Quando a noite caiu, o silêncio da casa parecia amplificar a tensão entre eles. No quarto, Reina e Capo se encaravam à luz suave do abajur, que lançava sombras leves e inquietantes nas paredes. Reina estava sentada na beira da cama, as mãos entrelaçadas no colo, o olhar fixo no chão, enquanto ele se encostava na parede ao lado da janela, observando-a com a mesma intensidade que dedicava a qualquer adversário. Finalmente, foi ela quem quebrou o silêncio, a voz baixa e carregada de uma frustração contida. — Capo, eu preciso entender — murmurou, levantando o olhar até encontrar os olhos dele. — O que está acontecendo com a gente? Esse mundo que você trouxe para a nossa vida… Eu não sei se consigo lidar com isso. Hoje, ficar escondida no porão, trancada, sem saber se você voltaria… Ele susp

