A mão de Zephyr tremia quando envolveu os dedos de Lívia. O toque era ao mesmo tempo um alívio e uma tortura. Como ele ousava segurá-la, depois de tudo? Que direito tinha? Nenhum. As promessas feitas nas sombras daquela caverna — promessas de cuidado, de proteção, de nunca permitir que ela sofresse — ecoavam como zombaria c***l em sua mente. Ele não conseguia soltá-la, mas também não tinha coragem de agarrá-la com firmeza, como se a vida dela dependesse de sua força. O veneno que ela ingerira corria ainda dentro de suas veias frágeis. O que a tinha levado a tal sacrifício? Não — a pergunta correta não era essa. O que o havia levado a permitir que ela chegasse a esse ponto? Como ele, que deveria ser o pilar, o guardião, se tornara a fonte de tanto sofrimento? A vida sempre lhe parecera ás

