Lembranças dolorosas

1225 Palavras
Essa história faz parte da série "Bastardos de Martín", espero que você goste e possa compartilhar com os seus amigos. Essa obra é da minha autoria, vedada toda a publicação fora dessa plataforma sem prévia autorização se configura como plágio. Prólogo O som da chuva contra as janelas era tudo o que Arturo conseguia ouvir naquela noite. Ele estava sentado na sua poltrona de couro, um copo de uísque na mão e os olhos fixos no fogo que dançava na lareira. As chamas eram hipnotizantes, mas sua mente estava longe dali. As vezes observando a sua mãe alimentar o seu pai como se ele ainda fosse uma criança, um grande contraste para o homem que o atormentou durante toda a sua vida. A lembrança das suas ações ainda estavam bem vivas na sua memória, ele era apenas um adolescente lanchando com a sua mãe e irmãos, quando Wagner chegou com o olhar frio e afiado como se procurasse um motivo para destruir o mundo e na sua cabeça doentia e suja: me encontrou. - Não estou criando filho para ser a minha envergonha, você não vai ser como aquele tipinho. _ disse ele me arrastando da mesa, me puxando pela grama, balbuciava coisas que eu não entendia, a minha mãe logo atrás de nós, suplica entre soluços. - Para Wagner, ele não é como o seu irmão, por favor, não faça besteiras. gritava ela em desespero, mas em nenhum momento ele parou, me jogou dentro do carro como se eu fosse um nada e partiu em alta velocidade, repetindo várias vezes “eu não vou passar por essa vergonha”. - È aqui que você vai aprender a ser homem de verdade, já devia ter vindo aqui, se eu continuar ouvindo aquela mulher, você vai acabar bordando e costurando com ela. _ disse assim que parou o carro em frente ao um bar, não tinha entrado num bar ainda, mas sabia que acontecia dentro desses lugares. - Para quê o viemos aqui, pai? _ perguntei abrindo a boca pela primeira vez após todo o seu show. - Escute bem Arturo, somos homens poderosos, fraquejar não é uma opção, você um dia vai se casar com a filha do chefe, assim como estou indo para o topo, você também estará lá, se tudo der certo ainda mais alto que eu, agora entre nessa merda de puteiro e f**a o máximo de bocetas que poder, amanhã mesmo começa o seu treinamento no cartel. _ pela primeira vez se fez claro, naquele momento a minha vida como um tipico adolescente sem preocupações acabou. Entramos naquele “bar” e ele me deu um copo de whisky, enquanto as mulheres se enfileiravam na nossa frente, é claro que já batia uma, escondido no banheiro fissurado em alguma modelo das revistas de moda da minha mãe, ela nos mantia muito próximo a ela, com certeza temendo o nosso pai. - Isso tudo é mulher para f***r a vontade, fazemos filhos nas mulheres de casa... essas aqui é para nossa diversão._ disse com um sorriso malicioso que me deu nojo, olhei para elas, curioso, mas estava acostumado com mulheres diferentes e devo admitir que não me sentir muito atraído por elas, ainda assim me esforcei para não decepcionar meu pai e escolhi a menor delas, a mais nova, a que mais me atraiu. - O garoto sabe identificar uma virgem. Hahaha_ disse um escroto cara ao lado do meu pai que riu junto. - Pegue mais duas, ela não vai aguentar. _ disse num tom quase orgulhoso, fiz o que ele me mandou a contra gosto, escolhendo mais duas. - Por favor não, me deixa ir embora, por favor. _ repetia a garota, chorando atrás de mim, enquanto íamos para o quarto. Quieta, é só abrir as pernas e relaxar, p***a! _sussurrou uma das mulheres antes de entrarmos. Para meu espanto Wagner entrou no mesmo quarto que eu. - Não se espante, quero ver do que é capaz. _ disse se sentando numa poltrona, colocando o p*u para fora, uma das mulheres se abaixa para chupá-lo, sinto nojo do que vejo. - Vem garoto, vou te fazer relaxar. _ diz uma mulher me abraçando e beijando o meu pescoço, tento me envolver não consigo, ouvindo os gemidos do meu pai, é brochante, tento puxar a garota trêmula para os meus braços, os seus olhos amendoados e os seus lábios carnudos que fez pulsar algo dentro de mim, fico e******o. - Por favor, me deixe ir embora. _pedia mais uma vez. - Cala a boca garota, aproveita um garoto tão lindo assim, não é sempre que aparece. _ diz a mulher mais velha, ela tenta parar de chorar e eu me aperto a ela. - Isso garoto, deflora essa bocetinha virgem ou eu mesmo faço isso. _ diz o meu pai olhando maliciosamente para ela, ela treme nos meus braços. - Qual o seu nome? Se concentra em mim. _ digo alisando o seu corpo, enquanto mais uma mulher se junta a meu pai o distraindo. - Olivia, me chamo Olivia. _ diz ela acalmando-se. Então comecei a beijá-la a levando para cama quando ela começou a chorar mais uma vez. - Por favor não, eu não devia estar aqui. _ diz ela voltando a ficar nervosa. - Cala a boca dessa garota com o seu p*u bem fundo na garganta dela, garoto. _ disse o meu pai enquanto uma mulher se balançava em cima dele. - Vem cá. _digo a beijando com a minha pouca experiência tentando acalma-la. Ela em soluços tremia e contorcia-se para me afastar. “Eu não sou um estuprädor”, foi o que a minha mente gritou e o meu corpo respondeu, me afastando dela - Saia daqui agora. _ digo nervoso me afastando dela. - Você está louco? Não sabe que mulheres como ela não dizem “não” e quando dizem não importa. _ disse jogando a mulher que estava em cima dele no chão e vindo rapidamente para cima de mim, me deu um murro que me fe cair no mesmo instante, você é uma decepção, vou te ensinar como se fodem mulheres como ela, ele jogou a menina na cama, rasgando as suas roupas, deitou pós cima dela a penetrando bruscamente, outros homens entraram no quarto puxando as outras mulheres para fora, nós deixando ali, chorando só pude ver o quando ele a brutalizava, até se sentir satisfeito. - Entendeu como é, agora e a sua vez, faça e sem piedade._ disse após se levantar. - Ela está machucada e sangrando, não posso. _ disse limpando o meu rosto, ele me deu mais dois socos e disse. - Aqui quem não fode é fodido, decida-se._ disse com um olhar que me causou medo, olhei para ela que tremia encolhida na cama, seus lábios cortados, cheia de mordidas espalhadas pelo seu corpo, levei a minha mente para outro lugar, a imagem dela antes de tudo que ele fez e ali tudo dentro de mim desmoronou, fodi com ela e com outras que ele trouxe, sair daquele lugar me sentindo o pior dos homens, o mais covarde e aprendi que o mundo que eu vivia não existia amor, apenas poder, ser poderoso fraco não era opção, nesse mundo preciso ser forte e poderoso o suficiente para proteger a mim e aqueles que amo.
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