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1090 Palavras

Marcelo respirou fundo. — Então... eu fiz certo em vir aqui falar com você. Olhou rapidamente para Dogão. — Essa mulher... então é a sua mulher? — A que tava prestes a cair na mão deles? Dogão sustentou o olhar dele por alguns segundos. O silêncio pesava. Depois respondeu com a voz firme. — Fez. — Fez certo em vir falar comigo. Respirou fundo. — Ela é minha mulher, sim. — E eu espero, do fundo do coração... — Que você esteja falando toda a verdade. Marcelo gelou. O coração disparou. Pela primeira vez ele olhou de verdade para o ambiente. No canto da sala havia fuzis apoiados. Pistolas sobre uma mesa. Colete balístico. Rádios comunicadores. Homens armados passando do lado de fora da porta. A garganta secou. — Eu... eu nunca mentiria uma coisa dessas. Orelha tragou le

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