Aos poucos, Reina foi se acostumando com o ambiente e as pessoas que viviam na fazenda Oriente. Cada dia trazia novos sons, cheiros e vozes, e ela ia mapeando mentalmente o espaço ao seu redor. A bengala era sua companheira fiel, e com ela, Reina aprendia os caminhos, descobria novos cantos da propriedade e, aos poucos, ia conhecendo os moradores da fazenda. Para sua surpresa, havia muitas famílias ali, e as pessoas pareciam viver de maneira confortável. Havia uma escola pequena, onde as crianças corriam e riam, e um hospital modesto, mas bem equipado, para cuidar dos que viviam ali. Reina ouvia os passos apressados de enfermeiras e médicos circulando, as risadas infantis e o som dos trabalhadores cuidando da terra. Todos pareciam ter uma vida estável, e Capo era tratado com um respeito

