Hawk Aurora dormia tranquila no meu colo, toda encolhidinha, com aquele narizinho igual ao da Serena e a boquinha que eu já sabia que ia virar minha perdição. Ela ressonava baixinho, como se o mundo todo lá fora não importasse — e não importava mesmo, não enquanto ela estivesse ali comigo. Foi quando a porta se abriu e Doc entrou. Ele parou na minha frente com aquela expressão contida, como se estivesse pisando em território sagrado. E estava. — Posso? — ele perguntou, quase num sussurro, apontando com os olhos para minha menina. Fiquei encarando ele por alguns segundos. Ainda não estava pronto. Nem perto disso. Mas assenti devagar e, com todo o cuidado do mundo, entreguei minha filha para aquele homem que, gostando ou não, agora fazia parte da nossa história. Doc a segurou com uma d

