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3109 Palavras
Capítulo 17 Beatriz narrando Ainda deitada em seu peito eu vejo o dia amanhecer, passei quase a noite em claro pensando no que estava acontecendo aqui dentro desse quarto. Eu que não me envolvia com quase ninguém do nada fui me envolver com ele e agora estou super envolvida. Eu sinto que ele está acordado e ele fica pensativo, estamos em um quarto de hotel qualquer em Las Vegas, sua mão deslizava pela minha pele lentamente enquanto eu escutava seu coração batendo. Minha mãe sempre me dizia que um dia da minha vida eu iria me apaixonar de verdade e que quando isso acontecesse eu iria sentir, eu iria me sentir feliz e completa, assim como ela se sentiu quando conheceu meu pai, eles eram completamente apaixonados um pelo outro. - Bom dia - Ele fala me olhando - Bom dia - Eu falo - Tá acordada faz tempo? - Ele pergunta - Não - Eu respondo. - Você parece pensativa - ele fal passando a mão pelo meu rosto e eu me sento. - Precisamos passar o nosso plano novamente - eu falo para ele - não podemos baixar a guarda para eles. - Calma - ele fala me olhando - a gente precisa agir com calma e cautela, Saimon e Samuel são pessoas importantes e existe um conselho, um passo errado e tudo desanda. - Um conselho? - eu pergunto. - Conselho da máfia, Saimon e Samuel são herdeiros da máfia, eles não são sucessor de ninguém, mas são herdeiros. Se eu agir errado, eu posso ser condenado e até você - ele fala. - Eu esqueci que você é chef de uma máfia - eu falo para ele que me encara - Um conselho? - eu pergunto. - Sim, um conselho - ele fala - porque você tanto quer se vingar deles? - Eles mataram os meus pais - eu falo para ele que me encara - eles mataram. - Como eles mataram? - ele pergunta. - Eu era pequena, eu lembro que vi os meus pais em uma sala morrendo aos poucos era uma camara de gás - eu falo - eu vi meus pais morrendo - ele me olha e eu seguro as minhas lagrimas. - Depois disso meu tio me levou embora para São Paulo, foram horas de viagens. - Onde você morava? - ele pergunta. - Eu não sei - eu falo. - as vezes eu acho que a culpa é minha, sabe. - A culpa não é sua - ele fala. - porque você teria culpa? - Eu não sei - eu falo - as vezes o meu tio meio que deixa no ar as coisas, sobre o meu nascimento e depois disse que Saimon fez m*l a minha mãe, e eu fico pensando o que eles fizeram para ela? Porque eles mataram ela? Ele limpa as lagrimas que eu nem percebo que tinha descido pelos meus olhos, sua mão tocando o meu rosto me faz o encarar. - Você precisa se manter calma - ele fala. - Samuel me estuprou - eu falo para ele. - Aquele filho da p**a fez o que? - ele pergunta e eu começo a chorar. - Eu sei que eu envolvo os homens, mas nunca a força - eu falo - eu me senti como se fosse apenas um pedaço de carne, como se tudo que eu fiz até agora não valeu de nada. - Eu não acredito que ele fez isso. Eu te perguntei se ele tinha feito algo - ele fala. - Eu só não queria te contar - eu falo para ele que me encara. - eu quero matar eles, eu quero matar os dois Felipe. - Você vai , você vai se vingar mas antes você precisa manter a calma - ele fala me encarando - não podemos dar um passo maior que a nossa perna. (..) Felipe tinha ficado furioso quando soube o que Samuel fez comigo, eu vi em seus olhos que ele não deixaria isso quieto, voltamos para sua casa e entramos como se nada tivesse acontecido entre nós. - Beatriz – Renato fala me encarando - Olha – Paulo fala – ela voltou. - É, estou de volta – eu falo – dei as minhas condições e seu amigo e seu irmão aceitou. - Condições? – Felipe pergunta – Eu não sei porque eu trouxe ela de volta. Eu dou de ombros para ele. - Eu e Felipe nos temos um plano – eu falo. - Conseguiram elaborar um sem se matarem? Então já está ótimo – Renato fala. - Felipe vai contar para vocês – eu falo e meu celular toca - Oi João – eu falo. - As armas chegaram do Marrocos – ele fala – está na loja do Russo, vou te passar o endereço. - Russo tem loja aqui agora? – eu pergunto baixo e me afastando deles. - Sim – ele fala – você consegue ir até lá? - Vou agora – eu respondo - Enviei o endereço – João fala. Eu desligo o celular e me aproximo deles onde Felipe explicava o nosso plano. - Preciso da chave do seu carro - Felipe me encara. - Onde você vai? - ele pergunta. - Eu volto rápido – eu falo – aliás eu não preciso te dar satisfação. Mas o seu carro tem gps se caso você tenha medo que eu me perca por aí – ele tira a chave do carro e me entrega. – valeu. - Russo - Eu dalo assim que entro na sua loja. - Grande Beatriz - Ele fala - Você continua linda. Russo era um traficante de armas e ajudava muito o meu tio, mas depois foi embora. - João disse que chegou uma encomenda aqui para mim – eu falo para ele. - Sim – ele fala – vem comigo. A gente vai para trás da loja e descemos uma escadaria. - Você acha que consegue levar tudo no carro? – ele pergunta. - Eu acho que sim – eu falo para ele. - Olha só então essas belezuras direto do Marrocos para você – ele fala abrindo uma caixa. Eu olho para aquelas armas e pego uma pistola na mão, no momento que eu pego aquela arma , uma lembrança vem na minha cabeça. Flash black onn - Essa arma eu fiz em homenagem a você – meu pai fala – aponta agora BEA – ele fala e segura meu braço – pode atirar – eu aperto o gatilho. - Eu acertei papai – eu falo para ele. - Parabéns meu amor – ele fala. Flash black off Eu passo a mão por aquela arma e quando eu viro eu vejo o nome que estava escrito.. - Bea – eu falo olhando para ele – porque o nome se chama BEA? - Essas armas pararam de ser fabricadas a alguns anos – ele fala – eu não sei como João conseguiu essa carga, eu não tinha visto – ele me olha desconfiado. - Bea era como meu pai me chamava, meu pai tinha uma arma assim – eu falo para ele e ele me encara. – bea – meus olhos se enchem de lágrimas e eu encaro aquela arma na minha mão e todo o outros armamento que tinha o mesmo nome. Eu sinto uma tontura e um enjoo. - Está tudo bem? – ele pergunta. - Me ajuda a colocar tudo no carro? – eu pergunto. - Sim – ele fala. Capítulo 18 Beatriz narrando Eu tento ligar para Roberto e até mesmo entrar em contato com meu tio, só que agora eu sou ignorada pelos dois. Eu estava em um restaurante com Renato e não conseguia mexer na comida, além de está enjoada e muito tonta desde hoje de manhã, eu só conseguia pensar nas armas com aquela sigla BEA. -Você não mecheu na sua comida - Renato fala - Não estou passando bem - Eu respondo - Estou m*l, Mas m*l mesmo, ontem a noite Felipe pediu uma pizza e acho que isso me fez m*l. - Felipe? - Renato pergunta e eu encaro ele - Grandes amigos - Eu falo e ele começa a rir - Você não toma jeito - Ele responde - Quando vai aparecer para o seu tio? - Ele que está se escondendo de mim - Eu falo - Fui na loja do Russo e deu tudo certo hoje. - João conseguiu as armas? - ele pergunta. - Pior - eu falo - as armas vieram todas com o nome de BEA. - BEA? - ele pergunta. - Meu pai tinha uma arma chamada BEA - eu falo - e ele disse que tinha criado em minha homenagem. - Isso é estranho - ele fala. - é bom você falar com Felipe. - Não- eu falo - falei para você porque eu confio em você. - E você acha que é o que? - ele pergunta. - Eu só sei que tem algo estranho envolvendo a morte dos meus pais, envolvendo Saimon, Samuel, meu tio, minha tia e até mesmo a família de Felipe - ele me encara - eu sinto que conheço os pais dele de algum lugar e eu não sei de onde. - Renato me encara. Ainda com estômago r**m eu tomo apenas uma água, olho para o garçom levando uma sobremesa com sorvete uma mesa e na mesma hora sinto uma vontade louca de comer aquilo , Eu chamo o garçom - A senhora deseja mais alguma coisa? - Ele pergunta - Aquela sobremesa que o senhor levou - Eu aponto para mesa - Quero uma igual. - Vou providenciar - Ele fala e eu encaro Renato que me encarava tomando um pouco do seu vinho. - Você não tava m*l do estômago? - Ele pergunta - Já melhorei - Eu falo sorrindo para ele. Ele me olha estranho mas eu nem dou bola, tenho vontade de comer as coisas e vou comer, aproveitar que ainda estou em uma fase que tenho dinheiro para isso. Mas se por acaso eu casar com Felipe vou ter sempre. Espera Beatriz ! CASAMENTO? Minha consciência quase grita dentro de mim quando penso nisso, Eu sempre odiei só a ideia de que um dia eu poderia casar. Já estou na casa de Felipe e estou no meu quarto, acho que ele não iria apetecer por aqui hoje, já que ele não disse nada. Coloco qualquer roupa, e ligo o Netflix, estava me sentindo bem cansada também, nunca fui de me sentir indisposta desse jeito. - Boa noite - Levanto o meu olhar por cima da coberta e ele estava parado na porta do quarto me olhando, com a gravata já desamarrada por cima da camiseta e os braços cruzados. Esse homem me fazia pirar. - Boa noite, pensei que não ia vir - Falo sorrindo para ele - E eu consigo deixar de te ver por um dia? - Ele fala sorrindo e se aproximando da cama - Fiquei sabendo que não anda bem. - Renato fofoqueiro - Eu falo e ele sorri - Foi só um m*l estar já estou bem. - Quer ir ao médico? - Ele pergunta - Não - Eu falo - Amanhã já vou acordar melhor. - Ele se aproxima e me beija lentamente. Felipe narrando Estou no meu escritório na sede da máfia , eu acho que hoje nem voltaria para casa, Renato entra. - Aconteceu algo hoje que acho que você deve saber - ele fala entrando pela porta. - O que? - eu pergunto. - Bea recebeu uma carga de armamento clandestinos vindo de Marrocos - ele fala - e todas as armas tem a sigla de BEA . - BEA? - eu respondo - espera, Bea era de Frederico, ele produzia armas com essa sigla. - Sim - ele fala - quais as chances de ter armamento perdido por ai? - Nenhuma - eu falo - foi tudo destruido, até mesmo a fábrica. - Então alguém voltou a fabricar e é de Marrocos - ele fala. - Eu quero que você encontre o fornecedor dela - eu falo - e vamos tirar essa história a limpo. - João o nome dele, eu consigo contato dele - ele fala - aliás, Beatriz anda passando m*l, muito m*l. - m*l? - eu pergunto. - É - ele fala - enquanto estava comigo passou m*l umas quatro vezes - ele fala e eu o encaro. Eu pego a chave do meu carro e vou para casa, eu subo e abro a porta do seu quarto lentament,e vendo Beatriz vestindo um pijama comprido, de baixo das cobertas e com a televisão ligada. - Boa noite - eu falo e ela levanta o seu olhar para mim, eu estou parado no lado da porta. - Boa noite, pensei que não ia vir - ela fala - E eu consigo deixar de te ver um dia? - eu pergunto a ela que abre um sorriso de canto.- Fiquei sabendo que não anda muito bem. - Renato fofoqueiro - ela resmunga - foi apenas um m*l estár. - Quer ir ao medico? - eu pergunto. - Não - ela fala e eu dou um beijo em sua boca e ela corresponde. Beatriz narrando Abro os olhos e sinto algo horrível voltando pela minha garganta, saio correndo e vou para o banheiro e começo a vomitar todo o sorvete que eu comi. - Você ainda me diz que tá bem - Ele fala segurando os meus cabelos e amarrando em um coque desajeitado. - Eu estou bem - Eu falo - Só é uma virose. Ele me encara desconfiado. - Beatriz você não tá ? - Ele para e me encara - Estou que? - Eu pergunto - Grávida? - Ele pergunta e eu quase me engasgo com a pasta de dente. - Eu não posso engravidar - Eu falo assim que lavo a boca . - Esquece essa hipótese. - Não? - Ele pergunta - Não - Eu falo lembrando de tudo oque aconteceu no passado - É a água da aqui eu devo ter tomado muita água. - Você não toma água - Ele fala - Para Felipe - Eu falo já me exaltando - Eu não tenho como engravidar, isso não tem como acontecer - Eu falo alto - Esquece essa hipótese . - Calma - Ele fala - Porque você não pode? - Eu começo a chorar e ele me abraça. - Quando - Eu começo a gaguejar - Eu quis entrar para organização e ai eu fiz uma laqueadura - Ele me encara - Oque? - Ele pergunta - Eu tive que passar por uma cirurgia - Ele fala - Até para não ter risco de ninguém querer me engravidar por causa dos meus pais. - Mas Porque ele Te obrigou a fazer isso para entrar na organização- Ele pergunta - Porque não correria o risco de eu ter que me afastar por causa de uma criança - Eu falo abaixando a cabeça. - Isso é horrível - Ele fala - Tem muitas coisas na minha vida que são horríveis - Eu falo para ele - Eu perdi meus pais quando era pequena, mataram eles na minha frente, eu tive que abrir mão de um dia ser mãe para poder sobreviver. - Você queria um dia ser mãe? - Ele pergunta - Eu queria ter uma vida normal Felipe - Eu falo e ele me encara - Uma casa em qualquer lugar, criando meus filhos ao lado de uma pessoa que me amasse. Ele se aproxima de mim mais uma vez e me abraça e beija a minha testa. - Tá tudo bem - Ele fala - Você vai me largar? Você deve querer um filho homem para herdar os seus negócios - Eu falo - Eu não sou normal Felipe. - E Eu sou? - Ele fala - Olha a vida que eu levo também para ter um filho planejado. - Ele beija a minha testa mais uma vez - Eu também não sou normal e nem capaz disso Beatriz, nesse momento a única coisa que eu sei, é que eu sou capaz de matar e morrer para te ter ao meu lado sempre. Eu sorrio para ele. - Quando foi que a gente começou a discutir por causa de filhos? - eu pergunto a ele e ele me encara. - Eu não sei - ele fala. - Acho que eu queria a gente discutindo até por uma agulha fora do lugar - eu falo para eçe. - Eu prefiro está te beijando - ele fala beijando a minha boca. - Eu não estou apaixonada por você, quero deixar isso claro - eu falo para ele. - Nem eu estou - ele fala sorrindo. Capítulo 19 Felipe narrando Beatriz estava dormindo e eu abro as caixas que ela tinha no closet , pego a arma na mão e realmente era igual a que eu herdei do meu pai, eu vou até o meu quarto e pego no cofre a arma que herdei do meu pai, coloco uma no lado da outra e vejo que elas eram iguais,o nome, cada detalhe, tudo era idêntica. Eu vou para o escritório e ligo meu computador, puxando o sistema do meu pai, esse Beatriz jamais conseguiria invadir, eu começo a ver todos os seus arquivos, tentando achar alguma evidência. Eu encontro o vídeo do dia da morte dos dois , antes de ver o vídeo eu acreditei que eles poderiam está vivos, mas era impossível. - Você me chamou? – Paulo pergunta. - Olha isso – eu falo mostrando para ele - De onde você tirou essa arma? Achei que o papai só tinha ficado com uma – ele fala. - Beatriz recebeu uma carga de Marrocos e tem várias dela – eu falo. - O que? – ele pergunta – papai mesmo nos levou na sede da máfia australiana e nos contou toda a história, dizendo que tinha sido tudo destruído a mando de Frederico antes dele morrer. - Mas alguém está produzindo elas no Marrocos – eu falo para ele. - Isso é estranho de mais – ele fala. - O tio de Beatriz você disse que ele despareceu que nas conversa dele com ela, ele mandou ela ir embora daqui – eu falo – e depois disso não conseguiram mais rastrear os rastros dele, não é mesmo? - É sim – ele fala e eu me levanto pensativo – o que você está achando? - Estou achando que é ele que está produzindo essas armas no Marrocos – eu falo - E se for outra pessoa? – ele pergunta.
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