Por um instante, a cabeça de Zephyr pareceu explodir em um zumbido ensurdecedor. Seus olhos fixaram-se em Lívia, e o mundo ao redor deixou de existir. — Por favor... mate-me. As palavras dela cortaram o ar como uma lâmina afiada. O corpo de Zephyr enrijeceu. O medo percorreu-lhe as veias como fogo, impedindo-o de respirar, de pensar, de responder. O rosto de Lívia estava coberto por uma sombra de dor. Por um momento, ele temeu que ela tivesse interpretado o silêncio como rejeição. — Eu imploro... — a voz dela saiu entrecortada, manchada de lágrimas que rolavam sem piedade. — Dói tanto... não suporto mais. Você é forte, consegue aguentar, mas eu... não consigo. Por favor... Lívia fechou os olhos com força, como se quisesse escapar do próprio corpo. Seus soluços eram uma confissão de de

