Dezenove

1184 Palavras
Foi uma grande surpresa quando o Jungkook apareceu na minha casa no Domingo. Em nossas trocas de mensagens ele disse que estava louco para me ver no fim de semana, só que quando ele não apareceu no Sábado — para continuarmos com nossa farsa de namorados — eu achei que ele não viria no dia seguinte também. Domingo era o dia em que os meus pais passavam o dia inteiro em casa. Porque ele viria justo hoje? Isso não fazia sentido na minha cabeça. — O que faz aqui? — cochichei e o deixei entrar antes que alguém na rua lhe visse. — Ué, estou fingindo ser o seu namorado, docinho. — me encarou debochado. — Eu acho que temos que fazer isso mais duas vezes antes da gente “terminar” ou não vai ser convincente e seus pais vão ficar no seu pé. Ele tinha razão, eu não tinha pensado nisso desse jeito. — Okay, então vem atuar. — o puxei para a sala. Meus pais o encararam com seus sorrisos largos e o cumprimentaram. Se Jungkook e eu estivéssemos apaixonados de verdade teríamos muita sorte com a minha família, porque meus pais simplesmente adoravam o garoto. Até mesmo quando eu disse que a gente ia namorar no meu quarto, eles não foram contra, apenas disseram para sermos discretos. Ao ouvir o alerta, Jungkook riu tímido e me acompanhou. — Sério, os seus pais não existem. Eu sempre levava as minhas namoradas para casa, porque era certo que a gente não ia poder fazer nada. — explicou. — A gente ficava de porta aberta e minha mãe sempre ficava passando na frente pra espiar. — Eles lembram que já foram jovens. Os meus pais namoram desde o ensino médio. — Uau, isso é tão legal. — fiz uma careta, como eu sempre fazia para o Taehyung quando ele vinha com conversas melosas. — Que cara é essa? Você não pensa assim? Dei de ombros. — Tanto faz. Só acho o amor superestimado. — Vamos fazer algo para passar o tempo, já que você não curte muito filmes. — trocou de assunto. Jungkook sentou-se na minha cama e pegou a minha mão, me puxando para perto dele. Quando eu me dei conta, a gente estava aninhado um no outro e ele afagava os meus cabelos, enquanto meu namorado falso tinha puxado um assunto que se estendeu por horas. Nossos olhos se cruzavam cúmplices e sorridentes sempre que notávamos algo em comum durante uma conversa. Coisas simples como a nossa sobremesa favorita ou algum anime que amávamos da mesma forma. Seu gosto musical também era muito compatível com o meu, então por alguns minutos Jungkook e eu compartilhamos nossos fones de ouvido e trocamos sugestões de músicas. Histórias engraçadas foram surgindo, da nossa infância ou as coisas loucas que os jovens costumam fazer. A essa altura eu estava deitado sobre ele e notei que Jungkook encarava meu rosto muito concentrado. Ele deslizou a mão pela minha face e tinha um olhar terno. — Ainda está carente ou você é carinhoso mesmo? — ri um pouco nervoso. — Um pouco dos dois, porque? Você não gosta disso também? Dei de ombros e busquei seus lábios lhe beijando, enquanto percebia que não tínhamos feito isso ainda, apesar de na escola a gente não perder uma oportunidade. Ele acariciou as minhas costas e mordeu o meu lábio. Me arrepiei por um segundo, percebendo que eu gostava de fingir ser namorado dele. Era divertido namorar com Jungkook... Abri as minhas pernas e sentei-me sobre ele. Jungkook me acompanhou e sentou-se também, me encarando. — Os seus pais estão acordados e na sala. — me alertou sobre minhas intenções. Ele já me conhecia bem. — Eu sei. Nós não vamos t*****r. Relaxa. Assim que eu terminei de falar isso, apertei a sua nuca e voltei a beijá-lo, lento e apaixonado. Tinha algo nele que me deixava inquieto, mas eu gostava da sensação. Parei nosso beijo e encarei Jungkook sorrindo. Ele afrouxou a mão na minha b***a, percebendo o porquê. — Você ouviu o que eu disse? Jungkook estava tão duro sob a minha b***a, que eu até podia sentir seu p*u se mexer sozinho. — É que fica um pouco difícil com você me beijando assim e… — ele voltou a me apertar. — Você está movendo os seus quadris. Não é de propósito? Eu acho que você está mais e******o do que eu. — me acusou, mordendo o meu pescoço. Eu empurrei Jungkook contra a cama e, enquanto voltávamos a nos beijar, eu movi os meus quadris inquietamente contra os seus. Ele continuava acariciando a minha b***a e gemendo junto comigo. Nossos beijos e mordidas iam além dos nossos lábios e deixavam marcas em nossas peles. Eu encarei Jungkook e ele gemia baixo, me apertando contra si. Era tão excitante. Me perguntava se era aquele jeito clandestino de se amassar que nos deixava tão animados. Ele deslizou as mãos pelo meu corpo e me fez tremer levemente, mostrando que não pretendia parar. Jungkook tocou os meus m*****s e os torceu, me fazendo pulsar dentro da cueca. — Eu acho que somos muito compatíveis sexualmente também. — apontou mais uma coisa em que éramos semelhantes, enquanto sorria maliciosamente. — Com certeza. Acho que essa é a primeira coisa da lista. As coisas entre nós dois deviam ser puramente sexuais e mesmo que estivéssemos atuando essa tarde, algo parecia errado. Voltei a chupar os lábios tão pequenos e atraentes do Jungkook e insisti em esfregar nossas ereções. Ele  me apertou muito forte e gemeu aumentando a fricção entre os nossos corpos. Ele mordeu a minha orelha e deu uma palmada ruidosa na minha b***a. — p**a merda, eu quero gozar. — Já? — lhe provoquei, aumenta ainda mais as carícias em sua derme. Jungkook me jogou na cama e beijou o meu peito, acariciando as minhas coxas. De repente ele me encarou e disse algo que nem precisava dizer, pois estava muito bem estampado em sua face: — Eu estou com tanto t***o. O quão longe podemos ir? — Eu não sei… — respondi manhoso só para deixá-lo mais ansioso ainda. Jungkook agarrou a minha mão e a colocou sobre o seu volume. — Me toca, Yoonie. Não pensei em lhe negar aqui, então eu o apertei e esfreguei no mesmo instante. O garoto fechou os seus olhos grandes, enquanto gemia, e xingou baixo. Enquanto eu admirava o seu rosto, senti meu coração acelerar. p***a, o Jungkook é tão bonito… — Yoonie… Ele enfiou a mão dentro da minha roupa, tocando a minha b***a e esfregou os dedos na minha entrada, me fazendo erguer os quadris para lhe ajudar. Rebolei, gemendo manhoso e enfiei a mão na roupa dele também, esfregando o seu pênis molhado. — Droga, eu quero você, Kookie. — falei sem pensar muito. — Eu também quero você. E mesmo que aquilo fosse totalmente s****l, algo pareceu diferente. Não sei se foi o jeito que ele falou ou como aquelas palavras me afetaram. Além de tudo, eu me lembrei da pergunta do Taehyung.
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