Alejandro narrando
Alguns dias se passaram e eu estava achando a melhor maneira de abordar Virginia longe do olhar de Yolanda, eu e ela saímos para fazer a consulta de pré natal, ultrassom, exames e depois passamos no gabinete e depois saímos para jantar.
— Onde você foi quando eu estava fazendo os exames?
— Eu tinha umas coisas para pegar ali perto – eu respondo.
— O que?
— Nossa, curiosa de mais – eu falo dando um beijo na testa.
Nos se sentamos em um restaurante e Yolanda começa a pedir tudo que tinha no cardápio para comer, nem o garçom dava conta de anotar tudo que ela estava pedindo. As coisas vão chegando a pouco e em quantidade menores porque se não ela iria comer até passar m*l, depois saímos caminhar um pouco.
— A partir da semana que vem ela ou ele pode nascer a qualquer momento – ela fala – isso é estranho né? Quase desesperador.
— Por quê?
— Sei lá, a qualquer momento a nossa vida vai mudar e vamos começar a responder por outra pessoa.
— E você acha que é o que? – eu pergunto
— Não vou falar e você?
— Se você não vai falar, por que eu tenho que falar?
— Você quer um menino né? – ela pergunta me encarando.
— O que vier será muito bem vindo – eu respondo passando a mão pelo seu rosto – eu sei que essa criança vai fazer a gente ainda muito mais feliz.
— VocÊ realmente gosta de mim? – ela pergunta.
— Sim – eu falo beijando a sua boca e ela corresponde o meu beijo.
Nos voltamos para casa e Yolanda estava bem cansada e logo adormeceu em meus braços, eu não consigo dormir e resolvo levantar para tomar um copo de água na cozinha e é quando eu encontro Virginia na cozinha, esquentando a mamadeira.
— Boa noite – eu falo e ela leva um susto, eu vejo que essa era oportunidade única para falar com ela.
— Boa noite – ela fala passando e eu seguro o seu braço.
— O que você quer?
— Te agradecer por não ter contado a verdade sobre os pais de vocês.
— Foi você que matou?
— Não – eu respondo – e você sabe disso – ela solta seu braço das minhas mãos.
— Eu fiz isso para proteger a minha irmã, ainda mais no final de uma gravidez, mas uma hora ela vai ter que saber a verdade.
— Você sabe que está atrapalhando aqui.
— Eu não queria está aqui – ela fala.
— Eu te dou o dinheiro que você quiser para ir embora com essa criança – eu falo para ela – quanto, passagem, casa o que você quiser.
— Você quer se ver livre de mim? – ela pergunta – para pode fazer da Yolanda o seu fantoche, esse seu teatro de bom marido que ama minha irmã não cola, você quer machucar ela.
— Eu não quero machucar sua irmã, eu mudei por ela e ela sabe disso e só preciso provar isso a ela e a mais ninguém.
— Deixa ela em paz – ela fala – eu não sairei do lado da minha irmã, você vai fazer, o que me matar? Matar meu filho?
— Eu não vou discutir com você, mas você sabe que não vai ficar aqui.
— Eu não vou deixar você machucar ela – ela me encara – minha irmã é pura, é doce, não merece que você tire o brilho dela.
— Você sabe que você vai trazer insegurança a ela, você sabe disso. Porque prejudicar ela então?
— Deixa ela ir embora – ela fala
— Grávida? De um filho meu?
— É isso que você se importa? – ela pergunta – apenas com a criança que ela espera? Você deve saber o sexo por isso está tão tranquilo, já deve saber que ela espera um menino.
— Você não sabe de nada, nem eu e nem Yolanda sabemos o sexo da criança.
— Até parece – ela fala me encarando – todos fazendo pressão para que essa criança seja um menino, seu pai, sua mãe, todos, você acha que você não faria? – ela me encara – eu já disse eu não caio no seu teatro.
— Quer falar de mim? Mas abandonou sua irmã para casar no seu lugar, foi viver sua vida alegremente pelo mundo, sem nem pensar nela.
— E olha quem era o marido dela, você. Você era o perigo.
— Esse assunto não acabou.
— Eu vou ficar do lado da minha irmã – ela fala – e você não vai impedir isso.
— É melhor você dar o braço a torcer, aceitar o dinheiro que te ofereci, inventar uma desculpa e ir embora, será melhor para todo mundo.
— Para você me matar? – ela pergunta – no momento que eu sai do pais, sai de perto da minha irmã, você manda matar eu e o meu filho.
— Eu já disse, que não matarei vocês dois, vocês vão poder ir embora – eu respondo – só me dizer o que você quer. – escutamos um choro.
— Eu preciso ir – ela fala
— Esse assunto não acabou – eu falo
E ela sai andando sem nem olhar para trás, eu passo a mão pelo rosto.