Kookie: Eu estou te esperando no nosso lugar
Eu: Já estou indo
Eu andava recebendo dezenas de mensagens como essa todos os dias e podia receber milhares que eu sempre iria ao seu encontro. Jungkook e eu tínhamos começado a nos ver com mais frequência durante a semana. Eu podia estar no meio da aula e de repente receber uma mensagem sua. Não importava mesmo a circunstância, eu ia ao seu encontro e lá ele me beijava até me deixar sem ar antes de partir.
No meio do intervalo nós dois trocávamos um olhar discreto e, de repente, a gente já estava no ginásio com as mãos dentro da calça um do outro. A gente se esbarrava no banheiro e era impossível que nos víssemos sem trocar ao menos um beijo, por mais simples que ele fosse.
No momento, eu estava indo para o refeitório, mas acabei mudando o meu caminho. Passei na sala, onde Jungkook e eu sempre nos encontrávamos, olhei para os lados para ter certeza de que os corredores estavam vazios — eles eram sempre desertos no intervalo — abri a porta e entrei. Como sempre, a porta m*l batia atrás de mim e as suas mãos grandes pegavam a minha cintura e o ajudavam a colar o meu corpo no seu. Depois disso, o resto seguia seu exemplo.
Seus lábios esmagavam os meus e sua língua deslizava para dentro deles, roçando na minha. Eu acariciava a orelha dele e sempre pousava as minhas mãos em seus cabelos macios, enquanto gemia baixinho. Ele me encarou, sorrindo, e tinha algo que eu amava no sorriso do Jungkook. Era que apesar daquele tamanho e corpão todo, seu sorriso era doce e infantil e quando Jungkook ria, ele ria com vontade.
Mordi a sua boca e rocei as unhas na sua nuca. Jungkook me suspendeu e me levou até a mesa, me sentou sobre seu tampo liso de madeira e me abraçou. Eu estava estranhando seu jeito de agir hoje e como ele estava quieto demais, eu resolvi agir. Desabotoei a sua camisa do uniforme e puxei um pouco para um lado, expondo o seu ombro que era meu alvo. Porque não parecia certo que nos encontrássemos sem ser por aquele motivo. Aquele garoto e eu não éramos namorados de verdade. Éramos amigos sexuais com um prazo de vencimento que estava cada vez mais próximo. O lambi, mordi e a sua reação foi melhor do que eu imaginei. O garoto se arrepiou inteiro e suspirou baixo.
— Porque você fez isso? — me encarou com uma expressão gentil.
— Sei lá, você me chamou até aqui e está agindo calmo demais. — me referi ao seu jeito de me tocar.
— Eu acho que eu estou um pouco carente hoje. — confessou.
— Hm, eu percebi. Na verdade, você anda um pouco estranho a semana toda. — falei baixo, esfregando os lábios na sua pele quente. — Apesar que nós nem sabemos muito um sobre o outro, então, você pode ser estranho mesmo e eu nem sei. — o mordi.
Ele continuou calado, mas acariciou as minhas costas e me encarou.
— É. Você está certo, não sabemos muito um do outro. — pausa. — Você tem entrado no site ainda? — mudou de assunto drasticamente, eu diria.
— Não muito, mas eu entrei um dia desses por causa daquele presente que recebi.
— Você usou para ele? — ergueu a sobrancelha como se tivesse acabado de ouvir um grande absurdo.
— É o justo e é como as coisas funcionam. Ele me enviou para que eu usasse pra ele e eu usei. Porque parece que você ficou com ciúmes? — zombei, me divertindo com a ideia.
Ele riu e atacou os meus lábios, evitando a pergunta e eu nem tinha lhe contado que andava ignorando mensagens do meu ex-namorado. Jungkook apertou a minha cintura e eu acariciei os seus cabelos de novo. Nosso beijo estava dócil, provando que ele estava carente de verdade e eu achava isso fofo. Eu não desgostava disso, só nunca dei muita importância. Dos caras com quem saí, Jimin era o único extremamente carente. Às vezes era um pouco irritante, mas com Jungkook era diferente. Era raro ele agir dessa forma e era legal mimá-lo um pouco. Mordisquei a sua orelha e ele cochichou algo na minha.
— Acontece que na realidade quem te faz gozar de verdade sou eu, Yoonie. — e aquele me pareceu uma ótima forma dele dizer que não tinha ciúmes, já que quem realmente me tinha em suas mãos era ele.
Ele usou um tom de voz e uma segurança que fez até o meu interior tremer. Eu nunca senti algo tão intenso quanto aquelas palavras me provocaram. Jungkook pressionou os seus quadris contra os meus e o clima naquela sala mudou completamente, como se tivéssemos voltado a sermos os mesmos de sempre. Prendi as minhas pernas em volta da sua cintura e o encarei desafiador. Segurei os seus cabelos entre os meus dedos e os apertei. Jungkook lambeu os lábios e me encarou satisfeito, mas eu m*l tinha começado. Faltava a minha confissão:
— Eu amo quando você me faz gozar, Jungkookie.
O resultado foi imediato. Jungkook não só estava duro, como eu sentia seu p*u latejar dentro da roupa. Sua mão pegou uma das minhas nádegas e a apertou forte. A outra mão segurou as minhas costas e aí ele começou a se esfregar em mim. Soltei os seus cabelos, segurei o seu rosto e passei um braço sobre os seus ombros. Lambi sua boca pequena e ele, sedento, mordeu a minha.
Joguei a minha cabeça para trás e gemi manhoso, enquanto ele atacava o meu pescoço cheio de vigor. Eu tinha certeza que Jungkook e eu íamos t*****r lá mesmo na escola, nos arriscando mais do que o normal. Foi quando o sinal tocou e nos deu um susto que fez nós dois nos soltarmos no mesmo instante. Nos encaramos ofegantes e ele inclinou a cabeça frustrado e dava para entender bem o porquê. A sua ereção estava tão firme que levantava a calça do uniforme escolar. Desci da mesa e me aproximei dele, lhe tocando em sua ereção, suavemente.
— Eu não acredito que levamos o maior susto e você ainda está assim.
Ele segurou a minha mão e com muito esforço, me parou.
— Nós temos que sair agora. p***a. — xingou.
Ele me puxou para junto de si outra vez e me beijou. Nos despedimos rápido e eu saí antes que os corredores lotassem de novo. Quando eu já estava descendo as escadas esbarrei com Taehyung.
— Você sumiu o intervalo inteiro de novo. Onde estava?
— Ocupado. — respondi vagamente e ele me olhou desconfiado.
— Yoongi, vem aqui. — meu amigo agarrou a minha mão e me puxou para longe do tumulto que começava a se formar nos corredores. — Você estava com ele de novo? — e eu sabia muito bem quem era “ele”.
Acenei com a cabeça, confirmando, porque até eu sabia, não tinha nada de errado em passar um tempo com Jungkook.
— Eu posso estar enganado, mas tem alguma chance de você estar apaixonado pelo Jungkook? — falou de vez a sua preocupação.
— Não. — eu respondi na hora e eu respondi tão rápido quanto o meu coração acelerou.
Taehyung me encarou mais desconfiado ainda, mas logo desistiu e me arrastou para a sala de aula. Eu não estava apaixonado pelo Jungkook. Eu só curtia o que estava rolando entre a gente, era gostoso e... Eu simplesmente não podia me apaixonar por ele e havia dezenas de motivos que me impediam disso.