Pré-visualização gratuita Prólogo - Estella
Estella narrando...
Robens: Você tem certeza disso? — a voz do meu chefe me trás de volta. Olho para o mesmo e confirmo. — Ele não iria querer que você fosse embora daqui, você sabe disso.
Estella: É, eu sei, mas eu não consigo, tudo aqui me lembra ele, dói muito, eu não posso e não quero passar por isso.
Robens: Onde você for, você sentirá a perda dele. — ele fala sério e eu baixo a cabeça, até porque, o mesmo está certo. — Mas se é isso que você quer, tudo bem! Aqui está a sua carta de transferência, boa sorte, Cruz.
Estella: Muito obrigada, chefe! — levanto e me retiro da sala dele.
Me despeço de todos do batalhão, com uma dor imensa no coração, antes de sair dali, vou até a parte onde fica todos os distintivos e vejo o do meu noivo, o meu coração aperta e às lágrimas vem com tudo! Que saudade, isso não é justo, não agora que eu consegui me tornar uma bombeira. Suspiro frustrada e passo a mão sob o vidro, saio dali e vou em direção ao meu carro, mas antes de abandonar totalmente o batalhão, escuto a voz de Mônica chamando por mim.
Mônica: Espera. — ela diz e eu espero ela se aproximar. — Eu vou com você. — ela diz e eu ne.go na mesma hora.
Estella: Não, você tem uma vida aqui, não pode se desfazer dela.
Mônica: Do que adianta, se a minha melhor amiga não estará mais aqui? — ela pergunta e eu baixo a cabeça. — Eu já falei com o chefe e ele me deu uma carta de transferência também, te encontro a noite em sua casa e vamos rumo ao Rio de Janeiro. — ela diz e eu sorrio confirmando.
Estella: Você é doida, sabia!? — pergunto e ela confirma.
Mônica: Não tem nada que me prenda aqui, amiga, então eu vou junto.
Estella: Até mais tarde. — falo arrancando com o carro dali.
Bom, deixem eu me apresentar, eu sou a Estella Cruz, eu era paramédica no quartel 53, mas me inscrevi para ser bombeira e cerca de dois dias recebi a carta onde dizia que eu havia passado no teste e poderia atuar como bombeira, porém cerca de 4 dias, eu presenciei a pior cena da minha vida, o meu noivo, Guilherme, ele entrou em um incêndio e optou por voltar lá e salvar a vida de uma garotinha, mas infelizmente, acabou tendo queimaduras graves e vindo a óbito!
Eu perdi o meu chão naquele momento e desde então, estou afastada do quartel, mas hoje eu tomei a decisão de pedir transferência, eu irei para o Rio de Janeiro, mas precisamente para o Quartel 41. Mas atuarei como bombeira! Eu estava decidida sobre isso, eu precisava sair daqui, precisava recomeçar em outro lugar... Por mais que o meu superior seja contra, ele concordou e me deu a carta de transferência...
Assim que cheguei em casa, comecei a arrumar às minhas malas, bom, eu sou sozinha, eu tenho uma tia que mora no Rio, por isso eu conheço lá, mas eu sempre fui de São Paulo, conheci o Guilherme aqui e nós dois nos apaixonamos, começamos a namorar e quando percebi já estávamos noivos e fazendo vários planos, inclusive de construir uma família, mas Deus não quis assim, Deus o quis ao lado dele e só me resta agora aceitar e seguir a minha vida.
Enquanto eu ia arrumando às minhas coisas, eu só conseguia lembrar de tudo o que já vivemos, cada momento incrível que eu tive ao lado dele, dói só de lembrar que eu nunca mais o verei de novo, nunca mais verei aquele sorriso lindo e muito menos sentirei os seus abraços apertados seguido de alguns cheiros no pescoço, como dói, meu Deus!
Lembrança on...
Gui: Você fica tão sexy quando está pensativa, sabia! — ele chega me abraçando por trás e me dando um cheiro no pescoço, me fazendo arrepiar toda.
Estella: Para você, eu estou sempre sexy. — falei virando de frente com um sorriso largo no rosto.
Gui: Realmente, você está sempre sexy, você é sexy e eu sou completamente louco por você. — ele diz me beijando e logo me pega no colo, me levando para o nosso quarto, ele me deita na cama e começa a beijar todo o meu corpo, a sua pele arrepiada e quente, me deixa fascinada, os seus beijos árduos me deixam ainda mais excitada do que estou, quando percebo, a sua boca já está de encontro com a minha bu.ceta e ele me chupa com tanta vontade que não demora nada para mim gozar, ele vem em cima de mim e logo me penetra, me fazendo delirar! Ali, naquele momento, eu me sinto preenchida e completamente amada.
Lembrança off...
Saio dos meus pensamentos com batidas na porta, caminho até ela vendo a Mônica com uma mala e uma mochila nas costas, sorrio e dou passagem para ela!
Estella: Você é doida! — digo e ela dá de ombros.
Mônica: É, talvez eu seja! Mas não vou deixar você ir sozinha, sabe que tenho você como uma irmã.
Estella: Eu agradeço por isso, você é uma irmã para mim também. — digo sorrindo e ela me abraça.
Terminamos de ajeitar às minhas coisas e entramos no carro indo rumo ao Rio de Janeiro, é, está na hora do meu recomeço, ainda dói, dói muito a perca dele, mas eu não posso parar a minha vida, ele não iria querer isso, então continuarei com ela, mas agora, em um novo lugar. Assim que chegamos no Rio, fomos direto para a casa que eu aluguei, sorte que ela é grande e acomoda nós duas!
Organizamos tudo e então logo nós nos jogamos no sofá e colocamos uma série para olhar, Mônica era a minha melhor amiga e ela sabia que eu não estava nada bem, ela fez brigadeiro e tentou distrair a minha mente e confesso que até funcionou um pouco.
5 meses depois...
Faz cinco meses que eu e a Mônica estamos aqui no Rio de Janeiro, cinco meses que demos início ao quartel 41 e eu confesso que cada experiência que eu estou tendo é maravilhosa! Essa cidade é incrível, pura adrenalina, e eu diria que até mesmo perigosa, mas é incrível...
Saí do meu turno cansada, hoje peguei o horário da noite, então m*l consegui descansar, eu só queria a minha cama, peguei às minhas coisas e fui saindo do quartel, junto dos meus colegas.
Zyron: Tchau tenente, bom descanso! — ela diz e eu sorrio me despedindo dela.
É, atualmente eu sou a Tenente do meu batalhão, parece loucura, mas eu consegui me destacar e chegar longe, eu tenho certeza que o Gui estaria muito orgulhoso de mim, ele sempre viu muito potencial em mim e sempre disse que eu iria longe e cá estou eu, Tenente, eu nem consigo acreditar, às vezes parece que eu estou sonhando, mas não, é tudo real.
Bom, sobre a dor, ela não passou, mas eu me adaptei com ela, mas também decidi focar na minha carreira, nunca mais me envolvi com ninguém, nem mesmo de beijo, eu não quero conhecer ninguém, não sinto essa vontade, então vou seguindo a minha vida focada somente na minha carreira de bombeira.
Cheguei em casa e a Mônica estava tomando café, sorri para a mesma e me juntei a ela, eu estou cansada, mas a fome fala mais alto, terminamos de tomar café e ela disse que iria para o quartel, dessa vez, pegamos turno separadas, ela é paramédica, mas atua no mesmo quartel que eu, agradeço ao Chefe Robens por ter nos colocado no mesmo quartel, eu tenho tanta sorte em ter a mesma!
Tomei meu banho e logo me joguei na cama, não demorou para o sono tomar conta e eu adormecer.