CAPÍTULO 210 CAROL NARRANDO Eu tava sentada no colo do Dante ali no camarote, tentando disfarçar a vontade de vomitar que ainda teimava em me apertar o estômago. Forçava um sorriso, fingia que tava de boa, mesmo sabendo que meu corpo pedia cama. Ele olhou pra mim, atento, perguntando se eu queria mais uma cerveja. Balancei a cabeça e pedi: — Não… pega uma coca pra mim. Ele levantou, foi até o bar e voltou rápido com o copo na mão. O gelo suado descia pelo vidro, e só de encostar na boca já senti um alívio. — Melhorou? — ele perguntou, com aquele olhar de quem não se deixa enganar fácil. — Já passou… tô bem. — menti, soltando um sorriso fraco. Tomei um gole grande, sentindo a coca apagar um pouco o gosto r**m da boca. Dante se jogou de volta na cadeira, me puxou pro colo de novo, as

