Capítulo 11

2103 Palavras
Ele não sabia explicar o que estava acontecendo com ele naquele momento, só sabia que gostava da sensação. Any também tinha gostado dele, além de bonito era inteligente, não era como aqueles bonitões burros que só tinham uma lábia e um sexo delicioso para oferecer. Ele era legal, a fazia rir e estava gostando da companhia dele. Os dois conversaram tanto que nem viram o tempo passar e acabou escurecendo. — Nossa! — ele disse olhando no relógio. — Temos que ir... Bailey e Joalin devem estar loucos atrás de nós! Acho que eles pensam que a gente desistiu de jantar. — disse pulando do balcão. — Verdade, eu estou morrendo de fome. — suspirou. Ele a segurou pela cintura e a ajudou a descer, ela lhe deu um beijo demorado que quase o fez desequilibrar, mas por sorte não aconteceu. Ele a colocou no chão e os dois saíram, separados. ¨¨¨¨ — Pensei que não ia mais jantar. — Bailey disse assim que o amigo apareceu na recepção, já arrumado. — Onde está a Any? — Eu acho que ela já está descendo. — Beauchamp disse, com um leve sorriso. — Onde vocês estavam hein? — Bailey indagou, com desconfiança. — Nem vem, por que eu vi quando você a arrastou. — Er... — o loiro começou extremamente nervoso. — Estávamos na sala de jogos. — disse coçando o pescoço. — Jogando er... — passou a língua nos lábios. — Pebolim. — abriu um sorrisinho amarelo. — Sei... — o olhou. — E todo esse tempo vocês estavam lá? — É, nem vimos o tempo passar. — deu de ombros. Bailey não ligou e viu as garotas se aproximarem, já arrumadas. — Vamos? — Joalin se aproximou e deu um selinho no moreno. — Claro. — Bailey disse, saindo na frente com a loira. — E então? — Any perguntou. — Está limpo. — ele piscou enquanto iam caminhando atrás. O jantar fora agradável e animado, escolheram uma cantina parisiense bem confortável, nada chique demais, pois já estavam até o pescoço de lugares elegantes. O que resultou em um jantar agradabilíssimo. ¨¨¨¨ No dia seguinte, foram fechar o contrato com a companhia, que tinha se agradado com as vantagens da construtora americana e estavam aptas a uma parceria que esperava ser lucrativa pra ambos. Com tudo resolvido estava na hora de voltar aos Estados Unidos, o que aconteceu naquele mesmo dia. Ao descer do avião, Josh puxou Any discretamente em um canto, antes que Noah chegasse para buscá-la. — Podemos conversar? — ele perguntou e ela assentiu colocando o cabelo atrás da orelha. — Como a gente vai ficar agora? — Como assim? — Eu não queria trair o Noah... — ele coçou a nuca. — Mas eu também não quero ficar longe de você. — desabafou. — Como vamos fazer hein? — Vamos continuar do jeito que estamos. — ela disse mordendo o lábio e dando um selinho demorado nele, em seguida aprofundando o beijo. — Mas o Noah... — ele perguntou assim que partiram o beijo. — Eu não queria... — ela o interrompeu. — Esquece o Noah! — disse séria. — Você quer ficar comigo ou não? Ele engoliu o seco, olhando para os lados. — É claro que eu quero. — disse por fim. — Então larga mão de ser frouxo, é só uma relação extraconjugal. Não seja bobinho. — ela sorriu e lhe beijou outra vez. Ele sorriu entre o beijo enquanto passava a mão na cintura dela, de repente sente algo vibrar, os dois separam o beijo. — Merda. — ela resmungou enfiando a mão dentro da saia. Onde ela guardava aquele celular? A cacheada pegou o aparelho e atendeu. — Alô. — Any, onde você está cheri ? — Noah disse, do outro lado da linha. — Estou aqui com o Bailey e Jojo esperando as malas, eles não sabem onde você está. — Oh querido. — Any sorriu fazendo gestos com a mão. — Eu tive que ir ao toalete, mas já estou indo. — Entendi, e o Josh está com você? — O Beauchamp? Não, por que estaria? — deu um sorrisinho. — Ele também não está aqui. — Noah suspirou. — Enfim, vou ligar pra ele. Vem logo aqui que estou saudades de você, anã. — Tudo bem querido, estou indo sim. Beijinho. — desligou. — Noah vai ligar para você. — deu um selinho no loiro. — Fique aqui esperando a ligação.  Any saiu. — Droga. — observando-a se afastar. Até que sente seu celular vibrar, pôs a mão no bolso do casaco, pegando o aparelho, e o entendeu em seguida. — Fala cara. — E aí bundão. — Noah disse. — Onde você está? A gente está aqui esperando as malas descarregarem. — Ah, eu precisava tomar um comprimido... — acalantou a garganta. — Estava com um pouco de dor na garganta, mas já estou indo. — Ok, então te espero aqui! Não demora. — Falou. — Beauchamp desligou e ficou encarando o celular. Realmente Noah não merecia, mas o que ele podia fazer se a mulher dele estava enlouquecendo-o? Nada. ¨¨¨¨ Os dias foram se passando, Joshua e Any sempre se encontravam as escuras, coisa que estava fazendo uma verdadeira bagunça nos sentimentos e corações de ambos, que não entendiam o porquê de sentir tudo aquilo na presença um do outro. A única que sabia do caso era Joalin. Noah não sabia de nada e nem fazia ideia de que a esposa e o melhor amigo estavam tendo um caso. Naquele dia, Any e Joalin estavam trabalhando arduamente na Coeur de L'Océan estavam muito atarefadas naquele dia, muito mesmo. — Circula esse. — ela apontou. Joalin com o marca-texto fez o que a amiga disse.  — Droga. — pegou a pinça e voltou a sentar-se enquanto botava o olho no microscópio. — Cuidado com isso Any Gabrielly. — ela sussurrou pra si mesma ao pegar a pinça para encaixar o minúsculo brilhante naquele anel glamoroso que tinha criado em sua mente enquanto estava fazendo amor com Josh semana passada. Não entendia, mas simplesmente tinha captado a imagem do anel durante o orgasmo e achou lindo. Ela era mesmo louca. — Any, esse foi o terceiro né? — Joalin perguntou a respeito do anel. — Quarto. — respondeu. — Faltam mais quatro com esse estilo. Estamos indo bem loira. Abadia! — chamou a bela n***a que se aproximou. — Venha querida! — disse botando o anel no dedo da moça e sorrindo. Tinha ficado esplêndido. — Olha Jojo! Que lindo! Any pegou a câmera digital e tirou uma foto. — Vou fazer igual pra mim. — ela piscou pra moça. — Mas shiu! — pediu segredo. — Você não vale nada Any. — Abadia riu. — Any, o representante da Versalhes na linha. — berrou uma mulher do outro lado, realmente aquilo estava um inferno. — Passa! — Any arrodeou e sentou em sua cadeira atendendo ao telefone. — Pablo querido! — disse enfiando o dedo na garganta, provocando certo riso em seus funcionários. — Any Gabrielly, eu hoje estou até o pescoço de compromissos e espero de verdade que você tenha feito a coleção de jóias que eu ordenei que fizesse, o desfile é daqui a exatamente quinze horas. — disse o afeminado. — Ora Pablinho, você sabe muito bem que cliente meu não se arrepende de forma alguma meu querido. — disse falsa. — Ótimo, se você não tivesse feito arrancaria suas tripas para pôr no lugar das minhas, que certamente seriam arrancadas pelo meu chefe e assim por diante. — olhou as unhas. — Estou mandando buscar ouviu? — Pode mandar o carro forte a hora que quiser meu querido. — rodando na cadeira. — Até, bye. — desligou. — Pense em um gayzinho chato! — Esse ai é mesmo. — Joalin disse, rindo. — Mas é o preço que pagamos para ter nossas jóias expostas em um desfile da Versalhes, que é maravilhosa! — disse gesticulando. — Estou começando a achar o preço caro demais. — piscou e todos riram. Novamente o celular de Any tocou. Ela olhou no visor e viu que era Joshua, pediu licença a todos e foi para o banheiro atender. — É melhor ser importante viu? — disse dengosa, enquanto encostava-se à porta do banheiro.  Ele sorriu. — Te atrapalhei? — rodando na cadeira. — Não muito, na verdade estou cheia de trabalho. — ela riu. — O que foi? — Quero te ver. — ele disse. — Estou com saudades de você querida. — Também estou. — ela mordeu o lábio. — Onde podemos nos encontrar? — Onde você quiser, é só dizer o horário e o local que eu passo pra te buscar e nos vamos pra onde você quiser. — Que tentador... — ela sorriu. — Tudo bem gato, passa para me buscar no apartamento da Joalin, aquele que você me pegou da outra vez, lembra onde é? — Claro, mas que horas? — As oito. Agora eu preciso desligar querido. — suspirou, não queria desligar. — Tudo bem, fazer o que não é? — com um biquinho. — Tchau meu bem, até a noite. — Tchau bebê. — desligou de muita má vontade. — Droga, maldito trabalho! — praguejou-se e saiu do banheiro. ¨¨¨¨ Joshua desligou o telefone e suspirou, não tinha ideia do que Any estava fazendo com ele, mas sentia extrema necessidade de estar ao lado dela em todo momento, se dependesse dele ela não sairia do seu lado, nunca tinha sentido isso por mulher nenhuma. É claro que se sentia m*l por Noah, afinal ele era seu amigo, mas não podia negar que estava gostando de Any, gostando muito e ele temia que fosse amor. — Posso entrar? — Noah disse enfiando a cara dentro da porta. Joshua coçou a nuca e assentiu dando um leve sorriso. Se sentia estranho na presença dele, talvez fosse culpa. — E então? Como você está? Já tem duas semanas desde que voltou de Paris e nunca mais conversamos direito. — ele sentou-se. — Pois é, eu ando um pouco ocupado demais. — ele disse guardando uns papéis em uma pasta. — Mas hoje estou até folgado. — Hoje? Você é folgado todo dia Beauchamp. — ele disse com humor. Joshua sorriu. — Que engraçado. — ele rolou os olhos. — Escuta, você anda muito estranho de uns dias pra cá. — Noah indagou. — Se não te conhecesse bem juraria que estava apaixonado. — deu um risinho. Joshua começou a tossir, um tanto atordoado. — Que bobagem. — deu um risinho nervoso. — Não nasci pra isso e você sabe. — disse preciso. — Todo homem um dia vai se apaixonar. Acho bom você se preparar viu? — Você é apaixonado? — ele perguntou repentinamente. — Digo, apaixonado pela Any? — perguntou com um nó na garganta. Noah hesitou em responder, porém respondeu alguns segundos depois. — Claro. — suspirou arrumando a gravata.  Joshua suspirou frustrado. — Para que estaria casado com ela se não amasse? — ergueu a sobrancelha. Joshua assentiu. — Verdade. — forçou um sorriso. — Bem, agora eu vou voltar pra minha sala. — se levantou. — A propósito, a secretária que contratei está fazendo um bom trabalho? — Bem, nessas duas semanas ela tem se mostrado bem eficiente. — deu de ombros. — Que bom. — Noah sorriu. — Então até mais cara. — se retirou sem mais delongas. Joshua respirou fundo e fechou os olhos. ¨¨¨¨ As horas se passaram rapidamente e logo anoiteceu, Joshua foi até a casa de Joalin para buscar Any, ao chegar lá ela já estava esperando por ele. — Oi. — ele sorriu abertamente ao vê-la. — Demorei? — Imagina. — ela o abraçou pelo pescoço e o beijou. — Estava morrendo de saudades. — mordeu o lábio. — Eu também. — deu outro selinho nela. — Vamos? — ela perguntou. — Vamos. — ele sorriu. — Tchau Joalin. — Tchau. — sorriu de leve para ele e encarou Any. — Vocês dois, juízo viu? — Juízo, sempre loira. — a ruiva gargalhou. — Beijo na b***a. — piscou enquanto saíram. — Usem camisinha! — ouviram a loira berrar antes do elevador se fechar. — Sua amiga é uma figura! — ele riu enquanto a abraçava por trás. — Por que toda vez que a gente se encontra ela acha que é pra t*****r? — beijou a pontinha do nariz da ruiva. — Por que ela é uma tarada. — riu.
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