Hawk em primeira pessoa A festa estava pegando fogo. Os caras dançavam, bebiam e riam alto. As motos formavam uma muralha metálica em torno do pátio. Era o tipo de celebração que a gente respeitava — barulho, fumaça e família. Mas meu olhar não saía do bar. Moira estava lá, servindo cervejas com aquele sorriso leve e aquela roupa curta que parecia não ter sido feita pra um lugar cheio de motoqueiros bêbados. Vários homens riam perto dela, se aproximando mais do que deveriam. Meu sangue começou a ferver. Levantei devagar, com um cigarro no canto da boca, e fui até o bar. Me encostei no balcão do lado dela, braços cruzados, encarnando a estátua do inferno. Um a um, os engraçadinhos que tentavam puxar papo com Moira recuavam com a minha cara fechada. — Algum problema? — perguntei, rugin

