capítulo 36

736 Palavras

[NARRADO POR SALVATORE MANCINI – ROMA, MADRUGADA CINZA] Roma não dorme. Ela apodrece em silêncio. O relógio da parede marcava quase três da manhã quando a porta rangeu. Luca entrou. Molhado da chuva, mas não era só água que pingava dele. Era peso. Era passado. Encostei na poltrona de couro como quem assiste o próprio cão voltar mancando de uma guerra que não venceu. Ele tirou o sobretudo devagar. Olhou pra mim como se estivesse carregando a cruz dos erros que nunca soube evitar. SALVATORE (sem tirar os olhos do mapa): — Se não for pra me dar algo concreto… sai da minha frente. LUCA (voz baixa, firme): — Achei ela. Meus olhos ainda fitaram o mapa por mais alguns segundos, só pra saborear o momento. A confirmação. O começo do fim. SALVATORE (ainda sem olhar): — Onde? LUCA (

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