No dia seguinte, Capo chamou José para uma conversa que estava adiando desde a invasão da polícia. Sabia que precisava resolver aquela falha na segurança e que José era o único com quem podia contar para uma missão tão delicada. Eles estavam no escritório da fazenda, um espaço fechado e discreto, isolado da movimentação dos trabalhadores. Capo encostou-se à mesa, cruzando os braços, enquanto José mantinha-se em pé do outro lado, com o semblante sério. — Me explique como deixamos aquele desgraçado entrar aqui — Capo começou, a voz baixa, mas carregada de ameaça. — Alguém está falhando, e eu quero saber quem. José engoliu em seco. Sabia que qualquer resposta poderia levá-lo ao limite da confiança de Capo. — Senhor, ele foi contratado através dos contatos da cidade. Tinha documentos, refe

