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1553 Palavras
Ponto de Vista de Gabe Já era noite e eu estava respondendo algumas mensagens de amigos no i********:, quando chegou uma notificação da Alana. p**a que pariu! Quando fui abrir, a notificação sumiu. Pelo que Oliver disse, isso acontecia quando a pessoa desfazia o que acabou de fazer. Ela tinha curtido minha foto e descurtiu em seguida. Entrei no perfil de Oliver porque, se alguém tinha o contato de Alana, com certeza era ele. Acho que eu ainda não desisti de t*****r com ela. Oliver_Sanders Oliver_Sanders: Minha mãe passou açúcar em mim. Lilaaaaaa_l: Gato! Eliza_True2009: Lindo! AlanaPetterson1996: Que lindo, Oliver! Ver mais comentários... xxxxxx Esse menino é um verdadeiro galã. Na idade dele, acho que ele já beijou mais meninas do que eu na vida. Não, isso foi um exagero da minha parte, mas na idade dele eu não era galanteador assim. Entrei no perfil de Alana e vi muitas fotos de quadros. Havia apenas uma foto dela, e ela estava pintando. AlanaPetterson1996 AlanaPetterson1996: Meu pai ajustou seu antigo escritório para ser meu ateliê. Agora não irei mais dormir no meio dos meus quadros! Gostaram do meu espacinho? Jeena-Morison: Alana parabéns amiga! Fiquei sabendo que você ganhou o concurso da galeria Golden! Parabéns! Sarah_Fisherman13: Minha artista favorita ❤️❤️❤️ LizieMccart2: Lindo espaço! Oliver_Sanders: Alana você é tão linda quanto seus quadros. ♥️ Ver mais comentários... xxxxx Tudo que eu queria no momento era falar com ela. Conquistá-la e trazer essa menina pra minha cama se tornou uma meta. Acabei mandando uma mensagem pra ela no inbox. Gabriel_Sanders_32: E aí, Alana. AlanaPetterson1996: Oi, Gabe! Gabriel_Sanders_32: Você tá me devendo um café por te salvar aquele dia do cara tarado. AlanaPetterson1996: Concordo. Quando? Gabriel_Sanders_32: Amanhã. Vou ter um intervalo das 14h as 16h. É o horário da aula de violão do Oliver e eu tenho que literalmente esperar. O que acha? Vou estar no centro. É perto da galeria... AlanaPetterson1996: Passa lá na galeria? Eu vou levar os primeiros quadros pra lá nesse horário... E a gente se vê, então. Gabriel_Sanders_32: Até mais, gatinha. xxxxx Tive alguns sonhos com a Alana dos quais não posso mencionar. Acordei duro. Preciso ficar com alguma mulher antes que eu fiquei louco. Depois de deixar Oliver na aula de violão, fui caminhando até a galeria de arte onde a loirinha deveria estar. Ela estava em frente a um carro velho e vermelho, tentando carregar um quadro quase do tamanho dela. Corri até ela para ajudar e o carreguei sem maiores dificuldades. Era um pouco pesado. - Quadro bonito, Alana. Gostei. - Abri um sorriso. A grande paisagem de mar, com ondas peroladas era realmente encantadora. - Obrigada. Eu tenho mais uns oito quadros desse tamanho. Você podia me ajudar a trazer pra cá, não? - Ela abriu um sorriso doce enquanto destrancava a porta de vidro da galeria. Uma galeria inteira só pra ela. E pra mim, no caso. Se controla, Gabe, se controla. - Onde deixo esse? E claro, posso te ajudar com os quadros. Mas daí vou ter que aumentar o meu preço e te pedir companhia em horário nobre. - O sorriso dela evidenciou as bochechas coradas. p***a de loirinha linda. - Vem aqui. - Fomos para a parte de trás da galeria, onde parecia ser um depósito. - Por enquanto os quadros vão ficar aqui. - Meu deus, eu vou agarrar essa menina a qualquer momento. - Certo, certo. Acho melhor sairmos daqui, esse depósito é meio claustrofóbico. - Falou o cara que acabou de sair de uma cela de 8m². Caminhei ao lado dela, e percebi a grande diferença de altura que tínhamos. A loirinha era baixa, mesmo usando uma bota plataforma. Fomos até uma cafeteria e me sentei em uma mesa. Ela se sentiu na minha frente. - Então, quem é o Gabe? - Eu abri um sorriso, olhando pra baixo por alguns instantes. - Um cara que tá tentando fazer as coisas do jeito certo dessa vez. - Ela assentiu com a cabeça. Pedimos os cafés e algumas rosquinhas com cobertura de chocolate. - Eu acho que todo mundo tá tentando fazer o certo. - Ela deu os ombros. - O que aconteceu com você? - Cadeia. Dez anos por tráfico de armas. - Ela arregalou os olhos. Eu não podia enganá-la, ela parecia inocente demais e não merecia isso. - Sua vida parece bem mais interessante que a minha. - Quando ela riu, o clima de tensão imediatamente acabou. Minhas mãos estavam apoiadas em cima da mesa e cruzadas, e ela as pegou, olhando os desenhos das tatuagens. - Quantos artistas já passaram pelo seu corpo? Você tem muitas tatuagens. - Muitos, princesa. Conheço um tatuador aqui. Quer se arriscar e fazer uma tatuagem em mim? - Ela abriu a boca em surpresa, ainda sorrindo. - Isso seria um tanto inusitado! Eu teria que expor você na galeria Golden também. - Eu abri um sorriso pra ela. Que garota linda. - Sem problemas. Eu já fiquei muitas vezes nu na frente dos outros, não seria um problema pra mim. - Demos risadas juntos. Os cafés e as rosquinhas chegaram. Ela beliscava uma rosquinha enquanto bebericava o café, e eu, troglodita do jeito que sou, acabei com metade de uma rosquinha em uma mordida só. - Mas e você, Alana... Quem é você? - Ela respirou fundo, limpando um pouco de chocolate da lateral do lábio com um papel toalha. - Uma artista iniciante que está correndo atrás dos próprios sonhos, eu acho. Eu quero mostrar minha arte pro mundo. Quem sabe, um dia, ter minha própria galeria. Mas é meio difícil, já que não sou rica e não tenho contatos. Enfim, ahn... - Ela ficou vermelha ao perceber que eu a olhava com atenção. - Por que está me olhando assim? Minha boca está suja? - Não! Desculpe. Passei muito tempo na cadeia cercado por gente insuportável. Gosto de estar com você. - Ela ficou ainda mais vermelha. - Vai topar fazer uma tatuagem em mim? - Bom, acho que sim. Parece ser divertido. - Ela pegou o café e deu um gole nele. - Então eu vou falar com meu amigo. De sábado a noite ele não costuma tatuar, talvez concorde com essa maluquice. - Ela deu risada. Que risada linda. Conversamos por mais de uma hora e a aula de violão do Oliver estava acabando. Eu queria poder ficar mais com Alana, mas não pude. - Preciso buscar o Oliver. - Me aproximei dela, levando uma das mãos até a lateral de seu rosto. Dei-lhe um beijo na bochecha, e ela ficou inteirinha vermelha. Ela vai ser minha. - Até mais, Gabe. Encontrei Oliver na frente da escola de música e ele veio andando até mim, me cumprimentando com um aperto de mão que inventamos. Fomos até o carro e eu guardei o violão dele no porta-malas. - Gabe, ontem a sua amiga Alana comentou na minha foto. - Ela abriu um sorriso. - Ah, se eu fosse mais velho... - Olhei pra ele, com uma falsa indignação. - Você é muito canalha, moleque. Quem te ensinou a ser assim? Porque seu pai, aquele bocó que não foi. - Nós dois gargalhamos. - Acho que a gente já nasce assim, Gabe. - Ele arrumou a touca na cabeça, ajeitando alguns fios de cabelo. - Eu tô doido por uma menina da escola. - É mesmo? A quarta esse ano, né? - Ele concordou, gargalhando. - Gabe, eu nunca iludi ninguém. Isso meu pai ensinou. E minha mãe também... Mas é que essa aí é especial. Ela parece um pouco com a Alana. É loira como ela. - Assenti com a cabeça. - Escrevi uma música pra ela. - Você é um galanteador nato, moleque. Depois eu quero ouvir. - Ele pegou o celular e abriu a foto de perfil do w******p dela. - Ela é linda, não é? Quero ficar com ela. Todo mundo fala que eu sou um galanteador mas eu tenho treze anos e ainda não dei meu primeiro beijo. Eu só converso com as meninas, Gabe. - Olhei a foto e sorri. A menina parecia uma bonequinha. - Muito linda, Oliver. Seja legal com ela. Quem sabe você não dá seu primeiro beijo. A conversa acabou quando chegamos em casa. Wendy estava regando as plantas da entrada e abriu um sorriso ao ver o filho. - Foi tudo bem na aula? - Ele assentiu, dando um abraço apertado nela e entrando correndo em casa com seu violão nas costas. - E aí, Gabe, está se adaptando a vida em Washington? - Estou sim, Wendy. Agradeço pela hospitalidade. O Oliver é um garoto incrível. Até me ensinou umas palavras em francês. - Ela sorriu ao ouvir. - Ele odeia francês. Mas o Dimitri acha importante, então... Não tem o que fazer. - Eu assenti e enfiei as mãos nos bolsos. Ela voltou sua atenção para as plantas e eu me despedi. - Até mais, Wendy. - Até, querido. Precisando estou as ordens! - Eu saí andando. Nessa primeira semana aqui, nunca vi a Wendy sem estar vestida com vestidos floridos. Ela é uma pessoa fofa. Sentei-me no meu sofá com uma cerveja em mãos. Me senti sortudo novamente. Minha vida entrou na linha e eu espero que nada a tire dela.
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