Narrado por Salvatore Mancini – Roma, noite do embarque de Luca A janela da sala estava aberta. O vento da madrugada carregava o cheiro de chuva. Mas o que eu sentia mesmo… era o cheiro da guerra. Roma dormia. Ou fingia. Mas eu não. Eu estava em pé, de costas pro mundo, encarando o mapa que transformei em campo de batalha. Cada cidade com um alfinete. Cada nome com um traço de sangue. E agora… o Brasil. Cravei mais um prego no papel. Rio de Janeiro. O destino da menina. E do cachorro que mandei atrás dela. Luca. Pff. Me fiz de surdo quando ele tentou parecer firme. Mas eu vi. Vi nos olhos dele que não superou. Vi no jeito que apertou a mandíbula quando ouviu o nome dela. Giovanna. A v***a de sangue real. A filha do velho Enzo. A mesma que um dia rastejou pelos meus

