capitulo64

1007 Palavras

0 Taylor O sol ainda não tinha nascido quando voltamos. As motos estavam cobertas de fuligem, as roupas encharcadas de suor e sangue seco. O comboio chegou em silêncio, sem gritos, sem festa. Não era uma vitória pra comemorar — era um final necessário. O portão do MC se abriu devagar. As luzes da sede estavam acesas. E ali, na frente de tudo… ela. Serena. De pé, com Aurora no colo. Os olhos vermelhos, mas firmes. O cabelo preso de qualquer jeito. A jaqueta de couro ainda aberta sobre a camisola simples. Linda. Forte. Minha. Eu desci da moto sentindo cada dor no corpo, mas foi o coração que tropeçou quando ela correu até mim. Ela não falou nada. Só me abraçou com o braço livre, enquanto a filha se aninhava entre nós. E eu enterrei o rosto no pescoço dela, respirando aquele cheiro q

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