GIOVANNA As pernas ainda tremiam. O corpo… quente demais. A boca seca. A pele latejando. O coração? Descompassado e humilhado. Eu saí do quarto com o máximo de dignidade que consegui enfiar nas pernas. Mas por dentro? Fervendo. Ele me virou de costas. Me prendeu. Me segurou como se o corpo fosse dele. E o pior? Por um segundo… eu deixei. Desci as escadas em silêncio, sem olhar pra trás. A casa tava vazia. Mas dentro de mim, o grito era alto: “Não sente. Não chora. Não volta.” Cheguei na porta da cozinha. Ia sair. Ia embora. Mas aí… A pegada veio. Forte. Rápida. No braço. RAFAEL (atrás de mim, voz baixa, firme): — Tu acha que vai sair assim? GIOVANNA (sem virar): — Me solta, Rafael. RAFAEL: — Nem fodendo. GIOVANNA: — Isso aqui não é domínio. É abuso. RAFAEL (

