CAPÍTULO 177 DANTE NARRANDO Encostei o carro em frente à boca, os menor já vieram na contenção, cada um no seu corre. Cumprimentei de leve com a cabeça, aquele respeito automático que eles já tinham comigo. Um deles abriu espaço e eu passei reto, Carol colada no meu lado. O cheiro do pó misturado com cigarro já batia forte no ar, rádio chiando no canto, e uns moleque passando contagem de dinheiro em cima da mesa. A rotina não parava, mesmo quando minha cabeça tava em outro lugar. — Fala, patrão. — um dos menor cumprimentou. — Firme, parceiro. Segue o trampo aí. — respondi seco, sem perder o passo. Abri a porta da minha sala e entrei com a Carol. Lá dentro o clima era outro: ar-condicionado ligado, mesa pesada de madeira, cadeira estofada. O lugar onde eu pensava, decidia e mandava. M

