O telefone não parava de vibrar sobre a minha escrivaninha na última hora. Não me importei em me levantar para atender quem quer que fosse. Permaneci deitada na cama olhando para o teto enquanto Lisa absorvia meus sentimentos para si. Em troca, eu absorvia a dor dela e descartava como lixo. Eu não conseguia chorar, na verdade, não sentia absolutamente nada. Aos poucos, peguei no sono e adormeci. Não acordei de madrugada para treinar como fazia, em vez disso, acordei com minha tia me sacudindo. — Eliza, se arrume ou vai se atrasar para a aula! Além disso, seu amigo veio te buscar. — Meu amigo? — Respondi um pouco confusa enquanto tentava me levantar. Lisa estava quieta dentro de mim, mas eu a sentia um pouco mais calma e composta. Coloquei o meu uniforme, penteei os cabelos rapidamente e

