, não é? – Aaron diz. – Sim. Imagino que tipo de pessoa dirija uma máquina dessas. – digo. Aaron sorri e eu fico sem entender por um momento o que é engraçado. – Vê todos esses? – aponta uma seleção de carros separado em um canto. – Vejo, o que tem eles? – pergunto sem entender. – São todos de Pandora. – diz. Porra. Só pode ser brincadeira. – Isso é sério? – pergunto incrédulo. – Sim. Ela mesmo me disse. – confirma. Merda. Eu sabia que ela era milionária só de ver o lugar que ela mora, mas isso também já é demais. – c*****o. A gente é de classe alta, mas isso aqui já é demais. – digo embasbacado. Sempre vivemos confortavelmente. Tyler trabalha porque gosta, mas ele é um gênio em investimentos e tem muito dinheiro investido por aí, mas nunca ostentamos nossa riqueza de forma tão clara. Não como Pandora. Temos uma casa que foi deixada pelos nossos pais em um bairro bem localizado, e alguns apartamentos espalhados pelo mundo, alguns deles estão alugados para turistas em áreas paradisíacas. Vivemos tranquilamente com o que ganhamos dos nossos trabalhos e nunca vimos a necessidade de demonstrar que temos dinheiro, mesmo podendo fazer se assim quisesse. Mas eu me sinto um pouco oprimido pela quantidade absurda de dinheiro que eu estou encarando agora. – Vamos. Espere até ver onde ela mora. – diz. – Onde? – pergunto curioso. – Na cobertura. Felizmente eu decorei o código ontem quando ela digitou. Então podemos subir tranquilamente. – diz. – Você e sua memória. Confesso que estou um pouco ansioso para saber onde ela mora e que tipo de pessoa ela é quando não está batendo em garotas mimadas no colégio. – digo. – Cara, eu devo dizer que fiquei e******o quando vi Pandora surrar aquela garota. – Aaron confessa. Começo a rir no mesmo instante. – Eu não sabia que você gostava desse tipo de coisa, mas vá em frente. – zombo. – Você é um i****a. – toca a campainha. Não demora muito e Pandora aparece com cabelo bagunçado e pijama. Uma cena que eu considero fofa quando vejo. Mesmo assim, ela não deixa de ser uma visão muito bonita. – O que? – pergunta apressada. Nossa, eu realmente esperava algo menos agressivo. Essa roupa me enganou. Mesmo em casa ela parece estar de mau humor e com pressa. – Viemos te ver! – diz Aaron com a cara de p*u. Ele nem sequer consegue perceber que ela não nos quer aqui? – Porque? – pergunta curiosa. Dessa vez ela parece genuinamente interessada na resposta. Suponho que a nossa permanência aqui dependa disso. – Eu pensei que seria uma boa. – responde Aaron. Oh meu… Por fora eu não expresso nenhuma emoção, mas por dentro eu estou definitivamente com a mão no rosto agora. Não sei se estou envergonhado pela resposta pobre que ele deu ou com medo de ter a minha b***a chutada nesse exato momento. Pandora ia responder e eu estava antecipando o pior e me preparando para isso, mas ela parece ter lembrado de algo no momento que abre a boca e sai correndo. Entramos e descobrimos que ela estava no meio de uma partida e que sua equipe estava quase perdendo. Também descobrimos que ela e um gênio sanguinário e lendário que ninguém conhece, mas é famoso em todo lugar por ser impossível de derrotar. Entendi o porque disso nos minutos seguintes em que a observei jogar. Dona de uma inteligência aguda, uma visão de águia e técnicas pra lá de singulares, não dá para saber o que ela está pensando ou fazendo até ser tarde demais. Fiquei ainda mais fascinado. Quem era ela afinal? Conversamos por algum tempo e eu descobri que apesar do mau humor constante, Pandora é ótima, realmente. E só ficou melhor quando ela nos convidou para trabalhar com ela. Seriamos DJ na boate e Aaron, o desgraçado se deu bem o bastante para também ser o massagista dela. Maldito sortudo. Se eu não soubesse que Aaron está fascinado por ela, eu tentaria ter uma chance com ela. Mas eu não tomo o que Aaron quer, nunca. Saímos para jantar, e eu não pude deixar de ficar enfeitiçado por Pandora quando a vi vestida de maneira tão formal e sedutora. O restaurante era um lugar refinado ao extremo e eu quase não quis entrar. Não estava nem de longe com a roupa adequada e parece que Aaron concordava comigo. Quase na hora de sair, apareceu um homem enorme, de cara fechada que depois descobrimos ser um segurança de Pandora. Parecia que ela estava com problemas, já que precisava ser protegida. Na saída, uma mulher de tirar o folego apareceu. Era a esposa daquele homem carrancudo. Se ele não fosse tão intimidador, eu tentaria uma aproximação com ela, mas eu ainda quero as minhas bolas. Então guardei qualquer intenção para mim. As coisas começaram a ficar estranhas no momento em que um cara com um carro invadiu a pista onde estávamos e bateu em cheio no lado do passageiro do carro de Pandora. Saímos correndo quando vimos a cena. O segurança foi atrás do homem e Aaron e eu corremos para tirar Pandora de dentro do carro. Temi que algo grave pudesse ter acontecido com ela, mas ela parecia bem, salvo alguns ferimento leves. Aaron a tira de dentro do carro destruído e apesar de parecer um pouco tonta, parece a mesma desde o momento em que a conheci. – Que p***a foi isso? – pergunta nos braços de Aaron. Aaron responde e ouvimos o segurança gritar com o homem do outro carro que parece não se importar nem um pouco em ter um gigante o sacudindo. Nos aproximamos e Pandora fica em seus próprios pés e encara o homem. Ele, por sua vez não se afeta e correndo os olhos por cada um de nós, profere com segurança. – Vocês vão morrer, todos vocês. – aponta cada um de nós. Depois que Pandora devolve a ameaça com uma dose extra de certeza, o homem gargalha loucamente e eu começo a achar que tem algo errado com esse homem. Ele não está com medo ou preocupado com o que vem depois, como se ele soubesse exatamente o que vai acontecer. – Alteine manda seu cumprimentos. – diz o homem e saca um detonador para fora do bolso. Antes disso, como que por instinto, todos sabíamos exatamente o que ele ia fazer e corremos para nos proteger. Esse desgraçado realmente se explodiu? Sério mesmo? Dou mais uma olhada para conferir, mas não é preciso ir muito longe, já que tem pedaços dele espalhado por todo o lugar. Começo a me questionar que tipo de pessoa Pandora é para ter pessoas atrás dela, querendo matá-la e mandando pessoas que estão dispostas a se explodir apenas para dar um aviso. Tenho a sensação de que estamos entrando em algo grande e que vai mudar nossas vidas para sempre. Seja para o bem ou para o m*l. Sinto um misto de medo, mas também sinto um fascínio estranho, como se eu devesse continuar explorando isso, mas eu mesmo tempo, sinto que é algo que vai mudar minha vida para sempre. Vamos nessa. Para o bem ou para o m*l.
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