Capo estava de pé na sacada de seu escritório, observando Reina enquanto ela caminhava pelo jardim abaixo. Seus passos ainda eram hesitantes, cada movimento feito com cautela enquanto ela se adaptava ao novo ambiente. A bengala à sua frente tateava o chão, buscando um caminho seguro. Para Capo, que era acostumado a um mundo de controle e precisão, assistir àquele espetáculo de vulnerabilidade era algo estranho, quase desconcertante. José, o capataz, aproximou-se devagar, parando ao lado de seu chefe. Ambos observaram em silêncio por um momento, os olhos de José fixos na figura de Reina, enquanto os de Capo pareciam vagar entre a curiosidade e a indiferença. — O que vamos fazer com essa aí, senhor? — perguntou José, quebrando o silêncio, sua voz rouca ecoando no ar fresco da manhã. Capo

