As lágrimas escorriam incessantes dos olhos de Nefertiti. Era como se chorar fosse a única coisa verdadeira que ainda lhe restava. Não importava se eram lágrimas de dor, raiva ou desespero — para Zephyr, cada gota parecia arrancar-lhe o ar. — Então... Você sempre disse que via ela em mim... — murmurou Nefertiti, a voz trêmula. — Foi o que Silvia me disse. — respondeu Zephyr, seco. Vê-la ofegar, frágil, destruída, deu a ele a estranha sensação de vingança consumada. Havia um amargo alívio nisso. — Disse a ela que eu te odiava tanto que não conseguia nem te olhar. Então Silvia respondeu que eu devia tratar você como alguém especial, que isso enganaria a Imperatriz. As palavras eram duras, cruéis, frias. E Zephyr sabia disso. Mas ele queria feri-la. Queria que ela sentisse o que ele sent

