Juiz Quando saio do quarto, não sinto sequer as pernas. Ela me enlouqueceu, dominou os meus sentidos. Mesmo sabendo que ela está me testando. Me desafiando. Ela está fazendo isso porque está sem opções. Uma leoa recuou em um canto olhando para o leão todo-poderoso com o dobro do tamanho dela. Ela só tem uma opção. Lutar. Está na natureza dela. Ela não é de se entregar para ser massacrada. Devorada. Não por mim. Nem por ninguém. Meu quarto fica ao lado do Olga. Entro, fecho a porta e tiro as roupas arruinadas. Lucia, a governanta encarregada de administrar a casa, me avisará se pudermos salvá-las. Duvido, mas vou deixar que ela tente. Do meu bolso, pego a calcinha de Olga. Não sei por que a peguei. A renda é macia na minha mão. O perfume sutil. O cheiro dela. Aí está aquela imagem dela

