NARRADO POR GIOVANNA O gravador piscava. Três vezes. Depois apagava. Pisca de novo. Como um alerta. Levantei da cama com o corpo ainda quente, não de prazer — mas de prontidão. Minha respiração seguia firme. O corpo respondia. A mente… operava. Peguei o gravador. Conectei no projetor escondido atrás da estante. A parede branca ganhou vida com a imagem borrada do escritório de Don Fabrizio. Pausa. Play. Ali estava ele. Copo na mão. Suor na testa. E a voz tensa: — “Ela tá viva.” — “Eu vi. Não pessoalmente, mas… vi o símbolo. As três garras.” Fechei a mão em punho. Confirmado. A gravação seguiu. Cidades, rotas, nomes. E então: — “Se ela pedir… esses homens vão sair das sombras.” Desliguei antes de terminar. Não precisava de mais. Já estava tudo claro. Vesti uma cami

