O grande Capo

1139 Palavras
O helicóptero pousou suavemente na vasta fazenda Oriente, o refúgio particular de Capo. A propriedade era impressionante, cercada por vastos campos e vegetação densa, com uma mansão imponente ao centro, um símbolo claro do poder e riqueza que Capo acumulou ao longo dos anos. Para ele, aquele lugar era mais que uma casa, era onde controlava seu império em segurança, longe dos olhos curiosos. Assim que as portas do helicóptero se abriram, Capo saiu com passos firmes, arrastando Reina pela mão sem dar chance para que ela se orientasse. Suas pernas vacilavam, e ela m*l conseguia acompanhar o ritmo rápido dele, cada passo mais difícil e confuso. O coração dela batia descompassado, e sua mente estava presa no caos. O que seria de sua vida agora, naquele lugar estranho e hostil? Eles entraram na mansão, onde os ecos de seus passos reverberavam pelas paredes altas. O chão de mármore gelado sob os pés de Reina fazia o medo que ela sentia se intensificar ainda mais. Capo não parava. Puxava-a com força, como se ela fosse um peso que ele m*l queria carregar. — Maria! — Capo gritou com uma voz autoritária, que preenchia o espaço. Logo, uma mulher de meia-idade apareceu apressada, com os cabelos grisalhos presos em um coque simples e o semblante preocupado. Ela era Maria, uma mulher com mais de cinquenta anos, que trabalhava para Capo há muito tempo, conhecendo os segredos da fazenda e as crueldades do chefe. — Sim, senhor — respondeu Maria, com a voz respeitosa, embora uma leve preocupação brilhasse em seus olhos ao ver a jovem cega ao lado dele. — Leve essa menina para um dos quartos, arrume roupas para ela e lhe arranje algo para fazer — ordenou Capo, sem sequer olhar para Reina. Maria olhou para Reina por um momento, percebendo sua fragilidade, o modo como tremia e o semblante de quem estava totalmente perdida. O instinto maternal de Maria quase a fez falar, hesitar diante da ordem, mas ela sabia que questionar Capo não seria sábio. Ele nunca foi um homem que aceitava dúvidas. — Mas, senhor... — começou Maria, com cautela. — Apenas faça o que eu mando — interrompeu Capo, sua voz fria e implacável. Maria assentiu em silêncio e se aproximou de Reina, tocando suavemente seu braço para guiá-la. Reina, ainda atordoada, deixou-se ser conduzida. Ela não tinha forças para resistir e m*l sabia o que fazer naquele momento. Sua mente vagava entre o choque e o medo, enquanto tentava entender o que a esperava naquele lugar. Capo as observou por um momento antes de se virar e caminhar em direção a uma porta lateral. Para ele, aquela era apenas mais uma transação feita. Reina, no entanto, sabia que sua vida nunca mais seria a mesma. Capo saiu da mansão, acendendo um cigarro enquanto o vento suave da fazenda soprava em seu rosto. Caminhar pela propriedade lhe dava uma sensação de controle, o espaço vasto era um símbolo de seu império, construído com sangue, medo e poder. Ao seu lado, logo apareceu seu José, o capataz mais antigo e de confiança, um homem robusto e silencioso que há anos acompanhava Capo em sua ascensão no mundo do crime. — Como estão as produções, José? — perguntou Capo, soltando uma nuvem de fumaça enquanto olhava para os campos ao longe. José, sempre direto e sem rodeios, respondeu: — Tudo bem, senhor. Amanhã vamos embarcar duas toneladas da branquinha. O carregamento está pronto, os caminhões chegam antes do amanhecer. Capo sorriu, um sorriso que misturava satisfação e frieza. Duas toneladas de cocaína significavam milhões em lucro. O controle que ele exercia sobre a região era absoluto, e essa remessa era apenas mais uma parte de sua vasta operação. — Ótimo — respondeu Capo, com a mesma tranquilidade, observando as luzes distantes da fazenda enquanto tragava novamente o cigarro. — Nada pode dar errado. Você sabe o que acontece se alguém tentar nos sabotar. José assentiu com um olhar firme. Ele conhecia bem as regras de Capo, e sabia que qualquer deslize seria punido sem misericórdia. Ninguém se atreveria a cruzar o caminho de Capo impunemente. — Tudo está sob controle, senhor — disse José, em um tom firme. — Os homens estão prontos, e os contatos já estão acertados. A rota está segura. Capo deu uma última tragada, jogando o cigarro no chão e pisando nele lentamente, como se estivesse esmagando qualquer possibilidade de problema. Seu império continuava a prosperar, e nada, nem ninguém, ousaria se colocar em seu caminho. Além de seu vasto império no t***************s, Capo também era o proprietário de vários bordéis, que variavam de estabelecimentos modestos a luxuosos, espalhados pela região. Esses bordéis não eram apenas lugares de prazer; eram parte de uma rede bem estruturada que servia a interesses variados, desde clientes ricos e poderosos até aqueles que buscavam escapar da realidade por algumas horas. As meninas que trabalhavam para Capo eram tratadas com uma combinação de dureza e respeito. Ele sabia que a aparência e a qualidade eram essenciais para manter o prestígio de seus negócios. Por isso, as mulheres eram bem cuidadas, e muitas delas faziam essa escolha por conta própria. Capo oferecia não apenas um emprego, mas uma oportunidade de ganhar muito dinheiro em um mundo onde as opções eram limitadas. Capo acreditava que, ao oferecer condições dignas, poderia evitar a insatisfação e a rebelião. Ele sabia que uma trabalhadora feliz era mais produtiva e estava menos propensa a problemas. Por isso, as garotas tinham liberdade para negociar suas condições de trabalho e, em muitos casos, eram capazes de acumular fortunas em pouco tempo. As salas eram decoradas com requinte, criando um ambiente que proporcionava conforto e luxo aos clientes. Cada bordel tinha sua própria atmosfera, com música suave e iluminação íntima, fazendo com que os frequentadores se sentissem especiais e valorizados. Capo estava sempre atento a detalhes, garantindo que a experiência fosse única. Capo sabia que essas operações eram uma extensão de seu poder. Ele mantinha os bordéis sob controle rígido, e qualquer desvio das regras era tratado com a mesma severidade que aplicava aos seus negócios de drogas. O respeito e o medo que ele cultivava eram essenciais para manter o equilíbrio. Enquanto caminhava pela propriedade, ele refletia sobre o sucesso desses empreendimentos. Os bordéis eram mais do que apenas uma fonte de lucro; eram uma forma de consolidar sua influência. Ele podia manipular informações e fazer alianças, utilizando o poder de sua rede de bordéis para controlar não apenas o mercado do s**o, mas também a política local e as relações sociais. Capo sabia que, ao oferecer algo que muitos desejavam, ele poderia ter em suas mãos uma vantagem estratégica que poucos conseguiam perceber. Essa complexa rede de negócios e relações tornava-o um homem temido e respeitado, e sua ambição não tinha limites.
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