Hawk Eu tava no bar, terminando a segunda cerveja e tentando convencer minha cabeça de que aquilo tudo era só um surto coletivo, quando ouvi o barulho da van chegando. Chuva batendo no telhado da sede. Relâmpago cortando o céu. E o portão se abrindo devagar, como se até ele soubesse que uma confusão nova tava prestes a entrar. Me levantei, batendo a garrafa no balcão, e fui até a porta da frente. Quando Bruk abriu a porta lateral da van, lá estava ela. Moira. Encharcada da cabeça aos pés, o cabelo roxo grudado no rosto, a roupa de moletom larga colada no corpo como segunda pele. Segurava uma bolsa de pano costurada à mão com patches de runas, estrelas, cogumelos e… um bordado que dizia “Viva sua verdade lunar”. — Meu Deus — murmurei. — Eu resgatei uma fada desabrigada esotérica. —

